segunda-feira, 2 de maio de 2016

FLAGRANTES DE UMA BIOGRAFIA

Flagrantes encontrados quando de uma de suas exposições - esta sobre a História de Araras - década 1980
Painéis em cartolina cuidadosamente descritos.




Detalhes interessantes. Nelson jamais se distanciava da caligrafia, uma de suas grandes paixões. 






CONDECORAÇÕES

Medalha Cultural Olavo Bilac - dezembro 1980 

outorgada pela Sociedade Brasileira de Estudos Municipalistas









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segunda-feira, 25 de abril de 2016

HISTÓRIA DE ARARAS

Galeria Biográfica Paulista, de Nelson Martins de Almeida é referenciada no artigo da Câmara...



http://www.araras.sp.leg.br/ha-152-anos-era-erigida-a-capela-de-nossa-senhora-do-patrocinio/4844

INVENTÁRIO PATRIMÔNIO HISTÓRICO DE ARARAS


Trabalho acadêmico utiliza obra de Nelson Martins de Almeida

http://www.puc-campinas.edu.br/websist/Rep/Sic08/Resumo/2012824_12159_965912203_resari.pdf


ÁLBUM FUTEBOLÍSTICO - Nelson Martins de Almeida


Um livro referenciando outro é o Álbum dos Clubes de Futebol, escrito por Nelson Martins de Almeida


http://www.dgabc.com.br/Noticia/1528084/um-livro-para-odette-tavares-bellinghausen



sábado, 4 de abril de 2015

ÁLBUM DE ARARAQUARA - 1948


Transcrição do texto



Após uma série inenarrável de dificuldades e obstáculos, chega à luz o ÁLBUM DE ARARAQUARA!

Culpa nos cabe desses obstáculos, pois, haviam-nos precavido de que eles seriam inúmeros, e outros chegaram mesmo a afirmar que tal empreendimento seria inexequível. Quase chegávamos a acreditar que nossos conselheiros estavam com a razão, porém, fizemos ouvido de mercador e não quisemos imitar a tartaruga que, ao encontrar uma pedra em seu caminho encosta-se a ela, esperando que outrem a remova dali.

Sem indecisão atiramo-nos à luta! E esta foi árdua, renhida, cheia de apreensões. Nela empregamos todos os nossos esforços, boa vontade, esperanças, recursos.


(clique sobre a imagem)


Chegamos, enfim, ao término da jornada, colimando com êxito o nosso ousado objetivo, que era o dotar Araraquara de um elemento histórico-ilustrativo, prestando desta forma à Municipalidade local, e consequentemente, ao próprio município, os benefícios decorrentes da divulgação de suas riquezas, de sua capacidade produtora e comercial, de sua cultura, de seus empreendimentos e de sua importância no conjunto das cidades brasileiras. 

O leitor julgará talvez que estejamos exagerando quando nos referimos aos nossos obstáculos, todavia, sabendo-se que não contamos com o apoio material dos poderes públicos e nem com o interesse de participação das propriedades agrícolas, hão de convir o risco de um fracasso em que nos submetemos, quando a situação nos era ainda sombria, as possibilidades de sucesso se nos apresentavam remotas, imprevisíveis, incertas.

Vai daí porque - agora o compreendemos -, depois da execução do primeiro Álbum de Araraquara, de autoria de Antonio M.França e João Silveira, isto em 1915, ou seja, há 33 anos passados, outro não houve que ousasse repetir-lhes o empreendimento, e, aqueles que o tentaram (e foram vários) desistiram do intento, logo ao primeiro contacto com os obstáculos imprevistos, ocultos sob o manto da inexperiência.

Seis meses custou a nossa vitória! Seis meses de trabalho de ininterrupto e uma série de contratempos vencidos com paciência e perseverança.

Esperamos, pois, que tudo isto seja reconhecido pelo leitor inteligente, dando a esta obra o valor que ela merece, mormente em se tratando de assunto que diz respeito à sua própria cidade.

Admire-a, portanto, como o fazeis à tua própria terra, que aprendestes a amar e da qual orgulhas-te de ser filho.

O AUTOR

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O autor Nelson Martins de Almeida, na ocasião, declara as dificuldades encontradas entre a realização do primeiro trabalho editado em 1915 e o de 1948. Entretanto, decorridos os anos entre o primeiro a contar em 100 e o segundo 67, percebemos não haver novas edições, novas atualizações, ainda que avanços tecnológicos se façam presente, percebe-se carência de pessoas que não se atenham aos obstáculos. 

Quiçá a partir deste momento possamos encontrar empreendedores corajosos, que tenham "ouvidos de mercador" como se expressara Nelson Martins de Almeida nos idos 1948.

Inajá Martins de Almeida (filha do autor Nelson Martins de Almeida 1918-2012)
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UM ACRÓSTICO À ARARAQUARA


Altiva,  a natureza a colocara

Risonha, feliz, cheia de luz

A encantadora Araraquara...

Rapsódia que encanta e que seduz!

A ti se curvam tradições gloriosas,

Quimeras de luzes cor de rosas

Ungindo o teu porte de beleza!...

A ti todos são gratos - te confesso -,

Rezando sempre teu progresso

Araraquara... Misteriosa Princesa!





Nelson Martins de Almeida - fev 1948




A elaboração de um trabalho dessa natureza, geralmente denominado “álbum” ou “almanaque”, que era muito comum no passado ( muito embora Araraquara só tenha editado dois, este e aquele de 1.915) objetivava traçar um retrato do momento de sua edição, no que diz respeito às autoridades constituídas, vida política, produção rural, comercial e industrial. Era comum também reviver a história, publicar crônicas, poemas, acrósticos, refletindo a evolução cultural. Este álbum de 1.948 não foge à regra e, assim, apresenta um quadro bastante completo e favorável dessa Araraquara de meados do século XX. 

