quarta-feira, 27 de novembro de 2013

BANDA DE TODAS AS BANDAS - Corporação Musical Maestro Francisco Paulo Russo


"A MÚSICA ALIVIA A ALMA DA GENTE"


Dessa forma Carlos Viganó, seu Lico, assim se referia aquela a quem dedicou sessenta e sete anos de sua vida. 

A filha Matilde Aparecida Salviato Viganó a dedicar palavras, emociona a platéia às lágrimas.





Merecida homenagem prestada pela Corporação Musical Maestro Francisco Paulo Russo, por intermédio de seu Maestro Marco Antonio Meliscki, na noite de domingo 24 de novembro de 2013, quando então Carlos Viganó completaria 100 anos.   





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fotos - David Martins de Almeida Maldonado
montagem e postagem - Inajá Martins de Almeida
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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

RETALHOS DE MEMÓRIAS EM DADOS BIOGRÁFICOS



Não pude me furtar a esta declaração. Quedei-me a ela. Passei a observá-la. Interpretá-la. Tomá-la para minhas lembranças. Para meus retalhos.

Era Graciliano Ramos, autor de Caetes, Angústia, Vidas Secas, dentre outra, ao se referir aos "dados biográficos"

Cegou-me Guimarães Rosa a dizer, todavia,  que "o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas que elas vão sempre mudando". (*)

Sim, as pessoas estão sempre mudando: de comportamento, de hábitos, de casa.

Há tempo eu solicitava de meu pai sua própria auto biografia. Dizia-me, então, não ter vida que importasse tal.

A partir desse momento, atônita, passei a olhar suas obras. Conteúdo histórico gigantesco. Pesquisa avassaladora. Quedei-me ante a retórica, embora acatasse sua vontade naquele instante. 

A mão já lhe dava sinais dos anos. Trêmulas as letras não mais lhe correspondiam, mas escrevia seus apontamentos. Turvava-lhe  a visão. Mas a memória ainda ativa. O cérebro trabalhava como um jovem trintão, naquele corpo quase centenário.

O desenlace fora inevitável - 08 de maio de 2012. Aos 94 anos entrega-se a sua última obra. Algumas inacabadas, avolumam-se no armário a espera da edição. Originais datilografados, que a esta coube como herança.

Ali iniciava nova jornada. Aquela que só ele poderia empreender. Sem dúvida novas histórias o aguardariam.

Sereno. Sóbrio. No esquife detinha a majestade que sempre lhe fora outorgada - no trajar, no falar, no calar.

O terno aprumado. Barba bem feita. Cabelo penteado. Rosto sereno, como sereno aquele que se despede, ante a casa em ordem. O dever cumprido. Dois filhos. Netos - três. Bisnetos - cinco. Uma nora que o acompanhara toda vida.

Vi meu pai inerte. Flores brancas. Mãos entrelaçadas - poucos sinais de senilidade. Rosto que não lhe traia os anos. Pele rosada. Rugas poucas.

No semblante o sorriso como a vislumbrar a esposa amada, companheira por longos sessenta e cinco anos, aguardando-o na chegada.

Momentos furtivos. Minha mente divagou. Vivenciei nossa vida. "A morte é para os que morrem". (*) Vinham-me nítida as linhas.

Há pouco nossas mãos unidas, quentes, buscavam-se, acariciavam-se, apertavam-se em despedida inevitável. Era o leito de hospital, do qual tinha plena convicção de que não sairia. O regresso a casa era-lhe distante.

Resplandecia-lhe o lar vindouro. Talvez o pudesse antever em suas imaginações. Em seus devaneios noturnos, a que fora acometido.

Conhecia a dificuldade. O dizer-me adeus. Mas, pude acalmar-lhes os ânimos: - entregue-se em paz; ficarei bem.

Difícil me fora. Claro. Anos de convivência. Anos de convergência. Anos de pontos de vista compartilhados - quantos até em rompantes e acaloradas trocas de ideias, nem sempre concordantes.

Ah! Meu pai. Quanto poder quisera biografá-lo. Mas difícil falar de um pai a quem se amou e se ama tanto. A um pai que sempre me fora orgulho maior, ainda que jamais pudera assim me expressar. Escondia no peito. A reserva gritava - insensata reserva de não querer e não poder se abrir. Ah! Tempos outros.

Mas aqui estou. E fora Graciliano Ramos que me tornara mais presente o que imagino poder passar às linhas. Este é apenas um pequeno ensaio. Rascunho que aguarda por novas linhas. 

Imagino que a "vida devia de ser como sala do teatro, cada um inteiro fazendo com forte gosto seu papel, desempenho", porque ... "o real não está no início nem no fim, ele se mostra pra gente é no meio da travessia"... (*)

E como foram boas nossas travessias. Lembranças quantas as tenho. Quantas me remetem a saudade longínqua. O embalo terno em seu ombro amigo. A mão que me acolhia. Que ensinava a compor as primeiras letras. Não só minha mãe presente, mas meu pai a compartilhar, a dividir tarefas.

