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sexta-feira, 21 de junho de 2024

47 ANOS DA GRANDE PREMIAÇÃO NACIONAL CONCURSO DE BANDAS DE MÚSICA - 1977 / 2024

 

Corporação Musical Maestro Francisco Paulo Russo - 47 anos nos distanciam da grande conquista nacional no concurso de bandas de música. 

Motivo de júbilo para nossa cidade de Araras.

Registros que permanecem vivos na história da cidade de Araras, a qual detém o título inédito em concurso de Bandas de Música.

Nossa Corporação é consagrada a Banda de Todas as Bandas.  


Grandioso espetáculo realizado no Ginásio de Esportes de Brasília aos 20 de junho de 1977 - numa manhã clara de sol.
A foto registra a magistral regência do Maestro Alfredo Alexandre Pelegata, à frente dos seus músicos campeões. (clique sobre a foto) 

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Inesquecível 1977. Premiação Nacional máxima. Uma história que o tempo jamais apagará, registrada nas 200 páginas do Álbum das Bandas de Araras.

 Edição 2017, ricamente ilustrado, farto em pesquisa, a qual demandou anos de labuta, tanto pelo autor e historiador Nelson Martins de Almeida, quanto pelas coautoras Inajá Martins de Almeida e Matilde Aparecida Salviato Viganó, primas e filhas da história, as quais puderam, desde tenra idade, acompanhar os bastidores dos pais Nelson e Carlos Viganó, até os seus 94 e 87 anos, respectivamente, estes que respiraram história e música e nós, como herdeiras desse rico patrimônio, conquistamos o direito de fazê-lo nosso e avançar.

 Assim é que eternamente permanecerão em nossas lembranças e projetos, pois que a história ainda nos permitirá muitos feitos dignos de registro, uma vez que estes não se esgotam e ainda permanecemos na ativa, sempre, com mais e mais vigor para contar. 

Parabéns eternos músicos e familiares pelos 47 anos da grande conquista nacional. 





No dia 20 de junho de 1977, sob a regência do Maestro Pelegatta, a Corporação Musical Maestro Francisco Paulo Russo, obtém o 1º lugar no Concurso Nacional de Bandas, quando então a TV Globo, Rio de Janeiro, em transmissão nacional, consagra-se Campeã do Brasil.

Os confrontos musicais, em caráter de competição, realizados semanalmente, com transmissão a cada domingo pela Rede Globo, duas bandas de cada vez, exibindo seus repertórios, entusiasmaram a todos que tiveram oportunidade de ouvi-las.

As pontuações iam sendo gradativamente somadas, com a representação de Araras, alcançando as notas máximas que, por certo, a levaria à conquista final. O que realmente aconteceu.


Competiram, e foram classificadas, as Bandas:

1º) Corporação Maestro Francisco Paulo Russo - Araras / SP

2º) "Filarmônica XV de Novembro Cabense - cidade do Cabo / PE

3º) "Filarmônica 25 de Março - de Feira de Santana / BA

4º )"Filarmônica Visconde do Rio Branco - Belo Horizonte / MG



 
Nossa Banda é campeã nacional. Esta fora a geração, que com brilhantismo alargou as fronteiras da cultura, do conhecimento das artes. Esta fora a geração "audaciosa" e "atrevida" da conquista e dos registros das memórias em álbuns musicais - edições em discos - e, no presente, este documentário histórico das Bandas de Araras.
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Momento histórico dos campeões na Praça Barão de Araras.
Os músicos campeões, em seus uniformes caqui, posam para foto, ao lado do obelisco.
Tendo como pano de fundo a fonte luminosa, o público ararense pode acompanhar o riquíssimo repertório vencedor na execução impecável dos músicos integrantes da Corporação Musical Maestro Francisco Paulo Russo.
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Assembléia Legislativa em requerimento nº 1551 de 1977, através de seu representante Deputado Benedito Campos, assim manifesta:

 "... é um incentivo a todos e um prêmio à harmonia, a orquestração, a disciplina e, principalmente, à vontade e ao amor que os músicos ararenses devotam a uma tradição tão linda e alegre que por muitos anos se apresentam nas praças públicas, distribuindo cultura e alegria a muita gente... " - 30 de junho de 1977


Os músicos se deixam fotografar ao lado da Lira em Bronze, confeccionada para homenagear a Corporação Campeã Nacional de 1977 - clique sobre a foto


Estas fotos e breves textos, fazem parte do Documentário Histórico sobre as Bandas de Araras, o qual contempla um período entre 1879 até 2015. 


