quarta-feira, 24 de abril de 2013

FOTOS ANTIGAS CASA DA MEMÓRIA - DOAÇÃO TRIBUNA DO POVO

Tribuna deu sua contribuição, doando um acervo com cerca de 1.000 fotos já digitalizadas da cidade de Araras, entre antigas e atuais. A pesquisadora da Arquiprom, Berit de Oliveira, esteve na Tribuna na semana passada e recebeu um DVD contendo a coletânea das fotos das mãos do diretor Elpídio Carlos Pesce Storolli.

Na ocasião da visita, Berit também conheceu um pouco mais da história da Tribuna, que completou 121 anos de fundação em janeiro último. Ela também recebeu arquivos digitalizados com a história do jornal.


A maioria das fotos entregues é de autoria desconhecida, pois estavam em poder de vários colecionadores e historiadores de Araras. Porém, muitas das fotos são conhecidas publicamente, e há outras pouco divulgadas, mas de extrema importância para a história da cidade...leia a matéria


http://www.tribunadopovo.com.br/tribuna-doa-fotos-antigas-para-casa-da-memoria/moinho-praca-barao-menor
http://www.tribunadopovo.com.br/tribuna-doa-fotos-antigas-para-casa-da-memoria

domingo, 21 de abril de 2013

PATRIMÔNIOS HISTÓRICOS


“Povo sem memória vira fantasma de si mesmo.” 
Elton Medeiros

Reportagem: Rafael Faria

O povo brasileiro é sempre acusado de não ter memória sobre os fatos do passado. Pior que isso é depredar o que a história construiu. Quantas vezes lamentamos pichações em prédios, monumentos, bancos de praça… Claro que existem aqueles que valor nenhum dão a esses espaços, mas basta pichar o muro da própria casa para uma tempestade de fúria se armar.
Porém, pessoas esquecem que o que é público, é de todos. Aliás, essa é a essência da palavra “público”: de origem latina, refere-se ao que é do povo e serve para todos. Como forma de resgatar esses espaços, preservando, temos órgãos com plenos poderes para tombar os chamados patrimônios públicos.
O termo parece estranho. No entanto, a palavra tombamento, tem origem portuguesa e significa fazer um registro do patrimônio de alguém em livros específicos num órgão de Estado que cumpre tal função. Ou seja, utilizamos a palavra no sentido de registrar algo que é de valor para uma comunidade protegendo-o por meio de legislação específica. O seu ato é administrativo realizado pelo poder público com o objetivo de preservar, através da aplicação da lei, bens de valor histórico, cultural, arquitetônico e ambiental para a população, impedindo que venham a ser destruídos ou descaracterizados.
Assim, com a reforma do Cine Santa Helena, tomando em 1991, pelo Comphac (Conselho Municipal do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural) de Araras, e já anunciada pela atual administração pública, toda a sua fachada é imexível, inclusive com o dever de resgatar as cores originais do prédio, preservando sua memória.
“Eu vejo que tombar um espaço que teve uma importante atuação na história de uma cidade é um ato de cidadania. Você está resgando valores de um momento da sociedade e preservando a memória da cidade. Além disso, preserva as ideias de quem um dia pensou naquele espaço. Pro seu criador, um prédio é uma obra de arte”, opina o arquiteto Felipe Beloto, atual presidente do Comphac de Araras.
Os patrimônios de Araras

Não é apenas o Comphac que tem o poder de tombar patrimônio de uma cidade. O Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico) também atua na mesma política. Com a diferença que o segundo é órgão estadual e agiu em Araras em duas ocasiões, tombando a nossa Casa da Cultura, construída inicialmente para ser Fórum e cadeia e, mais recentemente, em 2002, tombando o prédio da Escola Estadual “Justiniano Witaker de Oliveira”.


