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quinta-feira, 16 de março de 2023

JOSÉ "O PIANISTA" ENCONTRA SEU GRANDE ÍDOLO - Maestro Martins

O "Álbum das Bandas de Araras", através de José, o pianista, chega às mãos do maestro João Carlos Martins, motivo de grande satisfação por parte das coautoras Inajá e Matilde que vê a obra de Nelson Martins de Almeida percorrer caminhos que a pauta alcança.

Agradecemos a todos os envolvidos para que este fato se concretizasse.

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Por: Mariana Martini - Sesi Araras
 22/10/202112:01- atualizado às 12:05 em 22/10/2021

O primeiro bolsista do Núcleo de Música do Sesi Araras, José Alberto Gurnhak de Carvalho, conhecido como José, o pianista, realizou o sonho de conhecer o maestro João Carlos Martins. A convite do Sesi-SP, José, que é autista, esteve com a família na quinta-feira (21/10), na capital paulista. No teatro do Centro Cultural Fiesp, ele se apresentou para o maestro tocando pela primeira vez num piano de cauda.

Segundo a mãe de José, Ketry Gurnhak de Carvalho, o encontro foi emocionante “ele realizou um sonho”. De acordo com ela, o maestro conversou com José sobre a importância do seu aprimoramento “para que ele desenvolva sua habilidade e toque cada vez melhor”, enfatizou.

Durante o encontro, Ketrin entregou ao maestro o livro “Álbum das Bandas de Araras” oferecido pela Prefeitura de Araras. Escrito pelo jornalista e historiador Nelson Martins de Almeida,  a obra conta a história das bandas ararenses entre 1879 e 2015.

Para a mãe de José, o dia foi gratificante “fomos muito bem recebidos e queremos agradecer especialmente a Kelly (Kelly Faé Xavier, analista de Atividades Culturais do Sesi-SP) pela atenção e pelo carinho".

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Referência:  https://araras.sesisp.org.br/noticia/jose-o-pianista-toca-para-o-maestro-joao-carlos-martins - José O pianista


captura de imagens e postagem de: Inajá Martins de Almeida


quarta-feira, 26 de junho de 2019

SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO RECEBE EXEMPLARES DO ÁLBUM DAS BANDAS DE ARARAS

Belíssima parceria firmada nesta terça-feira - 25 de junho de 2019 - entre a Secretaria Municipal de Educação do Município de Araras, através de seu Secretário Bruno Roza e das coautoras do Álbum das Bandas de Araras, Inajá Martins de Almeida e Matilde Ap.Salviato Viganó, edição 2017, autoria do Historiador Ararense Nelson Martins de Almeida.


Na oportunidade foi tratado que escolas municipais serão agraciadas com exemplares da obra para suas salas de leituras. Por sua vez professores e alunos poderão direcionar temas para eventuais trabalhos atinentes aos temas abordados na obra.

Outros encontros entre secretário, autoras, professores e alunos acontecerão num futuro breve, momento em que os registros retomarão este blog.

É a obra avançando no tempo e espaço, através da idealização do seu historiador e das filhas que, desta feita, podem muito bem serem conhecidas e cognominadas como as "filhas da história":  

 Matilde, por parte do músico que mais tempo permaneceu nas bandas - Carlos Viganó - e 

Inajá que, ao lado do pai Nelson, pode emprestar seu nome ao registro histórico, verdadeira obra de resgate, que saiu do rascunho para a edição ora compartilhada às escolas deste município de Araras. 




comentários


sábado, 16 de março de 2019

TEATRO ESTADUAL DE ARARAS "FRANCISCO PAULO RUSSO" COMEMORA 28 ANOS


Teatro Estadual de Araras Maestro Francisco Paulo Russo, comemora 28 anos em grande estilo.



https://amigosdaarte.org.br/artistas/exposicao-linha-do-tempo/

https://portalexpressao.com.br/o-teatro-estadual-de-araras-esta-com-uma-exposicao-aberta-ao-publico-em-comemoracao-ao-seu-28o-aniversario/






Daniel Pereira, coordenador artístico, brinda a população com sua criação 

"A Linha do Tempo"  

Exposição que permanecerá por longo período e que possibilitará aos visitantes belo e instrutivo passeio pelos meandros da história.

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Reportagem: Rafael Siviero 
Imagem e cinegrafia: Rosi Bispo 
para Opinião TV 
captura de imagens e postagem: Inajá Martins de Almeida


acompanhe através do link -   https://www.facebook.com/watch/?v=615171478943599

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 "A linha do Tempo" vislumbra 140 anos de manifestações artísticas no município de Araras.





O "Álbum das Bandas de Araras" - autoria do Historiador Nelson Martins de Almeida destaca-se no amplo saguão do Teatro, uma vez que "A Linha do Tempo" de Daniel contém, em quadros dispostos em amplos painéis, a vasta história retratada nas 200 páginas da publicação. 



A Lira e os troféus recebidos pela Corporação Musical Maestro Francisco Paulo Russo, ao longo de décadas de conquista, destacam-se no amplo saguão em tom azul, cuja iluminação dá um toque sutil a composição do cenário.


A foto do maestro Francisco Paulo Russo, seu piano e os discos de 1977, quando da premiação da banda campeã, a um canto do espaço, impressionam os admiradores da boa música que das praças adentra o teatro em noite de gala.

Instrumentos de sopro sobre a mesa, brilham em silêncio e enriquecem o ambiente num tom de saudade pelas memórias e lembranças de alguns reminiscentes da época áurea mais recente - 1977.
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1879 / 2019 - Contemplamos 140 anos de manifestações bandísticas na cidade de Araras. 