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Fotos, textos complementares e postagem de Inajá Martins de Almeida







segunda-feira, 29 de abril de 2024

Maestro Pelegatta e a Banda de Araras em Jundiaí 1978


E a Corporação Musical Maestro Francisco Paulo Russo se apresentou brilhantemente em Jundiaí nos idos 1978, ainda que a crônica prevê reduzido público, em contrapartida aos gostos da época, as apresentações se multiplicavam. Os músicos ararenses, sob a batuta do maestro Pelegatta, compunham-se em harmonia aos convites. 

Era a banda, recém campeã que visitava cidades e compartilhava sua arte. 

Hoje são raras as apresentações. Os músicos, poucos remanescentes da época glória, mantém-se afastados dos palcos e coretos - a longevidade dos anos requer o silêncio das notas.

A saudade aperta o sentido. Os jornais amarelecidos pelo tempo, ainda se deixam fotografar para o registro neste virtual.

Tempos outros em que apenas se pode buscar em algum lugar do passado, a memória que tão bem frisou uma época inesquecível.   



clique na foto
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Arquivo e registro de Inajá Martins de Almeida 





sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

ÁLBUM DE ARARAS DIGITALIZADO

 Acompanhe o ÁLBUM DE ARARAS 

Autoria do Historiador Nelson Martins de Almeida 

Totalmente digitalizado


Acesse o link 

https://araras.sp.gov.br/im/album_de_araras.pdf




Pesquisa e postagem de Inajá Martins de Almeida
09/02/2024




sexta-feira, 9 de setembro de 2022

A MUNICIPALIDADE ASPIRA O RETORNO DA LIRA NA PRAÇA BARÃO DE ARARAS

 Neste dia 9 de setembro de 2022, a rede social facebook noticia a solicitação da sra. vereadora Elaine Brambilla, para que o executivo municipal desta cidade de Araras, cumpra o desejo popular em ver seu monumento restaurado e erigido novamente na praça Barão de Araras, uma vez que há muito fora alvo de vândalos que o furtaram daquele espaço. 

Bela iniciativa, ao que aguardamos com muito carinho as providências necessárias.



toque na foto para visualizar a imagem em tamanho maior

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Para este blog, pudemos capturar a mensagem desta data, assim como resgatar alguns comentários relevantes.

Realmente, infelizmente nesses últimos anos, pudemos perceber um descaso em preservar a memória, a história que fora construída com muita luta e sacrifício.

Muito bem colocadas as palavras que faço questão em ressaltar.



De nossa parte, Matilde e Inajá, em memória de nossos pais, músico e historiador, jamais deixaremos de lutar pela preservação da memória, que é nosso grande e inigualável patrimônio, ao mesmo tempo em que agradecemos o apoio por parte do órgãos públicos - executivo e legislativo.  


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fonte: facebook página Elaine Brambilla

capturas de imagens e postagem por Inajá Martins de Almeida

data 09/09/2022

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quarta-feira, 26 de junho de 2019

SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO RECEBE EXEMPLARES DO ÁLBUM DAS BANDAS DE ARARAS

Belíssima parceria firmada nesta terça-feira - 25 de junho de 2019 - entre a Secretaria Municipal de Educação do Município de Araras, através de seu Secretário Bruno Roza e das coautoras do Álbum das Bandas de Araras, Inajá Martins de Almeida e Matilde Ap.Salviato Viganó, edição 2017, autoria do Historiador Ararense Nelson Martins de Almeida.


Na oportunidade foi tratado que escolas municipais serão agraciadas com exemplares da obra para suas salas de leituras. Por sua vez professores e alunos poderão direcionar temas para eventuais trabalhos atinentes aos temas abordados na obra.