AUTOR: Nelson Martins de Almeida , redator-produtor do “Álbum de Araraquara”, edição de 1.948, nasceu a 19 de março de 1918, em Araras-SP, na Fazenda Campo Alto, sendo criado em S.Paulo, onde estudou comércio, publicidade, taquigrafia e jornalismo. Aos 19 anos, prestou serviço militar na Aeronáutica, no Campo dos Afonsos, Rio de Janeiro, saindo em outubro de 1938. Foi taquígrafo da Associação Paulista de Medicina e trabalhou em outras empresas. Organizou e publicou várias revistas de engenharia e arquitetura. Chegou a Araraquara em julho de 1.947, com plano de estudar e escrever o histórico da cidade.





Veja mais : http://nelsonmartinsdealmeida.blogspot.com.br/2012/09/album-de-araraquara-1948.html

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domingo, 8 de março de 2015

PROFISSÃO HISTORIADOR - REGULAMENTAÇÃO 03 de março 2015

NOTA DA DIRETORIA DA ANPUH/BR SOBRE A APROVAÇÃO DO PL 4699 PELA CÂMARA DOS DEPUTADOS
Prezados(as) associados(as) e colegas,
A última terça-feira, 3 de março de 2015, foi um dia memorável para a ANPUH e para os historiadores brasileiros. A Câmara dos Deputados aprovou, por unanimidade, o PL 4699/2012, de autoria do senador Paulo Paim, que regulamenta a profissão de historiador (quando começou no Senado ele foi registrado como PL 368/2009).

Foi uma vitória de enorme importância. Um prêmio à nossa tenacidade e capacidade de articulação, e também um resultado da mobilização de todos que enviaram mensagens para os deputados manifestando apoio ao projeto. A presença de representantes da diretoria da ANPUH na Câmara foi fundamental para o sucesso, pois, ao conversarmos com várias lideranças partidárias esclarecemos dúvidas e mostramos a justeza da nossa demanda, o que viabilizou a manutenção do PL na pauta da sessão.

No momento da votação em Plenário, foi verdadeiramente um prazer ouvir discursos proferidos por parlamentares de diversos quadrantes políticos exaltando a importância do conhecimento histórico e o papel social dos historiadores. Mais notável ainda foi termos alcançado essa vitória em contexto de grave crise política, que tem ocupado o centro das atenções das lideranças parlamentares.
Não há dúvida que o virtual consenso favorável ao PL 4699 na Câmara dos Deputados deveu-se às negociações que empreendemos para aperfeiçoar o projeto original, o que gerou acordos com outras entidades interessadas no tema (como a Sociedade Brasileira de História da Educação e a Sociedade Brasileira de História da Ciência) e a ampliação do arco de apoiadores.
Neste momento, é importante registrar o nosso reconhecimento a todos os que nos apoiaram na Câmara dos Deputados, em especial os deputados historiadores Pedro Uczai, Alessandro Molon, Chico Alencar e Afonso Florence, e os assessores parlamentares e também historiadores de formação Marcus Antônio Braga, Márcio Pereira e Daniel Lemos, entre outros.
Também agradecemos aos ex-deputados Roberto Policarpo e Fátima Bezerra (atualmente senadora) por seus pareceres favoráveis ao projeto nas comissões da Câmara em que ele tramitou. Igualmente fundamental é prestar homenagem às diretorias anteriores da ANPUH que se empenharam nessa luta, especialmente as gestões presididas por Benito Bisso Schmidt e por Durval Muniz de Albuquerque Junior.
O nosso entusiasmo justifica-se devido às dificuldades que tivemos de vencer para chegar aqui. No entanto, a caminhada ainda não atingiu o objetivo final. A atenção se volta agora para o Senado Federal, que vai apreciar novamente o projeto de lei, e já começamos as articulações com lideranças daquela Casa.
Pelas razões anteriormente apontadas e também pelo fato de o projeto ser originário do Senado, que aprovou o texto apresentado pelo senador Paulo Paim, nossa expectativa é por uma tramitação tranquila. Porém, continuamos atentos e mobilizados.
A etapa seguinte e final do processo, a sanção presidencial, talvez implique desafios mais difíceis. Sabe-se que alguns segmentos do governo não veem com bons olhos as leis de regulamentação profissional, devido à suposição de que significariam “reserva de mercado”.
A resposta que devemos apresentar é semelhante ao que já manifestamos em outras ocasiões: o objetivo não é garantir privilégios, porém, fortalecer a formação profissional e receber o mesmo tratamento legal dispensado a dezenas de outras profissões no Brasil. Interessa-nos, em especial, criar condições legais para a abertura de concursos para o cargo de historiador nos órgãos públicos, o que não tem ocorrido devido à ausência da regulamentação.
Não custa reiterar, mais uma vez, que a aprovação da lei em nada vai alterar a atuação da ANPUH e o seu papel, já que não serão criados conselhos profissionais ou órgãos do gênero. Lembramos, também, que o registro profissional será uma atribuição dos órgãos públicos, e não da ANPUH. Entretanto, certamente esperamos que a lei contribua para o fortalecimento da nossa profissão, bem como para ampliação do mercado de trabalho e maior valorização dos historiadores.
Por isso, achamos que vale a pena seguir em frente, esperando contar com o apoio de todos(as).
Saudações, a Diretoria da ANPUH

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

BANDA DE TODAS AS BANDAS - Corporação Musical Maestro Francisco Paulo Russo


"A MÚSICA ALIVIA A ALMA DA GENTE"


Dessa forma Carlos Viganó, seu Lico, assim se referia aquela a quem dedicou sessenta e sete anos de sua vida. 