A linha do tempo, busca seu tempo. A linha do tempo encontra tempo. A linha do tempo se perde no tempo entre os retalhos de lembranças tantas. 


ET:- Embora me fora inspiração Graciliano Ramos, tecer chuleados pude fazê-los com os retalhos de palavras de João Guimarães Rosa. Interessante...
apontamentos de Inajá Martins de Almeida 


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(*) frases do livro Grande Sertões: Vereda de João Guimarães Rosa em Leituras do Giba (30/10/2013)

http://leiturasdogiba.blogspot.com.br/2009/04/42-frases-de-grande-sertao-veredas.html

interpretação do livro
http://guiadoestudante.abril.com.br/estudar/literatura/grande-sertao-veredas-analise-obra-guimaraes-rosa-700305.shtml

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

FOTOS NELSON MARTINS DE ALMEIDA


1948 - ÁLBUM DE ARARAS - FOTO INSERIDA EM DADOS BIOGRÁFICOS 





1948 - REUNIÃO IMPRENSA - ÁLBUM DE ARARAS


clique sobre a imagem

na primeira foto, sentado a esquerda Nelson Martins de Almeida, ao lado do Prof. Vicente dos Santos 





sábado, 14 de setembro de 2013

BRASÃO DE ARARAS - Nelson Martins de Almeida



Brasão heráldico de minha terra, 
Quanta nobreza teu emblema encerra!
Escudo redondo, estilo português,
guarda a origem de sua altivez.

Quartéis em goles (vermelho)
lembram a estirpe de sua gente,
o jovem, o moço, o velho,
luta, a audácia,
a intrepidez varonil,
amor e glória
pelo Brasil!

Campo inferior, em bláo (azul),
espírito de paz, de liberdade,
zêlo, glória, serenidade,
o heroismo dos filhos do Sul.

Em o cantão direito, em sua dextra,
a coroa dos Brasões Imperiais -
vultos gigantes de fundadores
que, a História marca
desde os tempos coloniais.

E, logo à sinista, o sol explende,
recorda o evento do desagravo,
que ao povo, à Nação surpreende,
a liberdade do braço escravo.



Feixe de prata
que em si retrata
o rio famoso
que seu nome dá,
à povoação que surge
em terra de Indaiá.


Coroa mural, praça fortificada,
toda cercada,
na luta intensa contra o inimigo,
põe-se em abrigo.




E, sobre a porta, num escudete,
a flor de liz que se ali se ostenta,
bem ao centro do seu murete,
simboliza a paz e, representa,
em singelo descortínio,
Nossa Senhora do Patrocínio.

Feixes de cana na ramagem verde,
mostram a opulência de suas terras,
frutos vermelhos de seus café
construindo a riqueza imensa
que São Paulo é!...

Listel de prata
que tão bem retrata
"Pelo Bem da Pátria",
a grandeza de sua gente
que a idolatra.

Pensamento vivo,
de povo exuberante,
que luta, vive, vence
na lida intensa
de cada instante.


Brasão de armas que simboliza
e, eterniza,
qualidades raras
desta cidade que se chama
ARARAS!...




Nelson Martins de Almeida - in "Galeria Biográfica Paulista, São Paulo, 1959.
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Montagem e postagem de Inajá Martins de Almeida
São Carlos 14/09/2013

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BRASÃO DE ARARAS 


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Projetado por Enzo Silveira e instituído na gestão Hermínio Ometto, em 13 de julho de 1953, o Brasão de Araras, representa, por seus desenhos, um pouco da história das cidades.

Escudo: referência direta às origens portuguesas. O formato arredondado também é uma herança dos colonizadores do Brasil.



Campo do Escudo: A cor vermelha representa a libertação, a tenacidade, a audácia e a combatividade. O azul, por sua vez, remete a idéia de lealdade, serenidade e glória


Coroa do Brasão: Evoca os dois fundadores da cidade: Bento de Lacerda Guimarães (Barão de Araras) e José de Lacerda Guimarães (Barão de Arary)

Sol: Representa a libertação pioneira dos escravos de Araras, em 8 de abril de 1888.

Faixa: A cor prata simboliza os rios, em especial, o Ribeirão das Araras.

Coroa Mural: Composta por três torres, lembra a cidade fortalecida e preparada para vencer seus inimigos, além de trazer a idéia de riqueza também.

Escudete: Sobre a cora mural, vê-se uma flor de liz, que representa Nossa Senhora da Conceição do Patrocínio, padroeira da cidade, e também a fé dos ararenses.

Feixe de Canas: Referência a fertilidade do solo de Araras e do cultivo de cana-de-açúcar, principal cultura da cidade.

Ramo de Café: Simboliza a lavoura cafeeira do município, bem como a importância desse produto na economia do Brasil.

Listel: Outra presença prateada no Brasão de Araras. Representa a pureza dos sentimentos do povo, disposto a colaborar com a grandiosidade do país. Ainda faz referência a fatos marcantes na história da cidade como as campanhas abolicionistas, republicanas e constitucionalistas.