Outros encontros entre secretário, autoras, professores e alunos acontecerão num futuro breve, momento em que os registros retomarão este blog.

É a obra avançando no tempo e espaço, através da idealização do seu historiador e das filhas que, desta feita, podem muito bem serem conhecidas e cognominadas como as "filhas da história":  

 Matilde, por parte do músico que mais tempo permaneceu nas bandas - Carlos Viganó - e 

Inajá que, ao lado do pai Nelson, pode emprestar seu nome ao registro histórico, verdadeira obra de resgate, que saiu do rascunho para a edição ora compartilhada às escolas deste município de Araras. 




comentários


sábado, 16 de março de 2019

TEATRO ESTADUAL DE ARARAS "FRANCISCO PAULO RUSSO" COMEMORA 28 ANOS


Teatro Estadual de Araras Maestro Francisco Paulo Russo, comemora 28 anos em grande estilo.



https://amigosdaarte.org.br/artistas/exposicao-linha-do-tempo/

https://portalexpressao.com.br/o-teatro-estadual-de-araras-esta-com-uma-exposicao-aberta-ao-publico-em-comemoracao-ao-seu-28o-aniversario/






Daniel Pereira, coordenador artístico, brinda a população com sua criação 

"A Linha do Tempo"  

Exposição que permanecerá por longo período e que possibilitará aos visitantes belo e instrutivo passeio pelos meandros da história.

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Reportagem: Rafael Siviero 
Imagem e cinegrafia: Rosi Bispo 
para Opinião TV 
captura de imagens e postagem: Inajá Martins de Almeida


acompanhe através do link -   https://www.facebook.com/watch/?v=615171478943599

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 "A linha do Tempo" vislumbra 140 anos de manifestações artísticas no município de Araras.





O "Álbum das Bandas de Araras" - autoria do Historiador Nelson Martins de Almeida destaca-se no amplo saguão do Teatro, uma vez que "A Linha do Tempo" de Daniel contém, em quadros dispostos em amplos painéis, a vasta história retratada nas 200 páginas da publicação. 



A Lira e os troféus recebidos pela Corporação Musical Maestro Francisco Paulo Russo, ao longo de décadas de conquista, destacam-se no amplo saguão em tom azul, cuja iluminação dá um toque sutil a composição do cenário.


A foto do maestro Francisco Paulo Russo, seu piano e os discos de 1977, quando da premiação da banda campeã, a um canto do espaço, impressionam os admiradores da boa música que das praças adentra o teatro em noite de gala.

Instrumentos de sopro sobre a mesa, brilham em silêncio e enriquecem o ambiente num tom de saudade pelas memórias e lembranças de alguns reminiscentes da época áurea mais recente - 1977.
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1879 / 2019 - Contemplamos 140 anos de manifestações bandísticas na cidade de Araras. 

Maestros se mantiveram atuantes  na labuta, ostentando a batuta com dedicação, sabedores de que a educação musical pode  transformar  gerações:

Francisco Paulo Russo gera na cidade de Araras verdadeira plêiade em talento musical;

Alfredo Alexandre Pelegatta  continua com a mesma  veia criadora e incentivadora do maestro que o antecedeu, elevando a Corporação a âmbito municipal, estadual e nacional em concursos de bandas de música;

Marco Antonio Meliscki  avança na linha do tempo e a transforma em Orquestra – agora de sopros – aquela mesma banda que em 1910 despontava majestosa, com seus jovens que tocavam como gente grande.

Passado glorioso de grandes mestres. 
Presente harmonioso  na batuta segura daquele a pautar a vida entre notas e sons. 
Futuro esperançoso, numa geração que já desponta em notas e pautas, seguindo passos firmes e seguros o sonho iniciado há mais de um século,  quando um jovem de 16 anos emprestava seu dom e talento ao município que já se apresentava musical em sua veia.  



E "A linha do Tempo" como um vagão a deslizar por trilhos, compassado, harmoniosamente, segue seu ritmo a contar momentos marcantes

 
A grande conquista de 1977 - concurso nacional

A inauguração do Teatro - 1991


O momento presente...

Datas que se multiplicam. Memória que se registra. Passado e presente que se encontram... Futuro que aguarda por outros tantos registros. 

