domingo, 2 de abril de 2017

ÁLBUM DE ARARAS EM REFERÊNCIA




A dinâmica do enriquecimento paulista no século XIX: das origens à diversificação do capital da família Lacerda Franco

Gustavo Pereira da Silva1 
1Professor - Departamento de Economia - Universidade Federal do Paraná (UFPR) Endereço: Av. Prefeito Lothário Meissner, 632 - térreo - Jardim Botânico - Curitiba/PR - Brasil CEP: 80210-170 – E-mail: gustavopereira@ufpr.br

O texto visa apreender a formação e diversificação da riqueza paulista durante o século XIX. A análise recai sobre os Lacerda Franco, importante família cujos membros principiaram economicamente em atividades de cunho interno (lavoura de mantimentos, criação e comércio de animais, produção de aguardente) nas terras próximas da vila de São Paulo e, posteriormente, migraram para o Oeste Paulista, tornando-se senhores de engenho e cafeicultores. Esse processo de enriquecimento aponta a formação de sociedades agrícolas, casa comissária e exportadora, indústria, banco, diversificando as formas de riqueza dentro do complexo exportador cafeeiro da segunda metade do XIX. O fio condutor do trabalho é a apreensão da dinâmica (movimento) desse processo, materializada, através da documentação da família e de suas empresas – o que diferencia o trabalho das análises correntes apoiadas de forma unívoca em inventários –, de suas estratégias econômicas, nas diferentes atividades que os enriqueceram e nas difusas formas de alocação do capital.
Palavras-Chave São Paulo; Família; Enriquecimento; Diversificação, XIX


... 1847, constituíram a sociedade agrícola Lacerda & Irmão, que contava com as terras de seus pais na freguesia paulista de Belém de Jundiaí (fazenda Bocaina) e as terras legadas pelo sogro na vila de Limeira (fazenda Montevidéo). A sociedade, que permaneceu até 1865, tinha como finalidade a produção e venda de café, para tanto, o sócio Bento entrou com 8 escravos, enquanto seu irmão e sócio José entrou com outros 6, totalizando 14 cativos. (CONTRATO LACERDA & IRMÃO, 1855 apud Almeida, 1948, p. 23-24).26

... Fonte: Inventário de Antonio de Lacerda Guimarães (Jundiaí, 1853); Inventário de Dona Maria Franco (Jundiaí, 1861); (Cressoni, 2007, P. 45; Matthiesen, 2010, P. 25; Almeida, 1948, p. 21-22); Inventário de Clara Miquelina de Jesus (1864) apud Maluf (2005, p. 158-159).

BIBLIOGRAFIA CITADA

ALMEIDA, N. M. Álbum de Araras: documento histórico, geográfico, e ilustrativo do município de Araras. Araras, SP: Odeon, 1948.


Fonte


Consulta e postagem blog em 02.04.2017
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A URBANIZAÇÃO DE ARARAS – SP NO PERÍODO ENTRE AS DÉCADAS DE 1930 A 1970 



Adriano PIVA1 e Renata Luigia C. GARCIA²

RESUMO

O presente texto apresenta os principais fatores que determinaram a mudança da estrutura econômica brasileira em um período de importantes problemas com o cenário da economia, são analisados fatos que proporcionaram o crescimento econômico e urbano na capital do Estado de São Paulo e a consequente transformação que os mesmos originaram no espaço urbano do município de Araras – SP, a busca desses fatores foi realizada por meio de um estudo bibliográfico com base na urbanização brasileira. Evidenciando histórica e geograficamente a cidade de Araras – SP, foram analisados os fatores internos, como a importância da produção agrícola do município e também os externos, destacando a ajuda do Estado e da União, que investiram e apoiaram o crescimento urbano da cidade, além da importância de algumas pessoas que se uniram a favor da cidade de Araras, para que a construção do espaço urbano fosse adequado no sentido social e econômico, onde posteriormente, a cidade foi consagrada com a obtenção de um reconhecimento em nível nacional. Palavras chaves: Araras. União. Urbanização.


A INDUSTRIALIZAÇÃO DE 1930 A 1955

O Estado de São Paulo, devido à importância do café, é o espaço com maior concentração de capital e infraestrutura para o favorecimento do novo modelo vigente de base econômica do país, a industrialização vinculada à produção agropecuária.

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Adriano Piva - Graduado em Geografia (UNAR), adrianogeo22@gmail.com

Renata Luigia C.Garcia -  Orientadora e coautora do artigo (UNAR), renataluigia@bol.com.br
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O parque industrial da tradicional cidade é constituído por estabelecimentos dos mais variados ramos. Além da grande indústria de laticínios exportados para todo o país, Araras apresenta três grandes usinas de álcool e açúcar; fábricas de adubos, de aguardente, de amido, máquinas para o benefício de café, arroz e algodão; 57 fábricas de farinha de mandioca e raspa; fábricas de máquinas para a lavoura, carros, mosaicos, ladrilhos, massas alimentícias, salames e mortadelas; indústrias de motores elétricos, artefatos de alumínio, importantes marmorarias, fábricas de ocre, pregos e rolhas metálicas, fábricas de móveis, 17 oficinas mecânicas; 10 cerâmicas, olarias e serrarias. (ALMEIDA, 1948, Texto. LVII).

...

Os lavradores de Araras sempre se distinguiram pelo seu espírito progressista, aplicando processos adiantados às suas culturas. Entre os seus filhos do passado e do presente contam-se nomes que muito concorreram para a riqueza agrícola do Estado, entre eles Ignácio Zurita Junior, o pioneiro da industrialização da mandioca (ALMEIDA, 1948, Texto. LVII).

REFERÊNCIAS

ALMEIDA, Nelson Martins de. Administração Ivan Estevam Zurita. Araras: Odeon, 1968.

______. Álbum de Araras: documento histórico, geográfico e ilustrativo do município de Araras. Araras: Odeon, 1948.


fonte:
http://revistaunar.com.br/cientifica/documentos/vol7_n1_2013/8_a_urbanizacao_de_araras.pdf


pesquisa e postagem em 02.04.2017

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