Legenda: "Pelo bem da Pátria" é o lema e o pensamento vivo dos ararenses, que tanto elevaram o nome de nossa Pátria.


http://www.araras.sp.leg.br/brasao/1819 - pesquisa em 18/05/2017

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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

HISTÓRIA DE ARARAS NA GALERIA BIOGRÁFICA PAULISTA DE NELSON MARTINS DE ALMEIDA

A presente Monografia dos Municípios d Estado de São Paulo - "GALERIA BIOGRÁFICA PAULISTA" de Nelson Martins de Almeida, editado pela Editora Cultural Bandeirantes Ltda, São Paulo 1959, do qual extraimos o Município de Araras, para compor esta página.
























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file:///C:/Users/User1/Downloads/2012824_12159_965912203_resari%20(1).pdf

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Há 152 anos era erigida a capela de Nossa Senhora do Patrocínio        - 14.08.2014


Conforme história contada no livro “Galeria Biográfica Paulista”, de Nelson Martins de Almeida, o território formado pela bacia do ribeirão das Araras passou a ser conhecido por “Paragem”, ou bairro das Araras, pertencendo partes aos municípios de Rio Claro, Limeira, Mogi Mirim e Pirassununga. 

leia a matéria em... 


quinta-feira, 22 de agosto de 2013

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS NELSON MARTINS DE ALMEIDA

As obras de Nelson Martins de Almeida servem como parâmetros para pesquisadores na área da história, tanto dos municípios, quanto dos grandes vultos. Assim, este espaço busca resgatar a produção literária/histórica dos mais variados recônditos. Seus escritores, historiadores, estudantes, idealistas em gerais. Amas da história...

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  • ANAIS DO IV SIMPÓSIO NACIONAL DOS PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS DE HISTÓRIA - COLONIZAÇÃO E IMIGRAÇÃO
  • CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES SOBRE UMA CIDADE DE IMIGRAÇÃO TEUTO-ITALIANA E OS EFEITOS DO SEGUNDO CONFLITO MUNDIAL - Julia Maria Leonor Scarano




clique sobre a imagem

para acessar o trabalho da professora Julia clique em :
 http://anpuh.org/anais/wp-content/uploads/mp/pdf/ANPUH.S04.19.pdf

  • INVENTÁRIO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO DE ARARAS: CONTRIBUIÇÃO À DISCUSSÃO METODOLÓGICA

Anais do XVII Encontro de Iniciação Científica – ISSN 1982-0178

Anais do II Encontro de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação – 

ISSN 2237-0420 25 e 26 de setembro de 2012



Maria Fernanda Moreira Favetta
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo
CEATEC
fernanda.favetta@yahoo.com.br

Maria Cristina da Silva Schicchi
Programa de Pós-graduação em Urbanismo
CEATEC

cristina.schicchi@puc-campinas.edu.br


A pesquisa tem por objetivo realizar um levantamento dos edifícios e espaços públicos significativos do centro da cidade de Araras, em São Paulo. Parte-se do conhecimento de que não há na cidade, até o momento, nenhum trabalho mais sistemático de inventário de edifícios, largos, praças e outras construções de valor histórico, e de que esta identificação pode se constituir em um instrumento para a conservação e gestão destes. Para a realização da pesquisa foi necessário a determinação de um recorte de estudo.
A finalidade do levantamento de campo, no recorte determinado, foi coletar dados para a construção de mapas temáticos para estudo das relações estabelecidas entre o bem tombado, o meio e o espaço público. Como resultado espera-se contribuir para a discussão de uma metodologia que supere a simples catalogação por meio de fichamento de forma isolada dos edifícios e logradouros e incorpore aspectos relevantes do contexto urbano em que se inserem...

... A  informação é o primeiro passo para a compreensão da importância de um bem. O inventá-rio, objetivo discutido neste trabalho, não pode ser um mero conjunto de dados frios sobre a edificação. 
A unidade de preservação tem que contemplar as especificidades de cada contexto. Por isso o esforço nesta pesquisa em procurar novas relações a partir de recortes de paisagem. 

5. REFERÊNCIAS

[1] ALMEIDA, Nelson Martins de, Galeria Biografica Paulista, Ed. Cultural Bandeirantes LTDA, São Paulo, 1959. 

[2] ALMEIDA, Nelson Martins de, Araras: Tempo e Memória, 1° edição, Araras: Topázio, 2003.

[3] IBGE CIDADES@. Araras. Disponível em: (http://www.ibge.gov.br/cidadesat/painel/painel.php?codm
un=350330#), Acesso em: 06/08/2012.

4] MATTHIESEN, Alcyr. Araras Nossa Terra, Nossa 
Gente, 1° edição, Araras: Gráfica Real, 1990.

acesse o trabalho na íntegra ...



  • CULTURA POLÍTICA E RELAÇÕES DE PODER EM SÃO PAULO ... faz menção ao Álbum deAraraquara edição 1948 .  Acompanhe através de ...


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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

DIA DO HISTORIADOR - 19 de agosto

Dia do Historiador - No dia 19 de agosto é comemorado o Dia do Historiador. Data remete ao dia do nascimento de Joaquim Nabuco, um importante advogado, político, escritor, importante nome da abolição da escravatura no país e, também, um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras.  
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Carlos Drummond de Andrade, condecora os historiadores com belíssimo poema.