"A linha do tempo" se deixa registrar em fotos e fatos, e segue seu curso... E quando o tempo vier requerer novos registros no futuro, este presente lá estará presente... porque, apropriando-me de parte do poema de Carlos Drummond de Andrade

"... as coisas findas,
muito mais que lindas,

essas ficarão".

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Fotos, montagem, composição textos por: 
Inajá Martins de Almeida

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O ÁLBUM DAS BANDAS DE ARARAS E SUAS FACETAS

 por Inajá Martins de Almeida


Engavetado por décadas, notas apontavam edição. O tempo avançava. Seu compilador recolhia fatos históricos que o tempo em si registrava, mas os registros permaneciam em silêncio. A composição ainda requeria toques sutis que somente o tempo traria.

Vez ou outra a gaveta se abria e ansiava tornar-se público aquele vasto calhamaço de notas. Era a composição que se apresentava a frente do mestre que não pudera dar um final a obra, porque o tempo avançava, acontecimentos apontavam novas notas. Não se permitia a saída em rascunho para a edição impressa.

Seu idealizador, consigo detinha o laurel dos álbuns; este lhe significava um fazer em notas; não mais apontamentos de personagens e fatos que o passado registrava, mas de uma vivência entre as notas do pentagrama, para as notas máximas de uma composição de jurados que se levantava ante os trinados, os estacatos, pianíssimos incríveis, movimento interior dinâmico, nível técnico elevadíssimo, emoção estética; uma verdadeira escola de música; qualidade de músicos, indiscutível. Participávamos da história... Vivenciávamos o momento, quantos em êxtase.

Recolhia provas contundentes em jornais, entrevistas, conversas, dados biográficos. Apontava o século XX que adentrava quando biografava um jovem italiano que, ostentando a batuta, arregimentava uma verdadeira plêiade de músicos mirins a tocarem como “gente grande”.

Músicos que sob sua regência já demonstravam em conquista durante os preparativos do Centenário da Independência do Brasil, em São Paulo, no quartel da Força Pública, a garra de um município – Araras – que já detinha em si a veia musical de um povo.

Este era o maestro Francisco Paulo Russo, a inspirar outros maestros que o precederiam.

Maestro Pelegatta, aquele que valorizava os mínimos detalhes, elevava seus músicos à excelência ; ousado e tendo em mente o mestre Francisco Russo, que lhe apontara caminhos, alça a batuta a patamares mais altos, quando traz para o município títulos, troféus e premiações, regionais, municipais, estadual e o laurel nacional que consagraria a cidade e sua Corporação como a Banda de Todas as Bandas, e o município que tinha a melhor banda do Brasil. Maestro que cumpriria sua jornada e a batuta  transmitiria a outros mais que o precederia num mesmo diapasão; maestros que sobre si clamavam a responsabilidade do título nacional. Resposta às habilidades.

Partiram os músicos que dominavam seus instrumentos com a perfeição das notas afinadas, e que consigo traziam à memória títulos e troféus conquistados, numa época em que se respirava música em todos os cantos da nação, agora seus nomes, memórias de suas ausências - lembranças. Partiram assim, integrantes da grande conquista sem terem à mão registros passados que o tempo faria presente e os eternizariam num álbum.

Amantes das retretas que bailavam, rodopiavam ao repique de marchinhas, valsas, boleros, baiões, angariavam valores para homenagear a corporação com símbolo em praça pública, a Lira em bronze, num pedestal de mármore branco carrara, que saiam em carnaval, mesmo fora de época, com faixas, aguardando os heróis nacionais que subiam em caminhões de bombeiros a desfilar ao redor da praça. Estávamos em julho de 1977. Anônimos que não puderam alcançar o álbum a registrar o momento festivo. Partiram... Quantos.

Partira seu idealizador, historiador de tantas edições, de tantas composições históricas, jornalísticas, literárias, sem o sentir suas notas serem apreciadas pelos músicos remanescentes, pelo público de sua cidade natal, pelos amigos, parentes, filha, netos e bisnetos. O álbum em rascunho continuaria engavetado até ser encontrado.