Maestros se mantiveram atuantes  na labuta, ostentando a batuta com dedicação, sabedores de que a educação musical pode  transformar  gerações:

Francisco Paulo Russo gera na cidade de Araras verdadeira plêiade em talento musical;

Alfredo Alexandre Pelegatta  continua com a mesma  veia criadora e incentivadora do maestro que o antecedeu, elevando a Corporação a âmbito municipal, estadual e nacional em concursos de bandas de música;

Marco Antonio Meliscki  avança na linha do tempo e a transforma em Orquestra – agora de sopros – aquela mesma banda que em 1910 despontava majestosa, com seus jovens que tocavam como gente grande.

Passado glorioso de grandes mestres. 
Presente harmonioso  na batuta segura daquele a pautar a vida entre notas e sons. 
Futuro esperançoso, numa geração que já desponta em notas e pautas, seguindo passos firmes e seguros o sonho iniciado há mais de um século,  quando um jovem de 16 anos emprestava seu dom e talento ao município que já se apresentava musical em sua veia.  



E "A linha do Tempo" como um vagão a deslizar por trilhos, compassado, harmoniosamente, segue seu ritmo a contar momentos marcantes

 
A grande conquista de 1977 - concurso nacional

A inauguração do Teatro - 1991


O momento presente...

Datas que se multiplicam. Memória que se registra. Passado e presente que se encontram... Futuro que aguarda por outros tantos registros. 

"A linha do tempo" se deixa registrar em fotos e fatos, e segue seu curso... E quando o tempo vier requerer novos registros no futuro, este presente lá estará presente... porque, apropriando-me de parte do poema de Carlos Drummond de Andrade

"... as coisas findas,
muito mais que lindas,

essas ficarão".

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Fotos, montagem, composição textos por: 
Inajá Martins de Almeida

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O ÁLBUM DAS BANDAS DE ARARAS E SUAS FACETAS

 por Inajá Martins de Almeida


Engavetado por décadas, notas apontavam edição. O tempo avançava. Seu compilador recolhia fatos históricos que o tempo em si registrava, mas os registros permaneciam em silêncio. A composição ainda requeria toques sutis que somente o tempo traria.

Vez ou outra a gaveta se abria e ansiava tornar-se público aquele vasto calhamaço de notas. Era a composição que se apresentava a frente do mestre que não pudera dar um final a obra, porque o tempo avançava, acontecimentos apontavam novas notas. Não se permitia a saída em rascunho para a edição impressa.

Seu idealizador, consigo detinha o laurel dos álbuns; este lhe significava um fazer em notas; não mais apontamentos de personagens e fatos que o passado registrava, mas de uma vivência entre as notas do pentagrama, para as notas máximas de uma composição de jurados que se levantava ante os trinados, os estacatos, pianíssimos incríveis, movimento interior dinâmico, nível técnico elevadíssimo, emoção estética; uma verdadeira escola de música; qualidade de músicos, indiscutível. Participávamos da história... Vivenciávamos o momento, quantos em êxtase.

Recolhia provas contundentes em jornais, entrevistas, conversas, dados biográficos. Apontava o século XX que adentrava quando biografava um jovem italiano que, ostentando a batuta, arregimentava uma verdadeira plêiade de músicos mirins a tocarem como “gente grande”.

Músicos que sob sua regência já demonstravam em conquista durante os preparativos do Centenário da Independência do Brasil, em São Paulo, no quartel da Força Pública, a garra de um município – Araras – que já detinha em si a veia musical de um povo.

Este era o maestro Francisco Paulo Russo, a inspirar outros maestros que o precederiam.

Maestro Pelegatta, aquele que valorizava os mínimos detalhes, elevava seus músicos à excelência ; ousado e tendo em mente o mestre Francisco Russo, que lhe apontara caminhos, alça a batuta a patamares mais altos, quando traz para o município títulos, troféus e premiações, regionais, municipais, estadual e o laurel nacional que consagraria a cidade e sua Corporação como a Banda de Todas as Bandas, e o município que tinha a melhor banda do Brasil. Maestro que cumpriria sua jornada e a batuta  transmitiria a outros mais que o precederia num mesmo diapasão; maestros que sobre si clamavam a responsabilidade do título nacional. Resposta às habilidades.

Partiram os músicos que dominavam seus instrumentos com a perfeição das notas afinadas, e que consigo traziam à memória títulos e troféus conquistados, numa época em que se respirava música em todos os cantos da nação, agora seus nomes, memórias de suas ausências - lembranças. Partiram assim, integrantes da grande conquista sem terem à mão registros passados que o tempo faria presente e os eternizariam num álbum.

Amantes das retretas que bailavam, rodopiavam ao repique de marchinhas, valsas, boleros, baiões, angariavam valores para homenagear a corporação com símbolo em praça pública, a Lira em bronze, num pedestal de mármore branco carrara, que saiam em carnaval, mesmo fora de época, com faixas, aguardando os heróis nacionais que subiam em caminhões de bombeiros a desfilar ao redor da praça. Estávamos em julho de 1977. Anônimos que não puderam alcançar o álbum a registrar o momento festivo. Partiram... Quantos.

Partira seu idealizador, historiador de tantas edições, de tantas composições históricas, jornalísticas, literárias, sem o sentir suas notas serem apreciadas pelos músicos remanescentes, pelo público de sua cidade natal, pelos amigos, parentes, filha, netos e bisnetos. O álbum em rascunho continuaria engavetado até ser encontrado.