Convivi com o historiador Nelson Martins de Almeida. 

Incansável. Amante dos fatos históricos. Realmente veio para contar. Para registrar. Para se deixar registrar.

Quantas vezes incompreendido. Mas... acima de tudo insistente não se deixava dominar pelas intempéries do rancor alheio. Das críticas malfadadas. 

Pequena homenagem se faz merecer. O Historiador deixou a História para adentrar na História.

Parabéns meu pai. Eu posso contar e vou contar... 


Na foto Nelson Martins de Almeida fazendo o que mais gostava de fazer: - ler e escrever...
Montagem de Inajá Martins de Almeida 

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

TRIBUTO AO HISTORIADOR DE ARARAS NELSON MARTINS DE ALMEIDA

A cidade e o município muito devem ao trabalho histórico de Nelson Martins de Almeida. Sua pontualidade, a cada domingo, vem atestando o seu afeto pela Terra dos Barões que a nasceram. Sua colaboração é preciosa, porque espontânea se oferece ao volume das nossas mais caras recordações. É um jornalismo claro e credor da nossa admiração. É a demão literária da distinção de um Historiador de Araras.

Tribuna do Povo - Araras 23 de setembro de 1979



Pesquisa nos arquivos do historiador
montagem e postagem de Inajá Martins de Almeida (filha) para este blog - 08/08/2013 

quinta-feira, 18 de julho de 2013

MEMORIAL DE ARARAS POR NELSON MARTINS DE ALMEIDA

APRESENTAÇÃO

A razão de nossos escritos sobre a História de Araras, município, em que tivemos a ventura de nascer, está em que nos achamos empenhados, há vários anos, na compilação e pesquisa dos fatos esparsos que a compõe e, que vem sendo compilado neste blog, como fonte de registro e resgate histórico. 

Seguindo a um conselho do saudoso prefeito Francisco Graziano, em cuja gestão tivemos a oportunidade e a honra de escrever e lançar o ÁLBUM DE ARARAS, ed. 1949. (Nelson Martins de Almeida e Mamede de Souza) 

Após intensas pesquisas na Biblioteca Municipal de Araras, e outras fontes a que tivemos acesso, passamos a pesquisar junto aos próprios livros de atas da Câmara Municipal, onde fomos “fuçar” em velhos papeis e amareladas pagina manuscritas, tudo o que os nossos antigos fizeram em prol desta comunidade que hoje se orgulha de sua modelar e organizada urbe.

O livro de atas mais antigo que então encontramos havia sido o de 1892, e demos inicio à nossa perquirição histórica, transportando-nos para aqueles idos do pioneirismo heroico de nossos ancestrais, empolgando-nos com a magnitude de seus gestos de trabalho abnegado e desprovido de qualquer compensação material, mas sempre visando o bem da coletividade do burgo incipiente, e do seu desenvolvimento gradativo.

Ora, o gesto magnânimo de seus fundadores – Bento de Lacerda Guimarães e José de Lacerda Guimarães – doando as terras para o Patrimônio; depois a comissão camarista trabalhando ativamente para a construção de um templo majestoso a ser erguido na imensa praça descampada; os médicos abnegados a combater as epidemias, as febres de mau caráter e fundando a sua santa casa de misericórdia; os heroicos pioneiros da imprensa a enfrentar, no seu idealismo puro, as intempéries de omissão, do descaso e da ignorância, os fundadores de fazendas, plantadores de cana-de-açúcar, da mandioca e do café, que vieram a enriquecer a Nação; os rasgadores de sertões implantando trilhos de aço das estradas de ferro que fomentaram o progresso e trouxerem aos campos a civilização contemporânea.

Havíamos, pois, partido em nossas pesquisas, do livro de 1892; mas, refletindo sobre que o município se instalava a 07 de Janeiro de 1873, ou seja, dezenove anos antes, voltamos a uma procura mais intensa nos velhos arquivos, até que, finalmente, encontramos os almejados livros anteriores, inclusive o primeiro livro de atas, iniciado em 1873.

Somos de parecer que estes livros são históricos, e deveriam estar aos cuidados da Biblioteca Municipal, pois que transcendem ao interesse dos próprios vereadores e da Câmara, para se situarem como uma relíquia pode ser preservada pela própria Biblioteca.

Durante anos, nas horas ociosas, fizemos as nossas pesquisas, uma luta contra o tempo, já que precisávamos viver e, não poderíamos nos fixar apenas neste trabalho, para o qual ninguém nos remunera. E, quanto mais nos aprofundávamos em nosso mister, apesar das restrições caseiras pelo nosso diletantismo, o nosso “hobby” de nenhuma compensação material, mas sumamente espiritual, no silêncio de nossa sala de trabalho, frente a maquina de escrever, íamos nos empolgando cada vez mais com a riqueza dos acontecimentos esparsos, esquecidos entre os arquivos nunca lembrados.