Na ocasião, foi o próprio governador do Estado, Geraldo Alckmin, que esteve na cidade, durante o centenário da Festa das Árvores, para assinar o decreto. É na praça da escola que se encontra, segundo os registros históricos, uma das únicas árvores remanescentes da primeira festa da árvore da cidade, da espécie macaúba.
Agora, por um instante, corra para a lista dos bens tombados ao longo destes 150 anos de fundação de Araras. A relação é curiosa… pronto, pode voltar para o texto. Temos de prédios suntuosos, como o Solar “Benedita Nogueira”, até os paralelepípedos da região central da cidade – logo o asfalto não tomará o lugar deles, e túmulos no cemitério municipal, como os dos fundadores da cidade e do médico Narciso Gomes, que registra caravanas de visitantes.
Mas em alguns casos, infelizmente, o tempo correu e a deterioração foi inevitável, como é o caso da estação ferroviária do Bairro Elihu Root. O espaço pertence ao Governo do Estado e, há menos de dois anos, o município conseguiu a posse do local, comprometendo-se a revitalizá-lo.
E a lei de tombamentos é clara: “aquele que ameaçar ou destruir um bem tombado está sujeito a processo legal que poderá definir multas, medidas compensatórias ou até mesmo a reconstrução do bem como estava na data do tombamento dependendo do veredicto final do processo”. Está dado o recado.
“Vamos preservar o que ainda temos diante dos nossos olhos. Infelizmente, muita coisa já se perdeu. E Araras, comparada a outros municípios do país, é rica nesse quesito.  E mesmo que um local não seja tombado, não significa que não lhe cabe preservação. Quando um bem público se perde, é parte da memória do povo que vai embora”, completa Felipe Beloto.
Bens Tombados Pelo Comphac
  • Escola “Cel. Justiniano Witaker De Oliveira”
  • Escola “Ignácio Zurita Júnior”
  • Igreja do Sagrado Coração de Jesus
  • Praça Barão de Araras
  • Solar “Benedita Nogueira”
  • Edifício “Antonio Lotto”
  • Casarão na esquina da Praça Barão de Araras com rua Senador Lacerda Franco
  • Estação Ferroviária do Bairro Elihu Root
  • Fazenda Candelária – parte do Lago Bartira e avenida de bambu
  • Fazenda Santo Antonio
  • Fazenda Miraluna – parte do Lago Bartira, mais faixa de 30 metros no contorno
  • Igreja Matriz Nossa Senhora do Patrocínio
  • Igreja Santa Cruz
  • Igreja Presbiteriana de Araras
  • Teatro Estadual “Maestro Francisco Paulo Russo”
  • Biblioteca e Praça “Narciso Gomes”
  • Instituto Nossa Senhora Auxiliadora – Insa
  • Cine Teatro Santa Helena
  • Casa Sede da Fazenda São Joaquim
  • Casa Sede da Fazenda Montevidéo
  • Centro Espírita “Caibar Schutel”
  • Casa Sede da Fazenda Morro Alto
  • Casa Sede da Fazenda Campo Alto
  • Praça Monsenhor Quércia
  • Prédio ao lado do Solar Benedita Nogueira
  • Estação da Antiga Fepasa
  • Busto de Pedro do Carmo, na Praça Monsenhor Quércia
  • Busto do Monsenhor Quércia, na Praça Monsenhor Quércia
  • Busto do Cel. Justiniano, na frente da escola
  • Busto do Prof. Milton Severino, no Lago Municipal
  • Monumento ao Centenário da República, na Praça Narciso Gomes
  • Cruzeiro, na Avenida do Café
  • Monumento Zumbi dos Palmares, na Praça do José Ometto II
  • Cristo, na Rua Campinas – Jardim Santa Rosa
  • Monumento na Praça da Bíblia
  • Estátua de Nossa Senhora, na Praça da Igreja São Benedito
  • Onze Estátuas de Mármore Branco, localizadas na Casa da Cultura, Centro Cultural e Lago Municipal
  • Jazigos do Padre Atílio Cosci e Padre Casimiro C. Ros, do Dr. Luiz Narciso Gomes, Cel. Justiniano W. de Oliveira, Lourenço Dias, Barão de Araras, Barão de Arary, Família Alves e Família Leite, do Padre Antonio Augusto D’Alkimin, do prefeito Alberto Feres
  • Conjunto de Jazigos na Via Anhanguera, em área da Fazenda São João
  • Impressora Plana do Jornal “Tribuna do Povo”
  • Cristo da Fazenda São José
  • Árvores do Município
  • Jequitibás da Fazenda Campo Alto
  • Árvore Óleo de Copaíba – Jd. São Luiz e Jd. São Nicolau
  • Santa Casa de Misericórdia de Araras
  • Paralelepípedos das ruas centrais da cidade

sexta-feira, 5 de abril de 2013

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...