A filha Matilde Aparecida Salviato Viganó a dedicar palavras, emociona a platéia às lágrimas.





Merecida homenagem prestada pela Corporação Musical Maestro Francisco Paulo Russo, por intermédio de seu Maestro Marco Antonio Meliscki, na noite de domingo 24 de novembro de 2013, quando então Carlos Viganó completaria 100 anos.   





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fotos - David Martins de Almeida Maldonado
montagem e postagem - Inajá Martins de Almeida
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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

RETALHOS DE MEMÓRIAS EM DADOS BIOGRÁFICOS



Não pude me furtar a esta declaração. Quedei-me a ela. Passei a observá-la. Interpretá-la. Tomá-la para minhas lembranças. Para meus retalhos.

Era Graciliano Ramos, autor de Caetes, Angústia, Vidas Secas, dentre outra, ao se referir aos "dados biográficos"

Cegou-me Guimarães Rosa a dizer, todavia,  que "o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas que elas vão sempre mudando". (*)

Sim, as pessoas estão sempre mudando: de comportamento, de hábitos, de casa.

Há tempo eu solicitava de meu pai sua própria auto biografia. Dizia-me, então, não ter vida que importasse tal.

A partir desse momento, atônita, passei a olhar suas obras. Conteúdo histórico gigantesco. Pesquisa avassaladora. Quedei-me ante a retórica, embora acatasse sua vontade naquele instante. 

A mão já lhe dava sinais dos anos. Trêmulas as letras não mais lhe correspondiam, mas escrevia seus apontamentos. Turvava-lhe  a visão. Mas a memória ainda ativa. O cérebro trabalhava como um jovem trintão, naquele corpo quase centenário.

O desenlace fora inevitável - 08 de maio de 2012. Aos 94 anos entrega-se a sua última obra. Algumas inacabadas, avolumam-se no armário a espera da edição. Originais datilografados, que a esta coube como herança.

Ali iniciava nova jornada. Aquela que só ele poderia empreender. Sem dúvida novas histórias o aguardariam.

Sereno. Sóbrio. No esquife detinha a majestade que sempre lhe fora outorgada - no trajar, no falar, no calar.

O terno aprumado. Barba bem feita. Cabelo penteado. Rosto sereno, como sereno aquele que se despede, ante a casa em ordem. O dever cumprido. Dois filhos. Netos - três. Bisnetos - cinco. Uma nora que o acompanhara toda vida.

Vi meu pai inerte. Flores brancas. Mãos entrelaçadas - poucos sinais de senilidade. Rosto que não lhe traia os anos. Pele rosada. Rugas poucas.

No semblante o sorriso como a vislumbrar a esposa amada, companheira por longos sessenta e cinco anos, aguardando-o na chegada.

Momentos furtivos. Minha mente divagou. Vivenciei nossa vida. "A morte é para os que morrem". (*) Vinham-me nítida as linhas.

Há pouco nossas mãos unidas, quentes, buscavam-se, acariciavam-se, apertavam-se em despedida inevitável. Era o leito de hospital, do qual tinha plena convicção de que não sairia. O regresso a casa era-lhe distante.

Resplandecia-lhe o lar vindouro. Talvez o pudesse antever em suas imaginações. Em seus devaneios noturnos, a que fora acometido.

Conhecia a dificuldade. O dizer-me adeus. Mas, pude acalmar-lhes os ânimos: - entregue-se em paz; ficarei bem.

Difícil me fora. Claro. Anos de convivência. Anos de convergência. Anos de pontos de vista compartilhados - quantos até em rompantes e acaloradas trocas de ideias, nem sempre concordantes.

Ah! Meu pai. Quanto poder quisera biografá-lo. Mas difícil falar de um pai a quem se amou e se ama tanto. A um pai que sempre me fora orgulho maior, ainda que jamais pudera assim me expressar. Escondia no peito. A reserva gritava - insensata reserva de não querer e não poder se abrir. Ah! Tempos outros.

Mas aqui estou. E fora Graciliano Ramos que me tornara mais presente o que imagino poder passar às linhas. Este é apenas um pequeno ensaio. Rascunho que aguarda por novas linhas. 

Imagino que a "vida devia de ser como sala do teatro, cada um inteiro fazendo com forte gosto seu papel, desempenho", porque ... "o real não está no início nem no fim, ele se mostra pra gente é no meio da travessia"... (*)

E como foram boas nossas travessias. Lembranças quantas as tenho. Quantas me remetem a saudade longínqua. O embalo terno em seu ombro amigo. A mão que me acolhia. Que ensinava a compor as primeiras letras. Não só minha mãe presente, mas meu pai a compartilhar, a dividir tarefas.

A linha do tempo, busca seu tempo. A linha do tempo encontra tempo. A linha do tempo se perde no tempo entre os retalhos de lembranças tantas. 


ET:- Embora me fora inspiração Graciliano Ramos, tecer chuleados pude fazê-los com os retalhos de palavras de João Guimarães Rosa. Interessante...
apontamentos de Inajá Martins de Almeida 


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(*) frases do livro Grande Sertões: Vereda de João Guimarães Rosa em Leituras do Giba (30/10/2013)

http://leiturasdogiba.blogspot.com.br/2009/04/42-frases-de-grande-sertao-veredas.html

interpretação do livro
http://guiadoestudante.abril.com.br/estudar/literatura/grande-sertao-veredas-analise-obra-guimaraes-rosa-700305.shtml

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

FOTOS NELSON MARTINS DE ALMEIDA


1948 - ÁLBUM DE ARARAS - FOTO INSERIDA EM DADOS BIOGRÁFICOS 





1948 - REUNIÃO IMPRENSA - ÁLBUM DE ARARAS


clique sobre a imagem

na primeira foto, sentado a esquerda Nelson Martins de Almeida, ao lado do Prof. Vicente dos Santos 





sábado, 14 de setembro de 2013

BRASÃO DE ARARAS - Nelson Martins de Almeida



Brasão heráldico de minha terra, 
Quanta nobreza teu emblema encerra!
Escudo redondo, estilo português,
guarda a origem de sua altivez.