E foi assim que descobrimos fatos interessantes que a maioria dos conterrâneos ararenses desconhece e enriquecemos, sobremaneira com novos fatos aqueles que poucos conhecem. Isto nos possibilitará dar nova dimensão a História de Araras, de que se servirão os ararenses de hoje, e, os vindouros, interessados em melhor conhecer a formação desta cidade.

Estes conhecimentos, que passamos a ter através das documentações pesquisadas, aliados aos que já trazíamos de nossos trabalhos anteriores que, desde 1948, vimos fazendo para esta cidade, nos possibilitaram apresentar a Prefeitura Municipal, quando assessor de imprensa, um trabalho pessoal de que nos orgulhamos: o levantamento da nomenclatura das ruas de Araras.

Desse trabalho, chegamos a conclusão de que mais de 100 vias publicas estavam sem nomes, identificadas apenas por números ou letras, como eram os casos dos bairros Jardim Candida, Jardim Fátima e outros.

Apresentamos um trabalho com mais de 100 nomes de vultos ararenses, esquecidos no tempo, mas legendários na História, pelo que fizeram em prol de sua comunidade, a sua época.

Vultos como: Olympio Portugal, o primeiro cientista a aplicar o soro antiofídico no Brasil; Clementino Canabrava, autor de varias proposições; Ascânio Villasboas, que tanto trabalhou para a implantação da iluminação publica de Araras, ao tempo dos românticos lampiões a querosene.

Neste trabalho, os nomes foram apresentados, seguindo-se ligeiros traços de sua atuação que os justificavam.

Nelson Martins de Almeida
Historiador

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Documento este resgatado em 17 de julho de 2013 e transcrito para este blog. 
Pressupõe-se que fora redigido entre os anos de 2005/2006

quinta-feira, 11 de julho de 2013

CASA DA CULTURA DE ARARAS - Secretaria Municipal de Cultura e Lazer

por Nelson Martins de Almeida

A ideia da defesa do patrimônio cultural dos povos, como conceito universal, foi entregue à UNESCO, como organismo internacional, responsável por sua preservação. No Brasil, criou-se, em 1937, o IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. O conceito cultural na arquitetura teve a cidade de São Paulo como pioneira.

Em 1968, foi criado, na capital paulista - São Paulo - o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo – CONDEPHAAT, que passou a difundir ainda mais o conceito a se obedecer para a preservação do patrimônio arquitetural histórico das cidades paulistas.

Em 1974, chega a São Paulo, Hugues de Varinne Bohan, membro da UNESCO, e desenvolve um curso de restauração na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo, o que iria inspirar a Prefeitura da Capital – a maior cidade brasileira – a preservar com mais cuidado o patrimônio histórico da cidade, contratando os arquitetos e, ao mesmo tempo, historiadores, Benedicto Lima de Toledo e Carlos Lemos, para um estudo sobre as obras arquitetônicas que, pelo seu conteúdo, passado histórico, exemplo de Arte, deveriam ser preservadas como bens culturais.

A lei nº 8252/75 de 19 de maio de 1975, da Prefeitura Municipal de São Paulo, criou, pela sua Secretaria Municipal de Cultura, o Departamento do Patrimônio Histórico, reunindo elementos para as questões de arquivística, museologia e preservação do patrimônio histórico.

A decisão extendeu-se às cidades do interior, a refletir em suas autoridades e na sua população, não faltando para isso o apoio e o incentivo do governo paulista, que, em 1977, iria instituir o Programa de Preservação e Revitalização do Patrimônio Ambiental Urbano.

EM ARARAS

Este conceito de preservação de bens culturais, iniciou-se em Araras, através de um trabalho muito bem elaborado e apresentado em 1975, à Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, pelo arquiteto ararense Francisco Borges Filho, como trabalho de graduação interdisciplinar.


Seu trabalho visava a preservação do velho edifício do Fórum e Cadeia Pública de Araras, o Solar Benedita Nogueira, então pertencente à Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, e o Teatro Santa Helena, de propriedade particular, prédios esses que se encontravam desativados. 

O projeto visava a desapropriação e a transferência do edifício do Fórum, do Estado para o Município de Araras, e seu tombamento pelo CONDEPHAAT, o que veio a se realizar a 18 de julho de 1976, em solenidade oficial.

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Memória, pesquisa, acervo de Nelson Martins deAlmeida 
Postagem Inajá Martins de Almeida
São Carlos - 11/07/2013

quarta-feira, 10 de julho de 2013

A IMPRENSA DE ARARAS

1.6.1889 - A NEBULOSA, jornal fundado por Francisco Conceição.
Em 2.8.1889 resolve a Câmara de Araras que, “em vista da pouca circulação que tem neste município, o jornal A Nebulosa”, que se oficiasse ao seu redator Francisco Conceição, desistindo da renovação Centro Cultural Ararense.a denominar-se CULTURA, pertendenc Enio Viterbo, Paulo Salomde Araras alasportar a biblioteca que ha

1.3.1890 – CIDADE DE ARARAS, jornal fundado por Pedro Augusto do Carmos. Encerrado em 15 de abril de 1891.

