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sexta-feira, 9 de setembro de 2022

A MUNICIPALIDADE ASPIRA O RETORNO DA LIRA NA PRAÇA BARÃO DE ARARAS

 Neste dia 9 de setembro de 2022, a rede social facebook noticia a solicitação da sra. vereadora Elaine Brambilla, para que o executivo municipal desta cidade de Araras, cumpra o desejo popular em ver seu monumento restaurado e erigido novamente na praça Barão de Araras, uma vez que há muito fora alvo de vândalos que o furtaram daquele espaço. 

Bela iniciativa, ao que aguardamos com muito carinho as providências necessárias.



toque na foto para visualizar a imagem em tamanho maior

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Para este blog, pudemos capturar a mensagem desta data, assim como resgatar alguns comentários relevantes.

Realmente, infelizmente nesses últimos anos, pudemos perceber um descaso em preservar a memória, a história que fora construída com muita luta e sacrifício.

Muito bem colocadas as palavras que faço questão em ressaltar.



De nossa parte, Matilde e Inajá, em memória de nossos pais, músico e historiador, jamais deixaremos de lutar pela preservação da memória, que é nosso grande e inigualável patrimônio, ao mesmo tempo em que agradecemos o apoio por parte do órgãos públicos - executivo e legislativo.  


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fonte: facebook página Elaine Brambilla

capturas de imagens e postagem por Inajá Martins de Almeida

data 09/09/2022

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quinta-feira, 18 de julho de 2013

MEMORIAL DE ARARAS POR NELSON MARTINS DE ALMEIDA

APRESENTAÇÃO

A razão de nossos escritos sobre a História de Araras, município, em que tivemos a ventura de nascer, está em que nos achamos empenhados, há vários anos, na compilação e pesquisa dos fatos esparsos que a compõe e, que vem sendo compilado neste blog, como fonte de registro e resgate histórico. 

Seguindo a um conselho do saudoso prefeito Francisco Graziano, em cuja gestão tivemos a oportunidade e a honra de escrever e lançar o ÁLBUM DE ARARAS, ed. 1949. (Nelson Martins de Almeida e Mamede de Souza) 

Após intensas pesquisas na Biblioteca Municipal de Araras, e outras fontes a que tivemos acesso, passamos a pesquisar junto aos próprios livros de atas da Câmara Municipal, onde fomos “fuçar” em velhos papeis e amareladas pagina manuscritas, tudo o que os nossos antigos fizeram em prol desta comunidade que hoje se orgulha de sua modelar e organizada urbe.

O livro de atas mais antigo que então encontramos havia sido o de 1892, e demos inicio à nossa perquirição histórica, transportando-nos para aqueles idos do pioneirismo heroico de nossos ancestrais, empolgando-nos com a magnitude de seus gestos de trabalho abnegado e desprovido de qualquer compensação material, mas sempre visando o bem da coletividade do burgo incipiente, e do seu desenvolvimento gradativo.

Ora, o gesto magnânimo de seus fundadores – Bento de Lacerda Guimarães e José de Lacerda Guimarães – doando as terras para o Patrimônio; depois a comissão camarista trabalhando ativamente para a construção de um templo majestoso a ser erguido na imensa praça descampada; os médicos abnegados a combater as epidemias, as febres de mau caráter e fundando a sua santa casa de misericórdia; os heroicos pioneiros da imprensa a enfrentar, no seu idealismo puro, as intempéries de omissão, do descaso e da ignorância, os fundadores de fazendas, plantadores de cana-de-açúcar, da mandioca e do café, que vieram a enriquecer a Nação; os rasgadores de sertões implantando trilhos de aço das estradas de ferro que fomentaram o progresso e trouxerem aos campos a civilização contemporânea.

Havíamos, pois, partido em nossas pesquisas, do livro de 1892; mas, refletindo sobre que o município se instalava a 07 de Janeiro de 1873, ou seja, dezenove anos antes, voltamos a uma procura mais intensa nos velhos arquivos, até que, finalmente, encontramos os almejados livros anteriores, inclusive o primeiro livro de atas, iniciado em 1873.

Somos de parecer que estes livros são históricos, e deveriam estar aos cuidados da Biblioteca Municipal, pois que transcendem ao interesse dos próprios vereadores e da Câmara, para se situarem como uma relíquia pode ser preservada pela própria Biblioteca.

Durante anos, nas horas ociosas, fizemos as nossas pesquisas, uma luta contra o tempo, já que precisávamos viver e, não poderíamos nos fixar apenas neste trabalho, para o qual ninguém nos remunera. E, quanto mais nos aprofundávamos em nosso mister, apesar das restrições caseiras pelo nosso diletantismo, o nosso “hobby” de nenhuma compensação material, mas sumamente espiritual, no silêncio de nossa sala de trabalho, frente a maquina de escrever, íamos nos empolgando cada vez mais com a riqueza dos acontecimentos esparsos, esquecidos entre os arquivos nunca lembrados.

E foi assim que descobrimos fatos interessantes que a maioria dos conterrâneos ararenses desconhece e enriquecemos, sobremaneira com novos fatos aqueles que poucos conhecem. Isto nos possibilitará dar nova dimensão a História de Araras, de que se servirão os ararenses de hoje, e, os vindouros, interessados em melhor conhecer a formação desta cidade.

Estes conhecimentos, que passamos a ter através das documentações pesquisadas, aliados aos que já trazíamos de nossos trabalhos anteriores que, desde 1948, vimos fazendo para esta cidade, nos possibilitaram apresentar a Prefeitura Municipal, quando assessor de imprensa, um trabalho pessoal de que nos orgulhamos: o levantamento da nomenclatura das ruas de Araras.

Desse trabalho, chegamos a conclusão de que mais de 100 vias publicas estavam sem nomes, identificadas apenas por números ou letras, como eram os casos dos bairros Jardim Candida, Jardim Fátima e outros.

Apresentamos um trabalho com mais de 100 nomes de vultos ararenses, esquecidos no tempo, mas legendários na História, pelo que fizeram em prol de sua comunidade, a sua época.

Vultos como: Olympio Portugal, o primeiro cientista a aplicar o soro antiofídico no Brasil; Clementino Canabrava, autor de varias proposições; Ascânio Villasboas, que tanto trabalhou para a implantação da iluminação publica de Araras, ao tempo dos românticos lampiões a querosene.

Neste trabalho, os nomes foram apresentados, seguindo-se ligeiros traços de sua atuação que os justificavam.

Nelson Martins de Almeida
Historiador

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Documento este resgatado em 17 de julho de 2013 e transcrito para este blog. 
Pressupõe-se que fora redigido entre os anos de 2005/2006

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