Quartéis em goles (vermelho)
lembram a estirpe de sua gente,
o jovem, o moço, o velho,
luta, a audácia,
a intrepidez varonil,
amor e glória
pelo Brasil!

Campo inferior, em bláo (azul),
espírito de paz, de liberdade,
zêlo, glória, serenidade,
o heroismo dos filhos do Sul.

Em o cantão direito, em sua dextra,
a coroa dos Brasões Imperiais -
vultos gigantes de fundadores
que, a História marca
desde os tempos coloniais.

E, logo à sinista, o sol explende,
recorda o evento do desagravo,
que ao povo, à Nação surpreende,
a liberdade do braço escravo.



Feixe de prata
que em si retrata
o rio famoso
que seu nome dá,
à povoação que surge
em terra de Indaiá.


Coroa mural, praça fortificada,
toda cercada,
na luta intensa contra o inimigo,
põe-se em abrigo.




E, sobre a porta, num escudete,
a flor de liz que se ali se ostenta,
bem ao centro do seu murete,
simboliza a paz e, representa,
em singelo descortínio,
Nossa Senhora do Patrocínio.

Feixes de cana na ramagem verde,
mostram a opulência de suas terras,
frutos vermelhos de seus café
construindo a riqueza imensa
que São Paulo é!...

Listel de prata
que tão bem retrata
"Pelo Bem da Pátria",
a grandeza de sua gente
que a idolatra.

Pensamento vivo,
de povo exuberante,
que luta, vive, vence
na lida intensa
de cada instante.


Brasão de armas que simboliza
e, eterniza,
qualidades raras
desta cidade que se chama
ARARAS!...




Nelson Martins de Almeida - in "Galeria Biográfica Paulista, São Paulo, 1959.
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Montagem e postagem de Inajá Martins de Almeida
São Carlos 14/09/2013

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

HISTÓRIA DE ARARAS NA GALERIA BIOGRÁFICA PAULISTA DE NELSON MARTINS DE ALMEIDA

A presente Monografia dos Municípios d Estado de São Paulo - "GALERIA BIOGRÁFICA PAULISTA" de Nelson Martins de Almeida, editado pela Editora Cultural Bandeirantes Ltda, São Paulo 1959, do qual extraimos o Município de Araras, para compor esta página.






















Inajá Martins de Ameida - 13/09/2013

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS NELSON MARTINS DE ALMEIDA

As obras de Nelson Martins de Almeida servem como parâmetros para pesquisadores na área da história, tanto dos municípios, quanto dos grandes vultos. Assim, este espaço busca resgatar a produção literária/histórica dos mais variados recônditos. Seus escritores, historiadores, estudantes, idealistas em gerais. Amas da história...

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  • ANAIS DO IV SIMPÓSIO NACIONAL DOS PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS DE HISTÓRIA - COLONIZAÇÃO E IMIGRAÇÃO
  • CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES SOBRE UMA CIDADE DE IMIGRAÇÃO TEUTO-ITALIANA E OS EFEITOS DO SEGUNDO CONFLITO MUNDIAL - Julia Maria Leonor Scarano




clique sobre a imagem

para acessar o trabalho da professora Julia clique em :
 http://anpuh.org/anais/wp-content/uploads/mp/pdf/ANPUH.S04.19.pdf

  • INVENTÁRIO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO DE ARARAS: CONTRIBUIÇÃO À DISCUSSÃO METODOLÓGICA

Anais do XVII Encontro de Iniciação Científica – ISSN 1982-0178

Anais do II Encontro de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação – 

ISSN 2237-0420 25 e 26 de setembro de 2012



Maria Fernanda Moreira Favetta
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo
CEATEC
fernanda.favetta@yahoo.com.br

Maria Cristina da Silva Schicchi
Programa de Pós-graduação em Urbanismo
CEATEC

cristina.schicchi@puc-campinas.edu.br


A pesquisa tem por objetivo realizar um levantamento dos edifícios e espaços públicos significativos do centro da cidade de Araras, em São Paulo. Parte-se do conhecimento de que não há na cidade, até o momento, nenhum trabalho mais sistemático de inventário de edifícios, largos, praças e outras construções de valor histórico, e de que esta identificação pode se constituir em um instrumento para a conservação e gestão destes. Para a realização da pesquisa foi necessário a determinação de um recorte de estudo.
A finalidade do levantamento de campo, no recorte determinado, foi coletar dados para a construção de mapas temáticos para estudo das relações estabelecidas entre o bem tombado, o meio e o espaço público. Como resultado espera-se contribuir para a discussão de uma metodologia que supere a simples catalogação por meio de fichamento de forma isolada dos edifícios e logradouros e incorpore aspectos relevantes do contexto urbano em que se inserem...

... A  informação é o primeiro passo para a compreensão da importância de um bem. O inventá-rio, objetivo discutido neste trabalho, não pode ser um mero conjunto de dados frios sobre a edificação. 
A unidade de preservação tem que contemplar as especificidades de cada contexto. Por isso o esforço nesta pesquisa em procurar novas relações a partir de recortes de paisagem. 

5. REFERÊNCIAS

[1] ALMEIDA, Nelson Martins de, Galeria Biografica Paulista, Ed. Cultural Bandeirantes LTDA, São Paulo, 1959. 