16.1.1892 – TRIBUNA DO POVO, fundado por Pedro Augusto do Carmo.
 Em 1904, passa à propriedade de Virigílio Tavares & Cia, com redação à Rua 8 de Abril, 17 (atual Rua Júlio Mesquita.
10.5.1914 – redator chefe: Júlio Silva
9.1.1921 – o jornal ressurge como propriedade de Francisco Paulo Russo & Cia.
12.3.1922 – passa à propriedade de “uma associação”, sem a citação de seus componentes.
13.1.1924 – Redator-chefe Florindo B.Camargo, gerência de Narino Ghirardello;
20.11.1927 – Florindo B.Camargo deixa a redação, que passa a “redatores diversos”, continuando Narino Ghirardello na gerência;
15.7.1928 – volta a redação a ser exercida por Florindo B.Camargo;
Abril 1929 – Redator-chefe Dr. Oscar Ulson, gerente Narino Ghirardelo;
9.2.1930 – Oscar Ulson deixa a redação, assume Guerino de Salvi;
29.6.1930 – Narino Ghirardelo deixa a gerência, que passa a ser exercida por Sylvino Pontes;
21.12.1939 – José Camargo Schmidt passa a ser o redator-responsável e Narino Ghirardelo volta à gerência;
2.8.1931 – Guerino de Salvi volta a ser o redator, e fica até 31 de janeiro de 1932;
31.1.1932 – Oscar Ulson assume a redação;
27.1.1933 – falece Narino Ghirardello, assumindo a gerência seus filho Orpheu Ghirardello, que exerce esse cago até fevereiro de 1936;
23.2.1936 – a redação passa a ser exercida por Orpheu Ghirardello, acumulando o cargo de gerente.
29.10.1939 – Orpheu Ghirardello vende o jornal Tribuna do Povo a José Zurita Fernandes, que assume a direção a partir de 5.11.1939.
14.10.1945 – José Zurita Fernandes deixa a diração do jronal que passa a responsabilidade de Eliseo Zurita Fernandes.

OUTROS JORNAIS

29.07.1905 - O RECLAME, jornal fundado em 29.7.1905, como órgão da Tipografia e Papelaria de Eduardo Asbahr & Cia. Circula até o nº 23 editado em 23.12.1905.

1.4.1906 –  CIDADE DE ARARAS, circula o primeiro número do jornal fundado pelo dr. Rodolpho Coimbra, médico, político e fazendeiro, proprietário da Fazenda Montevidéo. Edita 200 números, como órgão do Partido dissidente e publica seu último número o de número 200, em 21 de novembro de 1909, encerrando-se com o falecimento de seu fundador e responsávil.

1921 – O OÁSIS

1922 – O CLARIM, fundador por Guerino de Salvi, tem duração efêmera

1933 – COMMERCIO DE ARARAS – “Órgão dedicado aos interesses do município sem ligação partidária”, fundado por R.Chaves & Cia, que tem a gerência de Roque Chaves.
A partir do seu número 4, este jornal passa à propriedade de José Camargo Schmidt, que assume em 31.8.1933. Circulou até o nº 41, de 1 de janeiro de 1938.

1934/1937 – Circula O MUNICIPAL – Órgão do Partido Constitucionalista Paulista.

1937 - O ACADÊMICO – Em 14 de março de 1937, é criado o ACADÊMICO, tendo por diretor Paulo Gomes Barbosa, e como redatores Enio Viterbo, Paulo Salomão, Orley Camargo Schmidt, Joaquim Rocha Junior, Laerte Michielim, José Zurita Fernandes e Alberto Feres.
Era órgão da Academia Literária Estudantina de Araras. A partir de seu nº 22, passa a denominar-se CULTURA, pertenCendo então ao Órgão Centro Cultural Ararense.

1937 – O ARARENSE – Em 25 de setembro de 1938, surge o ARARENSE, dirigido por Guerino de Salvi. Circulou até 1940.

1945 - FOLHA ARARENSE -  É fundado em 22 de abril de 1945,  tendo como diretor-redator Lauro Michielim e como colaboradores Enio Viterbo, Jsé Nello Lorenzon, Helio Q.Arrida, Sylvino Pontes, Oscar Ulson, Arthur Luppi, Paulo Bonfanti e Maximiliano Baruto.

1951 – JORNAL DE ARARAS – “Órgão independente de Caráter Municipalista”, fundado em 26.8.1951, tendo por redator-responsável Joaquim Rocha Junior e como redatr Jorge Orfale;
28.8.1952 – sai Jorge Orfale e o jornal fica redatado por “colaboradores diversos”;
12.11.1952 – Max Baruto assume a redação do jornal e permanece até 5.11.1953;
12.11.1953 – Redator-chefe Nelson Martins de Almeida, que permanece até 10 de junho de 1954, transferindo-se para São Paulo;
17.6.1954 – redador-chefe Francisco Salles Nogueira.