Historiador, aquele que se tornara detentor de álbuns editorados: futebol paulista, municípios – Araras, Araraquara, Rio Claro, sai do cenário editorial deixando inédita obra que viria quarenta anos após a grande conquista - 2017.

Partira seu idealizador, mas legara sua maior herança à filha e sobrinha que, ao abrirem a gaveta o som das notas se fez saltar em uníssono e as duas puderam se exercitar na composição que agora ganhava outras mãos.

Não mais era um concerto de um que pautava em seu affair solitário, seu fazer, registrar e editar a história, mas de duas filhas que se tornariam muito em breve “filhas da história”, cognome este que o jornalista Lucas Neri soube esboçar ao ar em entrevista a TV.

E eis que o encontro das duas filhas, de um lado Matilde, filha de Carlos Viganó o músico que permaneceu por mais de sessenta anos na corporação, que viu chegar e partir músicos, tantos, que fora alcançado pelo maestro Francisco Paulo Russo e, de outro, Inajá, filha do historiador, acostumada aos apontamentos, aos registros, aos títulos, às eloqüências, às fotos, aos encontros e, acima de tudo, a grande paixão pela escrita, pela história, pelos personagens que o pai lhe apontava em todos os momentos nos bastidores da vida cotidiana, o rascunho engavetado agora ocupa o cotidiano das primas que se esmeram em avançar o tempo e trazer o passado ao presente, num emaranhado de fatos, acontecimentos e personagens que os anos comporiam.

Maestro Marco Antonio Meliscki sai da sua posição de músico clarinetista, para ostentar a batuta e levar a banda a patamares outros. Avança na linha do tempo e a transforma em Orquestra – agora de sopros – aquela mesma banda que em 1910 despontava majestosa, com seus jovens que tocavam como “gente grande”.

A escola de Música “Carlos Viganó”, decorridos os anos, viria cumprir o que um dos jurados, na época, almejara para aquela que conquistava aplausos, risos, choros, emoções – “uma verdadeira escola de música”.

O “Álbum das Bandas de Araras” agora é a concreto. É a realização do sonho de um nas mãos de duas partícipes de todos os acontecimentos, passado, presente com vistas ao futuro.

Agora, neste 2019, é a Linha do Tempo a comemorar 28 anos da criação do Teatro Estadual de Araras a homenagear a Orquestra de Sopros e o Álbum, o qual permitiu contar em linhas a trajetória dos 140 anos de envolvimento musical e artístico, numa cidade que já despontava vocacionada a arte e, claro, o Maestro Francisco Paulo Russo que legara o nome ao Teatro e a Orquestra. Assim três homenageados numa mesma linha: Maestro, Orquestra e Álbum.

O tempo, nessa linha idealizada pelo jovem Daniel, insiste, persiste e não desiste em abrir gavetas.  Futuro esperançoso, numa geração que já desponta em notas e pautas, seguindo passos firmes e seguros o sonho iniciado há mais de um século, quando um jovem de 16 anos emprestava seu dom e talento ao município que nascia musical em seu cerne.  


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A Orquestra de Sopros também faz o convite via facebook, aqui registrado



sábado, 23 de setembro de 2017

ÁLBUM DAS BANDAS EM SEUS BASTIDORES

Texto de Inajá Martins de Almeida




Nelson Martins de Almeida dedica horas intermináveis a compor, aquele que viria ser o Álbum das Bandas de Araras.

Precisar o início, quem sabe, pois que o Álbum de Araras, edição 1948 (foto) traz matéria sobre a manifestação cultural em torno da música, teatro, literatura que envolvia a cidade que já se apresentava como celeiro para o culto às artes. 

Adentro o texto e vejo meu pai compenetrado em seu trabalho artesanal. Cola textos de jornais, fotos; acrescenta outros tantos, esboça opiniões e pareceres. É o grande campeonato nacional em concurso de bandas que lhe motiva nova obra - esta demora anos a ser editada, mas acontece. Percorre tempo que se cobra - 1977 / 2017 (quarenta anos que se pode contar).


Anos de dedicação presenciamos nossos pais. Matilde com o músico Carlos Viganó, eu Inajá com Nelson Martins de Almeida, meu pai. Pudemos então viver intensamente todos os momentos. Enquanto muitos ouviam falar, nós ocupávamos os bastidores, quiçá algumas vezes o palco; quantos valiam-se das plateias aos aplausos acalorados. [o "boneco" fora manuseado, estudado, digitado em computador, até sua impressão em 2017]  





Capa original quando do "boneco", completamente modificada em sua edição final.

A Banda Campeã em seu uniforme se deixa fotografar na praça Barão de Arary - foto histórica de 1977











Colhíamos lembranças, testemunhas oculares, mal supondo o tempo nos reservar adentrarmos o cenário em que nossos pais tão bem versavam. Assim, aos poucos fomos nos acostumando com o legado. De um lado, o esboço do Álbum, guardado entre outros tantos. De outro, o protagonista que vivenciara as mais eloquentes expectativas a cada conquista no embate musical. 


[contra capas CD 1977  - Banda Campeã Nacional]     
  

Se, de um lado um, Carlos Viganó, em campo alavancava aplausos e comentários efusivos ante as apresentações, de outros, Nelson Martins de Almeida, ocupava-se dos apontamentos, guarda dos registros, formatação do “boneco” para edição futura.