[2] ALMEIDA, Nelson Martins de, Araras: Tempo e Memória, 1° edição, Araras: Topázio, 2003.

[3] IBGE CIDADES@. Araras. Disponível em: (http://www.ibge.gov.br/cidadesat/painel/painel.php?codm
un=350330#), Acesso em: 06/08/2012.

4] MATTHIESEN, Alcyr. Araras Nossa Terra, Nossa 
Gente, 1° edição, Araras: Gráfica Real, 1990.

acesse o trabalho na íntegra ...



  • CULTURA POLÍTICA E RELAÇÕES DE PODER EM SÃO PAULO ... faz menção ao Álbum deAraraquara edição 1948 .  Acompanhe através de ...


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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

DIA DO HISTORIADOR - 19 de julho

Carlos Drummond de Andrade, condecora os historiadores com belíssimo poema.


Convivi com o historiador Nelson Martins de Almeida. 

Incansável. Amante dos fatos históricos. Realmente veio para contar. Para registrar. Para se deixar registrar.

Quantas vezes incompreendido. Mas... acima de tudo insistente não se deixava dominar pelas intempéries do rancor alheio. Das críticas malfadadas. 

Pequena homenagem se faz merecer. O Historiador deixou a História para adentrar na História.

Parabéns meu pai. Eu posso contar e vou contar... 


Na foto Nelson Martins de Almeida fazendo o que mais gostava de fazer: - ler e escrever...
Montagem de Inajá Martins de Almeida 

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

TRIBUTO AO HISTORIADOR DE ARARAS NELSON MARTINS DE ALMEIDA

A cidade e o município muito devem ao trabalho histórico de Nelson Martins de Almeida. Sua pontualidade, a cada domingo, vem atestando o seu afeto pela Terra dos Barões que a nasceram. Sua colaboração é preciosa, porque espontânea se oferece ao volume das nossas mais caras recordações. É um jornalismo claro e credor da nossa admiração. É a demão literária da distinção de um Historiador de Araras.

Tribuna do Povo - Araras 23 de setembro de 1979



Pesquisa nos arquivos do historiador
montagem e postagem de Inajá Martins de Almeida (filha) para este blog - 08/08/2013 

quinta-feira, 18 de julho de 2013

MEMORIAL DE ARARAS POR NELSON MARTINS DE ALMEIDA

APRESENTAÇÃO

A razão de nossos escritos sobre a História de Araras, município, em que tivemos a ventura de nascer, está em que nos achamos empenhados, há vários anos, na compilação e pesquisa dos fatos esparsos que a compõe e, que vem sendo compilado neste blog, como fonte de registro e resgate histórico. 

Seguindo a um conselho do saudoso prefeito Francisco Graziano, em cuja gestão tivemos a oportunidade e a honra de escrever e lançar o ÁLBUM DE ARARAS, ed. 1949. (Nelson Martins de Almeida e Mamede de Souza) 

Após intensas pesquisas na Biblioteca Municipal de Araras, e outras fontes a que tivemos acesso, passamos a pesquisar junto aos próprios livros de atas da Câmara Municipal, onde fomos “fuçar” em velhos papeis e amareladas pagina manuscritas, tudo o que os nossos antigos fizeram em prol desta comunidade que hoje se orgulha de sua modelar e organizada urbe.

O livro de atas mais antigo que então encontramos havia sido o de 1892, e demos inicio à nossa perquirição histórica, transportando-nos para aqueles idos do pioneirismo heroico de nossos ancestrais, empolgando-nos com a magnitude de seus gestos de trabalho abnegado e desprovido de qualquer compensação material, mas sempre visando o bem da coletividade do burgo incipiente, e do seu desenvolvimento gradativo.

Ora, o gesto magnânimo de seus fundadores – Bento de Lacerda Guimarães e José de Lacerda Guimarães – doando as terras para o Patrimônio; depois a comissão camarista trabalhando ativamente para a construção de um templo majestoso a ser erguido na imensa praça descampada; os médicos abnegados a combater as epidemias, as febres de mau caráter e fundando a sua santa casa de misericórdia; os heroicos pioneiros da imprensa a enfrentar, no seu idealismo puro, as intempéries de omissão, do descaso e da ignorância, os fundadores de fazendas, plantadores de cana-de-açúcar, da mandioca e do café, que vieram a enriquecer a Nação; os rasgadores de sertões implantando trilhos de aço das estradas de ferro que fomentaram o progresso e trouxerem aos campos a civilização contemporânea.

Havíamos, pois, partido em nossas pesquisas, do livro de 1892; mas, refletindo sobre que o município se instalava a 07 de Janeiro de 1873, ou seja, dezenove anos antes, voltamos a uma procura mais intensa nos velhos arquivos, até que, finalmente, encontramos os almejados livros anteriores, inclusive o primeiro livro de atas, iniciado em 1873.

Somos de parecer que estes livros são históricos, e deveriam estar aos cuidados da Biblioteca Municipal, pois que transcendem ao interesse dos próprios vereadores e da Câmara, para se situarem como uma relíquia pode ser preservada pela própria Biblioteca.

Durante anos, nas horas ociosas, fizemos as nossas pesquisas, uma luta contra o tempo, já que precisávamos viver e, não poderíamos nos fixar apenas neste trabalho, para o qual ninguém nos remunera. E, quanto mais nos aprofundávamos em nosso mister, apesar das restrições caseiras pelo nosso diletantismo, o nosso “hobby” de nenhuma compensação material, mas sumamente espiritual, no silêncio de nossa sala de trabalho, frente a maquina de escrever, íamos nos empolgando cada vez mais com a riqueza dos acontecimentos esparsos, esquecidos entre os arquivos nunca lembrados.