1962 – SEMANÁRIO DE ARARAS – É editado o primeiro número do SEMANÁRIO DE ARARAS, fundado por Olavo Marques, tendo como redator Fritz Hartes.
29.2.1964 – Assume a direção Milton Severino, tendo como redator Jayr Olindo Russolo;
6.7.1964 – o jornal tem como secretário de redação Ibrahim Wagner Severino;
31.10.1964 – O jornal passa a direção-geral de Milton Severino.

1969 – OPINIÃO JORNAL – fundado por Valentim Viola. Em circulação até a atualidade


 Nota: informação atualizada até novembro de 2005 


ARARAS POR SÃO PAULO - 9 DE JULHO DE 1932

A REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932

Na madrugada de 26 de fevereiro de 1932, a imprensa, que não se havia mancomunado com as ideais daqueles que haviam implantado o regime ditatorial, sofre o primeiro golpe com o empastelamento do Diário Carioca, cuja violência provocou o protesto solidário dos jornais do Rio e de São Paulo, com a suspensão de suas publicações.

A “Tribuna do Povo”, em artigo de fundo, lança então um artigo sob o título “A José de Lacerda Guimarães, fundador de Araras. Casado duas vezes, a primeira com uma prima-irmã, e a segunda, com uma sobrinha que se tornou Baronesa, teve uma prole de 17 filhos. Era sobrinho e genro do Alferes Franco, grande latifundiário de seu tempo e precursor da fundação e Araras.experiência da ditadura”, dizendo:

“... No dever de não ficar em silencio nesta hora grave e decisiva, bastar-nos-á transcrever as insuspeitas palavras de um desses jornais, “A Razão: “infelizmente, essa é a verdade. O povo, sem rumos, sem sentir por si o interesse do Governo Provisório; o Povo que confiou tanto na Revolução, que dela tudo esperou, encontra-se hoje num estado de desilusão, que degenera em atos e atitudes desesperados ...”


A 9 de julho os primeiros clamores se levantam e Araras , munida de sua tradição de civismo endereça telegrama ao Dr. Pedro de Toledo, Governador do Estado, no seguinte texto:

“Infra-assinados, representando população ararense, hipotecam integral apoio V.Excia, intérprete aspiração unânime povo paulista reintegração país regime da lei. Respeitosas saudações. (a) Oscar Ulson, Dr.B.Carvalho Franco, Ignácio Zurita Junior, André Ulson Jr., Luiz Delamain Jr., Dr. Leôncio da Costa Galvão, Sebastião C.Duarte, José Câmara Matos, Ovídio Padula, Francisco Graziano, Eolo Camargo Preto, Afonso Bueno, Sebastião C.Schimidt, Jorge Luiz”.

A 15 de julho, às 17 horas, em trem especial, no qual também seguiram voluntários de Pirassununga e outras localidades do ramal, partiu a primeira leva de voluntários ararenses, da qual declinam-se os nomes de:   Dr. Leôncio da Costa Galvão, Luiz Delamain Jr., Ovídio Carlos Padula, Arrideu Marcicano, Vitorino Simões Fortuna, Guilherme Terciotti, Américo de Campos, Silvino S.Pontes, Atílio Imolezi, Oto Ulderico Luca, Júlio Pereira, Fernando Afonso, João Giacomini Sobrinho, Paulo Russolo, Mario Bocayuva, João de Oliveira, Antonio Morais Rego, Francisco Marcicano Jr., Adhemar Corrêa, Lauro Reis, Antenor Elias, Paulo Silva, Belmiro Vitalino, Sebastião Iolando Logli, João Kammer Filho, José Xavier, Pedro Chagas, Paulo Vasconcelos Pinto, Antonio Kammer, Monoel Mani, Natalino Montagnolli, Belmiro Bento Marques, José Ferreira dos Santos, Trajano Leme, Francisco Ribeiro Scartezini, Adão José da Luz, Aristóteles Luz, Francisco Gonçalves, Luiz Gonzaga, Henrique Affonso, José Antonio dos Santos, Ovídio Bernardes da Cunha e Joaquim Filadelfo Machado Junior.

No dia 23 do mesmo mês, seguiu uma segunda leva de voluntários ararenses, composta por: Narciso Franzini, Benedito Ribeiro Martins, Mamede de Souza, José Bueno, Luiz Rodail, Luiz França, Antonio Carnier, Luiz Lucas Silva, Leocadio Alves, Rui S.Morais, Primo Bonadio, Manoel Mani, Acrisio Passos, José Ferreira Peixoto, Antonio Narciso Faber, Geraldo de Paula, Manoel Anacleto, Fernando Madalon, Aníbal Lopes, João Lopes, Domingos Júlio, José Galante Martins, Domingos Moreira, Jaime Bueno, Flosino Silva, Sebastião Alves, Marcelino Coelho, Sebastião Luiz, Antonio Camilo, José Bueno, Antonio Mazetto, Francisco de Oliveira, Euflosino Tangerino, João Amaro, Osvaldo Landgraf, João Gregório, Carlos Brunzetti, Manoel Navarro, Liberato Barra Mansa, Vergílio Serafim, Francisco Garofalo, Olindo Bagio, Antonio Moreira, Moacir Samuel, Luiz Santos, José Laureano, Prof. Vicente dos Santos, Afonso Schmidt, Eolo de Camargo Preto, Ovídio Leonardi, Juvenal Pesse, cabo reservista sr. José Câmara Mattos, Francisco Costa, Alaor Franco, Lázaro L.Lima, Domingos Moreira, José Rodrigues e outros nomes não encontrados durante a pesquisa.