Os protagonistas não alcançaram o livro editado, entretanto, de posse de todo o material os registros participavam da dinâmica que a história apresenta e clamavam pelos acontecimentos durante os anos que avançaram em novos fatos.

No primeiro instante a timidez fez com que parássemos a projetar o sonho de dois idealistas pela arte – Carlos e Nelson – e motivadas por tantos acontecimentos que nos víramos envolvidas – a criação da Escola de Música “Carlos Viganó, já vislumbrada pelo Maestro Francisco Paulo Russo a formar plêiades de jovens músicos nos idos 1909; a homenagem pelos 100 anos de Carlos Viganó; a passagem de Corporação para Orquestra de Sopros, todos esses fatores, ainda mais alguns músicos remanescentes de 1977 em nosso convívio, deram subsídios para avançar em pesquisa. E as páginas puderam suceder uma a uma e alcançar a marca de 200 (duzentas), entre registros, fotos, lembranças memoriais e imemoráveis.


Assim, nesse breve encontro, podemos afirmar que vivemos intensamente esses bastidores que, desde a ideia, uma  conversa informal entre nós primas e co-autoras do Álbum, até a sua concretização, imaginamos uns cinco anos de muito prazer, envolvimento e comprometimento. 

Agora podemos afirmar que o Álbum vive em nós. 

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

ÁLBUM DAS BANDAS DE ARARAS NA BIBLIOTECA DA CÂMARA

A Câmara Municipal de Araras recebeu na tarde da última, terça-feira (12/09/2017), um exemplar do livro ‘Álbuns das Bandas de Araras’, das coautoras, Inajá Martins de Almeida e Matilde Aparecida Salviato Viganó, respectivamente filha e sobrinha do autor e historiador, Nelson Martins de Almeida, que havia deixado o livro praticamente pronto, antes de falecer em 2012.
O livro foi lançado no último dia 26 de agosto na Biblioteca Municipal ‘Martinico Prado’ e contou com a presença de um grande público, vereadores e autoridades. A obra retrata a origem de todas a bandas de Araras e detalha a conquista da Corporação Maestro ‘Francisco Paulo Russo’ do 1º Campeonato Nacional de Bandas, promovido pelo MEC – Ministério de Educação e Cultura e Funarte – Fundação Nacional de Artes – nos estúdios da Rede Globo no Rio de Janeiro, em 1977. Por este feito histórico, a Corporação foi homenageada no dia 20 de julho deste ano em sessão solene promovida pela Câmara Municipal de Araras, a pedido do presidente do Legislativo, o vereador Pedro Eliseu Sobrinho (DEM).  
O exemplar foi entregue ao diretor de comunicação, o jornalista Nilsinho Zanchetta e ao historiador e responsável pela biblioteca da Câmara Municipal de Araras, Andrei Campanini. “Receber esta preciosidade das mãos das coautoras é motivo de muito orgulho, é um livro com histórias incríveis, enriquecedoras e que muito valoriza a história da nossa querida cidade de Araras”, declara Zanchetta.
Para o historiador Andrei Campanini, a obra vai enriquecer ainda mais o acervo da biblioteca. “O livro eterniza a história das nossas bandas, valoriza os personagens de nossa cidade e mantém a história viva, com certeza a biblioteca ganha muito com este presentão”, relata Campanini.
As coautoras Inajá e Matilde disseram que estão extremamente felizes com a homenagem e a repercussão do livro. “Gostaríamos muito de agradecer a homenagem feita pela Câmara Municipal a nossa querida Corporação, foi emocionante, ficará eternamente em nossas memórias, quanto ao livro, realmente ficou muito lindo e informativo, valeu a pena todas as pesquisas feitas, as fotos históricas que conseguimos para ilustrar o livro e o mais satisfatório de tudo isso é a aceitação do público, que tem gostado e nos procurado para adquirir os exemplares”, contaram.
Quem quiser adquirir um exemplar do livro ‘Álbum das Bandas de Araras’, basta entrar em contato com as coautoras pelos telefones: 3352-8609 ou 98105-4488. A obra custa R$ 60.00. 

Com informações da Diretoria de Comunicação da CMA

http://www.araras.sp.leg.br/biblioteca-da-camara-municipal-de-araras-e-presenteada-com-o-livro-lbum-das-bandas-de-araras/7205


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Jornal Opinião registrou o momento em sua edição de 14/09/2017, conforme registro para este Blog - capturada foto via facebook


http://jornal.grupoopiniao.com.br/biblioteca-da-camara-e-presenteada-com-o-livro-album-das-bandas-de-araras/

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

ÁLBUM DAS BANDAS DE ARARAS - NOTÍCIA CÂMARA

Vereadores participam do lançamento do livro ‘Álbum das Bandas de Araras’ na Biblioteca Municipal Martinico Prado