E foi assim que descobrimos fatos interessantes que a maioria dos conterrâneos ararenses desconhece e enriquecemos, sobremaneira com novos fatos aqueles que poucos conhecem. Isto nos possibilitará dar nova dimensão a História de Araras, de que se servirão os ararenses de hoje, e, os vindouros, interessados em melhor conhecer a formação desta cidade.

Estes conhecimentos, que passamos a ter através das documentações pesquisadas, aliados aos que já trazíamos de nossos trabalhos anteriores que, desde 1948, vimos fazendo para esta cidade, nos possibilitaram apresentar a Prefeitura Municipal, quando assessor de imprensa, um trabalho pessoal de que nos orgulhamos: o levantamento da nomenclatura das ruas de Araras.

Desse trabalho, chegamos a conclusão de que mais de 100 vias publicas estavam sem nomes, identificadas apenas por números ou letras, como eram os casos dos bairros Jardim Candida, Jardim Fátima e outros.

Apresentamos um trabalho com mais de 100 nomes de vultos ararenses, esquecidos no tempo, mas legendários na História, pelo que fizeram em prol de sua comunidade, a sua época.

Vultos como: Olympio Portugal, o primeiro cientista a aplicar o soro antiofídico no Brasil; Clementino Canabrava, autor de varias proposições; Ascânio Villasboas, que tanto trabalhou para a implantação da iluminação publica de Araras, ao tempo dos românticos lampiões a querosene.

Neste trabalho, os nomes foram apresentados, seguindo-se ligeiros traços de sua atuação que os justificavam.

Nelson Martins de Almeida
Historiador

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Documento este resgatado em 17 de julho de 2013 e transcrito para este blog. 
Pressupõe-se que fora redigido entre os anos de 2005/2006

quinta-feira, 11 de julho de 2013

CASA DA CULTURA DE ARARAS - Secretaria Municipal de Cultura e Lazer

por Nelson Martins de Almeida

A ideia da defesa do patrimônio cultural dos povos, como conceito universal, foi entregue à UNESCO, como organismo internacional, responsável por sua preservação. No Brasil, criou-se, em 1937, o IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. O conceito cultural na arquitetura teve a cidade de São Paulo como pioneira.

Em 1968, foi criado, na capital paulista - São Paulo - o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo – CONDEPHAAT, que passou a difundir ainda mais o conceito a se obedecer para a preservação do patrimônio arquitetural histórico das cidades paulistas.

Em 1974, chega a São Paulo, Hugues de Varinne Bohan, membro da UNESCO, e desenvolve um curso de restauração na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo, o que iria inspirar a Prefeitura da Capital – a maior cidade brasileira – a preservar com mais cuidado o patrimônio histórico da cidade, contratando os arquitetos e, ao mesmo tempo, historiadores, Benedicto Lima de Toledo e Carlos Lemos, para um estudo sobre as obras arquitetônicas que, pelo seu conteúdo, passado histórico, exemplo de Arte, deveriam ser preservadas como bens culturais.

A lei nº 8252/75 de 19 de maio de 1975, da Prefeitura Municipal de São Paulo, criou, pela sua Secretaria Municipal de Cultura, o Departamento do Patrimônio Histórico, reunindo elementos para as questões de arquivística, museologia e preservação do patrimônio histórico.

A decisão extendeu-se às cidades do interior, a refletir em suas autoridades e na sua população, não faltando para isso o apoio e o incentivo do governo paulista, que, em 1977, iria instituir o Programa de Preservação e Revitalização do Patrimônio Ambiental Urbano.

EM ARARAS

Este conceito de preservação de bens culturais, iniciou-se em Araras, através de um trabalho muito bem elaborado e apresentado em 1975, à Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, pelo arquiteto ararense Francisco Borges Filho, como trabalho de graduação interdisciplinar.


Seu trabalho visava a preservação do velho edifício do Fórum e Cadeia Pública de Araras, o Solar Benedita Nogueira, então pertencente à Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, e o Teatro Santa Helena, de propriedade particular, prédios esses que se encontravam desativados. 

O projeto visava a desapropriação e a transferência do edifício do Fórum, do Estado para o Município de Araras, e seu tombamento pelo CONDEPHAAT, o que veio a se realizar a 18 de julho de 1976, em solenidade oficial.

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Memória, pesquisa, acervo de Nelson Martins deAlmeida 
Postagem Inajá Martins de Almeida
São Carlos - 11/07/2013

quarta-feira, 10 de julho de 2013

A IMPRENSA DE ARARAS

1.6.1889 - A NEBULOSA, jornal fundado por Francisco Conceição.
Em 2.8.1889 resolve a Câmara de Araras que, “em vista da pouca circulação que tem neste município, o jornal A Nebulosa”, que se oficiasse ao seu redator Francisco Conceição, desistindo da renovação Centro Cultural Ararense.a denominar-se CULTURA, pertendenc Enio Viterbo, Paulo Salomde Araras alasportar a biblioteca que ha

1.3.1890 – CIDADE DE ARARAS, jornal fundado por Pedro Augusto do Carmos. Encerrado em 15 de abril de 1891.