DR. CESÁRIO COIMBRA – constitucionalista de 1932

Agricultor, advogado, político, um dos maiores vultos da vida pública, nasceu em Araras aos 13 de maio de 1891, filho do Dr. Rodolfo Coimbra e sra. Clotilde de Lacerda Coimbra e neto dos Barões de Araras. Formou-se em 1914, pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.

Em Araras foi fundador do Partido Municipal, ocupando a vereança em várias legislaturas, com acentuado brilho.

Na política destacou-se como um dos fundadores do Partido Democrático, ocupando vários cargos de direção; ao lado dos organizadores do Movimento Constitucionalista, combateu o bom combate, resultando para si o exílio; de volta à Pátria, figura junto aos fundadores do Partido Constitucionalista, sendo também um de seus dirigentes.

Foi Presidente do Instituo do Café, no Governo de Armando de Salles Oliveira, prestando inestimáveis serviços à lavoura. No jornal paulista “O Estado de São Paulo,  foi o responsável pela política cafeeira preconizada por esse jornal, tendo todos trabalhos publicados sob sua orientação.


Cesário Coimbra que a história haveria de perpetuar com um dos maiores vultos de Araras, faleceu em São Paulo, a 11 de dezembro de 1948. Era casado com a sra. Maria Sabino Coimbra, sendo seus filhos: sra. Maria América Andrade, casada com o engº Walter de Sá Andrade, Rodolfo Coimbra, casado com a sra. Cecília Camargo Coimbra, Horácio Coimbra, casado com a sra. Yolanda Cerqueira César Coimbra e Srta. Celina Coimbra.

Pesquisa e redação de Nelson Martins de Almeida


_________________________

Pesquisa complementar
O Texto está inserido no link que segue, com esses dados que registramos aqui com os devidos créditos a 

http://maisararas.com/como-araras-teve-participacao-na-revolucao-de-1932/

No dia 09 de julho, São Paulo comemora a Revolução Constitucionalista de 1932. A data, transformada em feriado civil em 1997, marcou o início de um dos principais episódios da história do estado. A Revolução foi um levante armado da população de São Paulo que, nos meses de julho e outubro de 1932, combateu as tropas do governo federal. O objetivo central do movimento era a queda do governo provisório de Getúlio Vargas, que dois anos antes assumira o poder no país, fechando o Congresso Nacional e abolindo a Constituição. O levante é chamado de “constitucionalista” porque São Paulo pedia a decretação de uma nova constituição Federal.
O movimento militar paulista do estado perderam a guerra, pela superioridade e técnicas do exército brasileiro. Mas sua luta não foi completamente em vão, depois de dois anos, em 1934, o governo central decreta uma nova constituição, mostrando que a revolta conseguiu alcançar seu principal objetivo declarado.
Confira a seguir o texto que mostra as pesquisas da participação da cidade no ato constitucionalista de 32 feita por Nelson Martins de Almeida, um dos maiores historiadores de Araras .

Forças
Força Pública Paulista :
  • 10.000 combatentes
  • 4 Aviões
  • 5 Trens blindados (construídos ao longo do conflito)
  • Número incerto de veículos blindados (construídos ao longo do conflito)
Voluntários:
  • 40.000 combatentes
  • 200.000 alistados
  • Número incerto de aviões
Frente Única Gaúcha :
* 450 combatentes
Estado de Maracajú :
por volta de 3.000 combatentes
Forças Armadas:
Todo o exército, marinha e aviação disponível no país.
Forças Públicas Estaduais
Total: Aproximadamente 100.000 homens ao fim do conflito.
Baixas
São Paulo: – 634 no mausoléu oficial
– 2.000 estimativas sobre todos os combates
– Sem-número de baixas civis
Frente Única Gaúcha:
cerca de 200
Estado de Maracajú:
mais de 300
Forças Armadas Brasileiras:
1050 Mortos
3800 Feridos
Forças Públicas Estaduais:
sem número.


Créditos
– Nelson Martins de Almeida,  ARARAS POR SÃO PAULO – 9 DE JULHO DE 1932: Disponível em: Acesso em 08 de julho de 2015.
– MANSO, M. Costa. São Paulo e a Revolução: 1932. São Paulo: scp. 1977. 11p.
– PUIGGARI, Umberto. Nas Fronteiras de Mato Grosso. São Paulo: scp, 1933.
– O Governo Provisório nunca revelou publicamente as baixas de seu lado da guerra civil. No entanto, um relatório militar enviados aos Estados Unidos possuía tal informação. Cf. VILLA, Marco Antônio – 1932:Imagens de uma Revolução. São Paulo, IOESP, 2009.
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