Os parlamentares Anete Monteiro dos Santos Casagrande (PSDB), Eduardo Elias Dias (PHS) e o presidente da Câmara Municipal de Araras, Pedro Eliseu Sobrinho, participaram na noite de sábado do lançamento do livro ‘Álbum das Bandas de Araras’ na Biblioteca Municipal ‘Martinico Prado’, de autoria do saudoso historiador Nelson Martins de Almeida e das coautoras Inajá Martins de Almeida e Matilde Aparecida Salviato Viganó, respectivamente filha e sobrinha do autor.
O evento contou também com a presença do secretário municipal de Ação Cultural e Cidadania, João Marcelo Franchozza, do diretor de Cultura, Jonas Bueno, do secretário municipal de Comunicação, Douglas Gonzaga e de um grande público que se emocionou e aplaudiu de pé ao recordar os grandes momentos das bandas de Araras, por meio de fotos que foram exibidas em um telão e das músicas apresentadas pela atual ‘Orquestra de Sopros de Araras’ regida pelo brilhante Maestro Marco Antônio Melinski.
Inajá Martins de Almeida e Matilde Ap.Salviato Viganó
Durante o discurso, o presidente da Câmara Municipal, Pedro Eliseu Sobrinho, elogiou a iniciativa do saudoso historiador Nelson Martins de Almeida, que faleceu em 2012, por eternizar à história das bandas em um livro e parabenizou a filha do historiador, Inajá Martins de Almeida e a sobrinha Matilde Aparecida Salviato Viganó pela conclusão e o lançamento da obra. “Hoje é um momento histórico para a nossa cidade com o lançamento deste livro, que permitirá a todos nós a possibilidade de recordar grandes momentos de nossas vidas, Araras sempre foi uma referência pelas grandes bandas que aqui surgiram, por ser a primeira cidade a libertar os escravos, por ser a cidade das árvores, cidade encantamento e por ter sido muitas vezes uma cidade modelo”, declara Pedro Eliseu, que já havia homenageado a ‘Corporação Maestro Francisco Paulo Russo’ em sessão solene realizada no dia 20 de julho na Câmara Municipal de Araras, pelos 40 anos da conquista do 1º Campeonato Nacional de Bandas de Música realizado na sede da Rede Globo, no Rio de Janeiro, em 1977.
O livro
O Álbum das Bandas de Araras pode ser dividido em duas fases, a primeira entre 1879 até 1977, retratando a origem de todas a bandas de Araras, a segunda, os anos que seguiram o pós-campeonato nacional até a configuração da banda a se transformar em Orquestra de Sopros de Araras ‘Maestro Francisco Paulo Russo’.
A cidade de Araras, desde 1879, sempre teve bandas tradicionais, que fizeram sucesso e a alegria da população. Em 1905 o maestro Pusoni criou a Banda Carlos Gomes que passou a ser regida pelo Maestro Francisco Paulo Russo. Essa banda foi considerada a melhor do interior paulista.
Em 1922 participou das comemorações do Centenário da Independência do Brasil em São Paulo. Nessa ocasião o maestro Paulo Russo conquistou o 1º lugar na classificação geral das Bandas e recebeu do povo de Araras uma batuta de ébano e ouro em reconhecimento. Após 1930, a Banda contou com a regência dos maestros Hugo Montagnolli, Barbosa de Brito e Benedito de Moraes.  
Em 1971, com o apoio da Prefeitura Municipal de Araras, a Corporação Musical foi reorganizada e assumiu então a regência o Maestro Alfredo Pelegatta. Foram muitos títulos conquistados até 1976, quando se sagrou campeã estadual do concurso de bandas, promovido pela Secretaria de Promoção Social do Estado de São Paulo, passando então a concorrer ao título de banda campeã nacional no ano seguinte.
Em 1977, teve início o 1º Campeonato Nacional de Bandas, promovido pelo MEC – Ministério de Educação e Cultura e Funart – Fundação Nacional de Artes – quando a Corporação participou de três eliminatórias que foram gravadas nos estúdios da Rede Globo no Rio de Janeiro.
A banda ararense participou com as músicas Walkiria, Suíte Nordestina, Newton, Num Mercado Persa, Moça/Progresso, Hei de Vencer, Cantos Nordestinos e Seleção nº 1. Em todas as apresentações a Corporação foi agraciada com a nota máxima.
Na final, conseguiu o feito histórico ao conquistar o título derrotando na final bandas tradicionais da Bahia, Pernambuco e Minas Gerais. A banda ararense apresentou as músicas Bento Barbosa de Brito, Velho Titão e Os Mendigos, recebendo nota 10 de todos os jurados presentes no evento.
Após a conquista, os integrantes da banda “Maestro Francisco Paulo Russo” seguiram para Brasília onde fez uma apresentação no Ginásio de Esportes Presidente Médici, emocionando um público de mais de 15 mil pessoas presentes no evento, inclusive o excelentíssimo presidente da República na época, o General Ernesto Geisel e outras autoridades. Na oportunidade o Maestro Alfredo Alexandre Pelegatta recebeu das mãos do então presidente, o troféu Paulo Roberto da Sociedade Brasileira de Artes, Cultura e Ensino. Após todas essas conquistas, a banda foi recebida em Araras com muita festa e alegria, desfilando em carro aberto pelas ruas centrais da cidade.
Em 1993 a Corporação teve a regência do maestro Luiz Carlos Morgili. Em 1994 assumiu o Maestro Marco Antônio Melinski, que ainda comanda a Orquestra de Sopros de Araras “Maestro Francisco Paulo Russo”, que conquistou títulos importantes nos anos de 1996, 97, 98, 99 e 2000. Em 2005 conquistou o 1º lugar no concurso de bandas “Zequinha de Abreu” na cidade de Santa Rita do Passa Quatro.


domingo, 3 de setembro de 2017

ÁLBUM DAS BANDAS DE ARARAS - Noite de Autógrafos


Noite de autógrafos

No último sábado (26.08.2017) aconteceu o lançamento do livro Álbum das Bandas de Araras, [autoria do jornalista e historiador Nelson Martins de Almeida] na Biblioteca Martinico Prado. As [coautoras] Inajá Martins de Almeida e Matilde Viganó receberam amigos e convidados para uma noite de autógrafos da obra. O evento ainda contou com a apresentação da [Banda "Maestro Alfredo Alexandre Pelegatta], que tem sua história contada noÁlbum. Confira!