16.1.1892 – TRIBUNA DO POVO, fundado por Pedro Augusto do Carmo.
 Em 1904, passa à propriedade de Virigílio Tavares & Cia, com redação à Rua 8 de Abril, 17 (atual Rua Júlio Mesquita.
10.5.1914 – redator chefe: Júlio Silva
9.1.1921 – o jornal ressurge como propriedade de Francisco Paulo Russo & Cia.
12.3.1922 – passa à propriedade de “uma associação”, sem a citação de seus componentes.
13.1.1924 – Redator-chefe Florindo B.Camargo, gerência de Narino Ghirardello;
20.11.1927 – Florindo B.Camargo deixa a redação, que passa a “redatores diversos”, continuando Narino Ghirardello na gerência;
15.7.1928 – volta a redação a ser exercida por Florindo B.Camargo;
Abril 1929 – Redator-chefe Dr. Oscar Ulson, gerente Narino Ghirardelo;
9.2.1930 – Oscar Ulson deixa a redação, assume Guerino de Salvi;
29.6.1930 – Narino Ghirardelo deixa a gerência, que passa a ser exercida por Sylvino Pontes;
21.12.1939 – José Camargo Schmidt passa a ser o redator-responsável e Narino Ghirardelo volta à gerência;
2.8.1931 – Guerino de Salvi volta a ser o redator, e fica até 31 de janeiro de 1932;
31.1.1932 – Oscar Ulson assume a redação;
27.1.1933 – falece Narino Ghirardello, assumindo a gerência seus filho Orpheu Ghirardello, que exerce esse cago até fevereiro de 1936;
23.2.1936 – a redação passa a ser exercida por Orpheu Ghirardello, acumulando o cargo de gerente.
29.10.1939 – Orpheu Ghirardello vende o jornal Tribuna do Povo a José Zurita Fernandes, que assume a direção a partir de 5.11.1939.
14.10.1945 – José Zurita Fernandes deixa a diração do jronal que passa a responsabilidade de Eliseo Zurita Fernandes.

OUTROS JORNAIS

29.07.1905 - O RECLAME, jornal fundado em 29.7.1905, como órgão da Tipografia e Papelaria de Eduardo Asbahr & Cia. Circula até o nº 23 editado em 23.12.1905.

1.4.1906 –  CIDADE DE ARARAS, circula o primeiro número do jornal fundado pelo dr. Rodolpho Coimbra, médico, político e fazendeiro, proprietário da Fazenda Montevidéo. Edita 200 números, como órgão do Partido dissidente e publica seu último número o de número 200, em 21 de novembro de 1909, encerrando-se com o falecimento de seu fundador e responsávil.

1921 – O OÁSIS

1922 – O CLARIM, fundador por Guerino de Salvi, tem duração efêmera

1933 – COMMERCIO DE ARARAS – “Órgão dedicado aos interesses do município sem ligação partidária”, fundado por R.Chaves & Cia, que tem a gerência de Roque Chaves.
A partir do seu número 4, este jornal passa à propriedade de José Camargo Schmidt, que assume em 31.8.1933. Circulou até o nº 41, de 1 de janeiro de 1938.

1934/1937 – Circula O MUNICIPAL – Órgão do Partido Constitucionalista Paulista.

1937 - O ACADÊMICO – Em 14 de março de 1937, é criado o ACADÊMICO, tendo por diretor Paulo Gomes Barbosa, e como redatores Enio Viterbo, Paulo Salomão, Orley Camargo Schmidt, Joaquim Rocha Junior, Laerte Michielim, José Zurita Fernandes e Alberto Feres.
Era órgão da Academia Literária Estudantina de Araras. A partir de seu nº 22, passa a denominar-se CULTURA, pertenCendo então ao Órgão Centro Cultural Ararense.

1937 – O ARARENSE – Em 25 de setembro de 1938, surge o ARARENSE, dirigido por Guerino de Salvi. Circulou até 1940.

1945 - FOLHA ARARENSE -  É fundado em 22 de abril de 1945,  tendo como diretor-redator Lauro Michielim e como colaboradores Enio Viterbo, Jsé Nello Lorenzon, Helio Q.Arrida, Sylvino Pontes, Oscar Ulson, Arthur Luppi, Paulo Bonfanti e Maximiliano Baruto.

1951 – JORNAL DE ARARAS – “Órgão independente de Caráter Municipalista”, fundado em 26.8.1951, tendo por redator-responsável Joaquim Rocha Junior e como redatr Jorge Orfale;
28.8.1952 – sai Jorge Orfale e o jornal fica redatado por “colaboradores diversos”;
12.11.1952 – Max Baruto assume a redação do jornal e permanece até 5.11.1953;
12.11.1953 – Redator-chefe Nelson Martins de Almeida, que permanece até 10 de junho de 1954, transferindo-se para São Paulo;
17.6.1954 – redador-chefe Francisco Salles Nogueira.

1962 – SEMANÁRIO DE ARARAS – É editado o primeiro número do SEMANÁRIO DE ARARAS, fundado por Olavo Marques, tendo como redator Fritz Hartes.
29.2.1964 – Assume a direção Milton Severino, tendo como redator Jayr Olindo Russolo;
6.7.1964 – o jornal tem como secretário de redação Ibrahim Wagner Severino;
31.10.1964 – O jornal passa a direção-geral de Milton Severino.

1969 – OPINIÃO JORNAL – fundado por Valentim Viola. Em circulação até a atualidade


 Nota: informação atualizada até novembro de 2005 


ARARAS POR SÃO PAULO - 9 DE JULHO DE 1932

A REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932

Na madrugada de 26 de fevereiro de 1932, a imprensa, que não se havia mancomunado com as ideais daqueles que haviam implantado o regime ditatorial, sofre o primeiro golpe com o empastelamento do Diário Carioca, cuja violência provocou o protesto solidário dos jornais do Rio e de São Paulo, com a suspensão de suas publicações.

A “Tribuna do Povo”, em artigo de fundo, lança então um artigo sob o título “A José de Lacerda Guimarães, fundador de Araras. Casado duas vezes, a primeira com uma prima-irmã, e a segunda, com uma sobrinha que se tornou Baronesa, teve uma prole de 17 filhos. Era sobrinho e genro do Alferes Franco, grande latifundiário de seu tempo e precursor da fundação e Araras.experiência da ditadura”, dizendo:

“... No dever de não ficar em silencio nesta hora grave e decisiva, bastar-nos-á transcrever as insuspeitas palavras de um desses jornais, “A Razão: “infelizmente, essa é a verdade. O povo, sem rumos, sem sentir por si o interesse do Governo Provisório; o Povo que confiou tanto na Revolução, que dela tudo esperou, encontra-se hoje num estado de desilusão, que degenera em atos e atitudes desesperados ...”