Jornal A Tribuna do Povo - Araras

Nota: imagens capturadas, algumas alterações necessárias, postagem a critério da coautora  Inajá Martins de Almeida, para este blog

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FOTOS 


Biblioteca Martinico Prado
Estantes e livros emolduram o espaço. Brilho nos olhos, atentam ao espetáculo que se apresenta. A noite era para ser de autógrafos, mas o que se pode ver foi além das expectativas. A Banda "Maestro Alfredo Alexandre Pelegatta", sob a regência do Maestro Marco Antonio Meliscki, deu a tônica e a todos envolveu numa sonoridade que se deixava evadir janela afora, adentrando a bela praça iluminada. Noite inesquecível, marcara mais uma conquista para a cidade de Araras, agora o Álbum das Bandas de Araras, idealizado pelo historiador Nelson Martins de Almeida e formatado pelas coautoras - Inajá Martins de Almeida (filha) e Matilde Ap. Salviato Viganó (sobrinha) 
  

Jovens alunos da Escola de Música "Carlos Viganó", integrantes da Banda "Maestro Alfredo Alexandre Pelegatta", em grande estilo. A todos os convidados envolveu num clima de musicalidade, dinamismo, entusiasmo e competência. É a plêiade de jovens músicos vislumbrada pelo Maestro Francisco Paulo Russo ao raiar do século XX. Decorridas as décadas, adentramos século e podemos perceber que os jovens se renovam, maestro Meliscki ostenta a batuta em nada comprometendo o trabalho iniciado por aquele visionário, que deixara a Itália e escolhera a cidade de Araras para emprestar seu talento, fazer escola, deixar brilhante legado às gerações vindouras. O Álbum das Bandas de Araras vislumbra em suas páginas o mérito incontido desse que deixou a História das Corporações de Araras mais enriquecida, quando o futuro em aberto contará outras tantas histórias que se pode escrever a partir desse dia 26 de agosto de 2017, quando o Álbum das Bandas de Araras, fora entregue à municipalidade ararense, pelas coautoras Inajá Martins de Almeida e Matilde Ap.Salviato Viganó.
      

Maestro Marco Antonio Meliscki entrega a batuta ao músico e também regente André, que dá show de harmonia, a demonstrar as facetas que se pode impor à música...


As coautoras Inajá Martins de Almeida e Matilde Ap.Salviato Viganó em noite de Autógrafos 
As coautoras autografam para o músico João Vieira remanescente da Banda Campeã de 1977 e ativo na Orquestra de Sopros Maestro Francisco Paulo Russo, na atualidade - 2017. Os primos Marcelo e a filha Maria Clara, atentam aos movimentos. Presença significativa.


Maria Clara, conversa com a tia, envolvida com o belo acontecimento, para a sua pouca idade - 6 anos. Sobrinhos e primos das coautoras, aguardam o registro autográfico que perpetuará o momento para a posteridade - Marcia, Angélica, Marcelo 




O jornal A Tribuna do Povo registrou o momento, ao que pudemos incorporar estas fotos de Cristiano Leite neste espaço

http://www.tribunadopovo.com.br/album-das-bandas-de-araras-260817/




quarta-feira, 30 de agosto de 2017

DOCUMENTÁRIO ÁLBUM DAS BANDAS DE ARARAS É LANÇADO PARA A POPULAÇÃO



Evento foi realizado na noite do último sábado (26.08.2017)






Foi lançado, no último sábado (26), na Biblioteca Municipal Martinico Prado, o documentário Álbum das Bandas de Araras. O documentário escrito por Nelson Martins de Almeida, teve a coautoria de Inajá Martins de Almeida (filha de Nelson) e Matilde Aparecida Salviatto Viganó (sobrinha do autor).




O livro conta a história das bandas ararenses entre 1879 e 2015, com destaque para a conquista nacional no Concursos de Bandas, em 1977. As coautoras, fizeram o trabalho de pesquisa entre 1977 e 2015 e demoraram cinco anos até a conclusão final da obra.





https://www.youtube.com/watch?v=OOwqJyvlVHo&feature=youtu.be

http://reporterbetoribeiro.com.br/documentario-album-das-bandas-de-araras-sp-e-lancado-para-a-populacao/





quinta-feira, 24 de agosto de 2017

LANÇAMENTO ÁLBUM DAS BANDAS DE ARARAS - 26/08/2017



Lançamento do Livro "Album das Bandas de Araras acontece neste sábado

Evento será realizado na Biblioteca Municipal "Martinico Prado" a partir das 19h30



Neste sábado (26), a Biblioteca Municipal “Martinico Prado” irá receber o lançamento do livro “Álbum das Bandas de Araras”, a partir das 19h30.  A obra literária conta a origem das bandas do município, com destaque para a Corporação Musical Maestro Francisco Paulo Russo, que comemora os 40 anos de sua maior conquista, campeã nacional do concurso de bandas em 1977. A autoria é de Nelson Martins de Almeida e coautoria de Inajá Martins de Almeida (filha) e Matilde Aparecida Salviato Viganó (sobrinha).