A 9 de julho os primeiros clamores se levantam e Araras , munida de sua tradição de civismo endereça telegrama ao Dr. Pedro de Toledo, Governador do Estado, no seguinte texto:

“Infra-assinados, representando população ararense, hipotecam integral apoio V.Excia, intérprete aspiração unânime povo paulista reintegração país regime da lei. Respeitosas saudações. (a) Oscar Ulson, Dr.B.Carvalho Franco, Ignácio Zurita Junior, André Ulson Jr., Luiz Delamain Jr., Dr. Leôncio da Costa Galvão, Sebastião C.Duarte, José Câmara Matos, Ovídio Padula, Francisco Graziano, Eolo Camargo Preto, Afonso Bueno, Sebastião C.Schimidt, Jorge Luiz”.

A 15 de julho, às 17 horas, em trem especial, no qual também seguiram voluntários de Pirassununga e outras localidades do ramal, partiu a primeira leva de voluntários ararenses, da qual declinam-se os nomes de:   Dr. Leôncio da Costa Galvão, Luiz Delamain Jr., Ovídio Carlos Padula, Arrideu Marcicano, Vitorino Simões Fortuna, Guilherme Terciotti, Américo de Campos, Silvino S.Pontes, Atílio Imolezi, Oto Ulderico Luca, Júlio Pereira, Fernando Afonso, João Giacomini Sobrinho, Paulo Russolo, Mario Bocayuva, João de Oliveira, Antonio Morais Rego, Francisco Marcicano Jr., Adhemar Corrêa, Lauro Reis, Antenor Elias, Paulo Silva, Belmiro Vitalino, Sebastião Iolando Logli, João Kammer Filho, José Xavier, Pedro Chagas, Paulo Vasconcelos Pinto, Antonio Kammer, Monoel Mani, Natalino Montagnolli, Belmiro Bento Marques, José Ferreira dos Santos, Trajano Leme, Francisco Ribeiro Scartezini, Adão José da Luz, Aristóteles Luz, Francisco Gonçalves, Luiz Gonzaga, Henrique Affonso, José Antonio dos Santos, Ovídio Bernardes da Cunha e Joaquim Filadelfo Machado Junior.

No dia 23 do mesmo mês, seguiu uma segunda leva de voluntários ararenses, composta por: Narciso Franzini, Benedito Ribeiro Martins, Mamede de Souza, José Bueno, Luiz Rodail, Luiz França, Antonio Carnier, Luiz Lucas Silva, Leocadio Alves, Rui S.Morais, Primo Bonadio, Manoel Mani, Acrisio Passos, José Ferreira Peixoto, Antonio Narciso Faber, Geraldo de Paula, Manoel Anacleto, Fernando Madalon, Aníbal Lopes, João Lopes, Domingos Júlio, José Galante Martins, Domingos Moreira, Jaime Bueno, Flosino Silva, Sebastião Alves, Marcelino Coelho, Sebastião Luiz, Antonio Camilo, José Bueno, Antonio Mazetto, Francisco de Oliveira, Euflosino Tangerino, João Amaro, Osvaldo Landgraf, João Gregório, Carlos Brunzetti, Manoel Navarro, Liberato Barra Mansa, Vergílio Serafim, Francisco Garofalo, Olindo Bagio, Antonio Moreira, Moacir Samuel, Luiz Santos, José Laureano, Prof. Vicente dos Santos, Afonso Schmidt, Eolo de Camargo Preto, Ovídio Leonardi, Juvenal Pesse, cabo reservista sr. José Câmara Mattos, Francisco Costa, Alaor Franco, Lázaro L.Lima, Domingos Moreira, José Rodrigues e outros nomes não encontrados durante a pesquisa.

DR. CESÁRIO COIMBRA – constitucionalista de 1932

Agricultor, advogado, político, um dos maiores vultos da vida pública, nasceu em Araras aos 13 de maio de 1891, filho do Dr. Rodolfo Coimbra e sra. Clotilde de Lacerda Coimbra e neto dos Barões de Araras. Formou-se em 1914, pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.

Em Araras foi fundador do Partido Municipal, ocupando a vereança em várias legislaturas, com acentuado brilho.

Na política destacou-se como um dos fundadores do Partido Democrático, ocupando vários cargos de direção; ao lado dos organizadores do Movimento Constitucionalista, combateu o bom combate, resultando para si o exílio; de volta à Pátria, figura junto aos fundadores do Partido Constitucionalista, sendo também um de seus dirigentes.

Foi Presidente do Instituo do Café, no Governo de Armando de Salles Oliveira, prestando inestimáveis serviços à lavoura. No jornal paulista “O Estado de São Paulo,  foi o responsável pela política cafeeira preconizada por esse jornal, tendo todos trabalhos publicados sob sua orientação.


Cesário Coimbra que a história haveria de perpetuar com um dos maiores vultos de Araras, faleceu em São Paulo, a 11 de dezembro de 1948. Era casado com a sra. Maria Sabino Coimbra, sendo seus filhos: sra. Maria América Andrade, casada com o engº Walter de Sá Andrade, Rodolfo Coimbra, casado com a sra. Cecília Camargo Coimbra, Horácio Coimbra, casado com a sra. Yolanda Cerqueira César Coimbra e Srta. Celina Coimbra.

Pesquisa e redação de Nelson Martins de Almeida
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