Anderson Candico - Secom

http://araras.sp.gov.br/noticias/19259

sábado, 12 de agosto de 2017

sábado, 22 de julho de 2017

TV OPINIÃO ENTREVISTA - ÁLBUM DAS BANDAS DE ARARAS


No dia 12 de julho de 2017, a TV Opinião em seu canal para a cidade de Araras e região, levou ao ar entrevista de Lucas Neri, com as co-autoras do Álbum das Bandas de Araras.


Trinta minutos de envolvimento histórico/cultural em que os telespectadores puderam acompanhar vasto material sobre aquele que já pode ser considerado como o documentário histórico o mais completo sobre as bandas (corporações musicais) na cidade de Araras.

A entrevista fora coroada por diálogos interessantes em que o apresentador fora extremamente inspirado quando referencia as entrevistadas e co-autoras do Álbum das Bandas, como as "Filhas da História".

O lançamento acontecerá no dia 26 de agosto as 19h30, na Biblioteca Municipal de Araras.


Muito bom o momento. 



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postagem Inajá Martins de Almeida


sexta-feira, 14 de julho de 2017

ÁLBUM DAS BANDAS DE ARARAS

LIVRO CONTA HISTÓRIA DAS BANDAS DE ARARAS

Inajá Martins de Almeida - 
artigo publicado na Tribuna do Povo em 29/04/2017 - caderno Espaço Arte

2017 - No ano em que a Corporação Musical “Maestro Francisco Paulo Russo” comemora 40 anos de sua conquista máxima – Campeã Nacional em Concurso de Bandas / 1977 – a municipalidade ararense é premiada com a edição do Documentário Histórico das Bandas de Araras, o mais completo Álbum editado, dentro do município.
Nelson Martins de Almeida – Historiador – editor do Álbum de Araras em 1949, novamente se faz presente. Falecido em 2012, aos 94 anos, deixa o Álbum, e a maior parte do seu conteúdo.

Previamente esboçado, sete capítulos, como sete notas musicais que, em sons melódicos e harmônicos compõe uma sinfonia, é o Álbum das Bandas a delimitar os primórdios das primeiras manifestações musicais no final do século XIX, numa sequência cronológica a partir de 1879. 

As primeiras décadas do século XX se vêem envolvidas por fatos marcantes que a História registraria. Era o ano de 1922. Os festejos do centenário da Independência do Brasil levariam

o Maestro Francisco Paulo Russo e sua Corporação Musical Carlos Gomes conquistar o primeiro prêmio para Araras, competindo com outras bandas na capital paulista.  

As décadas se compõem; os registros guardam informações sobre os anos que antecedem a grande premiação. Agora no cenário o Maestro Francisco Paulo Russo cede a batuta ao seu discípulo Maestro Alfredo Alexandre Pelegatta, que, em momento algum lhe trairia a entrega.

Os capítulos, são eles que se harmonizam, registram a história de cento e trinta e seis anos de manifestações bandísticas na cidade, apontam Bandas, Conjuntos e Orquestras através dos tempos. Conquistas, premiações e homenagens adentram o cenário quando a referenciar maestros que para Araras conquistaram títulos: Francisco Paulo Russo em 1922 e Pelegatta em 1977; músicos homenageados pela conquista máxima, pelos anos em atividade; músicos em atividade.
  
A contar a criação e entrega da Lira, em praça pública, em 1980, quando a homenagem se fez de todos os munícipes aos músicos que de forma tão brilhante, receberam da crítica musical os mais elogiosos comentários. E como é bom rememorar:

- “Capacidade de domínio instrumental”, dizia Alceu Boschino;

- ”Maior nível técnico em banda que se viu no Brasil... É realmente uma sinfônica”, desta vez o Maestro Julio Medaglia.

E seguimos. Compassados, ritmados seus capítulos e eis que somos surpreendidos por fragmentos biográficos dos maestros eméritos que elevaram Araras a patamares nacionais – Francisco Paulo Russo (1922), Alfredo Alexandre Pelegatta (1977); músicos inspirados e inspiradores como o foram Hugo Montagnolli e família, Luiz Carlos Morgili, José Barbosa de Brito, Carlos Viganó e Marco Antonio Meliscki  que, jovem, reconhece a conquista do campeonato nacional, ingressa na corporação, sem imaginar que o futuro lhe reservaria a batuta. Ademais, sua jovialidade, modernidade e profundo conhecimento e comprometimento musical configura a Banda caráter orquestral e a transforma em Orquestra de Sopros Maestro Francisco Paulo Russo.

Antonio Carlos Gomes que durante longo período emprestara o nome a Corporação em município ararense não se faz esquecido pelo autor/historiador, quando dos apontamentos; como Corporação Musical “Carlos Gomes”, sagra-se campeã na capital paulista, nas festividades em 1922.  

Assim é que o Álbum das Bandas de Araras pode ser dividido em duas fases: a primeira entre 1879 até 1977; a segunda, os anos que seguiram o pós-campeonato nacional até a configuração da Banda a se transformar em Orquestra de Sopros de Araras “Maestro Francisco Paulo Russo” em 2013.

As organizadoras, co-autoras e primas, em parentesco familiar, Inajá Martins de Almeida (filha do Historiador) e Matilde Ap.Salviatto Viganó (filha do músico Carlos Viganó), decorridos os anos entre a conquista e a atualidade, puderam avançar em pesquisas, entrevistas, fotos, fatos curiosos.

A Escola de Música “Carlos Viganó”,  vislumbrada por  um dos jurados, durante as fases eliminatórias, há quatro décadas, concretiza-se em 2013.

Era o músico flautista Celso Woltzenlogel,  emocionado, pois, diante dele,  estava 
- “uma banda que poderia cumprir perfeitamente o papel de uma escola de música em Araras”.

Era também o sonho do maestro Paulo Russo a se concretizar.

Batalhador, este, incansável, desde os primórdios do século XX, criava curso para piano, arregimentava jovens para compor bandas diversas, transformava adolescentes em verdadeira plêiade de músicos os quais, em tempos modernos, vêem no legado a continuidade de um a inspirar outros tantos.

Cria-se então a Escola de Música Carlos Viganó,  com o objetivo de formar músicos para as corporações vindouras.

Assim é que, não há como separar o Álbum de seus personagens, protagonistas que enredaram o tecer dos registros elencados,destas co-cooperadoras da obra, testemunhas dos bastidores.


Se de um lado o escritor/historiador Nelson Martins de Almeida (foto) entre registros, apontamentos e notas amealhou toda a gama de informações possíveis para compor este trabalho, de outro, Carlos Viganó, veterano em atividade bandística, pode ultrapassar décadas,  aprender com seus maestros, ousar a batuta, fazer escola, emprestar o nome à Escola e ao Álbum das Bandas, em uníssono a tantos nomes que o compõe – separação impossível.




E, num momento festivo, nestes quarenta anos decorridos entre 1977 e 2017, as organizadoras entregam a obra que demandou anos de pesquisa, paixão e envolvimento, como num concerto a quatro mãos harmoniosamente executado.

Legado este que se espera continuidade de propósito, uma vez que o trabalho há que se perpetuar através dos que a frente segue.

Que a este breve encontro outros tantos possam vir somar, porque ao leitor o cenário se mantém aberto. Gavetas possam ser abertas. Caminhos outros possam ser percorridos. Porque a História não se permite ponto final. Cabem-lhe as reticências.

A nós, até aqui pudemos chegar e ao entregar este Documentário Histórico sobre as Bandas de Araras em forma de álbum, também podemos nos expressar:

“vivemos o Álbum, durante todo esse tempo, em sua plenitude, agora o Álbum, não há como negar, vive em nós”.

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As Organizadoras

INAJÁ MARTINS DE ALMEIDA


Nasceu em Rio Claro em 1950, momento em que o pai Nelson Martins de Almeida editava o Álbum de Rio Claro. Na capital paulista faz seus primeiros estudos e, na adolescência, junto aos pais e irmão, volta a residir no interior; desta vez Araras e São Carlos; nesta última gradua-se em Biblioteconomia e Documentação, título este que lhe facultaria desenvolver inúmeros trabalhos, em bibliotecas públicas, privadas e universitárias. Os livros a levariam a projetos de implantação de bibliotecas e às salas de aulas em dias atuais.   O gosto e o prazer por livros, leitura, música e artesania, vieram pelos pais que desde cedo a conduziria às linhas – dos livros – pelo pai; das agulhas, pela mãe Dalila Salviato de Almeida, ambos nascidos em terras ararense.
A música lhe fora incutida desde o ventre materno, quando o pai, hábil e amante da divina arte, envolvia a bebê em enlevos musicais. E crescia a menina a se aplicar ao piano, estudo que por algum tempo lhe faz conhecer o universo da teoria, dos compassos, das melodias a dedilhar, ora ao violão, ora ao piano e teclado. Mas não lhe tornaria estudante regular: entre idas e vindas não se completou o estudo, mas jamais a fez apartar do instrumento, piano digital, que arrisca em manter presente, dando-lhe como hobby. A música lhe presentearia o filho David, a nora Patrícia – Musicoterapeutas – a neta Rafaela. Na editoração, seus primeiros passos quando a organizar, junto à prima Matilde este ensaio em forma de documentário histórico, que o pai a ela deixa como legado maior por uma existência entre livros, história e memórias que o tempo perpetua em edição.       

MATILDE APARECIDA SALVIATO VIGANÓ


Nasceu em Araras, em 15 de outubro de 1955. Filha de Carlos Viganó e Olga Salviato Viganó. Formada em Ciências Sociais, com especialização em Sociologia. Trabalhou durante 25 anos na Prefeitura Municipal de Araras.
Não exerceu a profissão de Socióloga, mas sempre aplicou seu conhecimento em suas atividades profissionais, em trabalhos voluntários.
 Hoje, aposentada, tem seu tempo dividido entre trabalhos voluntários e estudo de música. No trabalho voluntário, procura ajudar com trabalhos manuais – tricô e crochê, arte manual que aprendeu com sua mãe.
Cresceu ouvindo seu pai tocar. Estudou violão clássico por 7 anos, depois teclado. Passou o tempo, e desde 2014 voltou estudar música, agora piano, instrumento encantador que preenche  momentos livres.

O encontro com a prima Inajá lhe fora interessante e desafiador. As duas tinham algo em comum: o parentesco próximo, o envolvimento com a divina arte, os pais. De um lado, o pai, Carlos Viganó e seu longo percurso na arte bandística em Araras, de outro lado o tio, Nelson Martins de Almeida, Historiador de Araras, que parte aos 94 anos, mas deixa inédita obra sobre as Bandas da cidade de Araras. Pronto, formava-se assim dueto que, em uníssono passam a organizar e co-autorar – o Álbum das Bandas de Araras – Documentário Histórico.

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Artigo de Inajá Martins de Almeida, publicado no Jornal Tribuna do Povo - caderno  Espaço Arte em 29 de abril de 2017 - jornalista Rebeca Petrucci



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