Historiador, aquele que se tornara detentor de álbuns editorados: futebol paulista, municípios – Araras, Araraquara, Rio Claro, sai do cenário editorial deixando inédita obra que viria quarenta anos após a grande conquista - 2017.

Partira seu idealizador, mas legara sua maior herança à filha e sobrinha que, ao abrirem a gaveta o som das notas se fez saltar em uníssono e as duas puderam se exercitar na composição que agora ganhava outras mãos.

Não mais era um concerto de um que pautava em seu affair solitário, seu fazer, registrar e editar a história, mas de duas filhas que se tornariam muito em breve “filhas da história”, cognome este que o jornalista Lucas Neri soube esboçar ao ar em entrevista a TV.

E eis que o encontro das duas filhas, de um lado Matilde, filha de Carlos Viganó o músico que permaneceu por mais de sessenta anos na corporação, que viu chegar e partir músicos, tantos, que fora alcançado pelo maestro Francisco Paulo Russo e, de outro, Inajá, filha do historiador, acostumada aos apontamentos, aos registros, aos títulos, às eloqüências, às fotos, aos encontros e, acima de tudo, a grande paixão pela escrita, pela história, pelos personagens que o pai lhe apontava em todos os momentos nos bastidores da vida cotidiana, o rascunho engavetado agora ocupa o cotidiano das primas que se esmeram em avançar o tempo e trazer o passado ao presente, num emaranhado de fatos, acontecimentos e personagens que os anos comporiam.

Maestro Marco Antonio Meliscki sai da sua posição de músico clarinetista, para ostentar a batuta e levar a banda a patamares outros. Avança na linha do tempo e a transforma em Orquestra – agora de sopros – aquela mesma banda que em 1910 despontava majestosa, com seus jovens que tocavam como “gente grande”.

A escola de Música “Carlos Viganó”, decorridos os anos, viria cumprir o que um dos jurados, na época, almejara para aquela que conquistava aplausos, risos, choros, emoções – “uma verdadeira escola de música”.

O “Álbum das Bandas de Araras” agora é a concreto. É a realização do sonho de um nas mãos de duas partícipes de todos os acontecimentos, passado, presente com vistas ao futuro.

Agora, neste 2019, é a Linha do Tempo a comemorar 28 anos da criação do Teatro Estadual de Araras a homenagear a Orquestra de Sopros e o Álbum, o qual permitiu contar em linhas a trajetória dos 140 anos de envolvimento musical e artístico, numa cidade que já despontava vocacionada a arte e, claro, o Maestro Francisco Paulo Russo que legara o nome ao Teatro e a Orquestra. Assim três homenageados numa mesma linha: Maestro, Orquestra e Álbum.

O tempo, nessa linha idealizada pelo jovem Daniel, insiste, persiste e não desiste em abrir gavetas.  Futuro esperançoso, numa geração que já desponta em notas e pautas, seguindo passos firmes e seguros o sonho iniciado há mais de um século, quando um jovem de 16 anos emprestava seu dom e talento ao município que nascia musical em seu cerne.  


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A Orquestra de Sopros também faz o convite via facebook, aqui registrado



sábado, 22 de julho de 2017

TV OPINIÃO ENTREVISTA - ÁLBUM DAS BANDAS DE ARARAS


No dia 12 de julho de 2017, a TV Opinião em seu canal para a cidade de Araras e região, levou ao ar entrevista de Lucas Neri, com as co-autoras do Álbum das Bandas de Araras.


Trinta minutos de envolvimento histórico/cultural em que os telespectadores puderam acompanhar vasto material sobre aquele que já pode ser considerado como o documentário histórico o mais completo sobre as bandas (corporações musicais) na cidade de Araras.

A entrevista fora coroada por diálogos interessantes em que o apresentador fora extremamente inspirado quando referencia as entrevistadas e co-autoras do Álbum das Bandas, como as "Filhas da História".

O lançamento acontecerá no dia 26 de agosto as 19h30, na Biblioteca Municipal de Araras.


Muito bom o momento. 



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postagem Inajá Martins de Almeida


sexta-feira, 14 de julho de 2017

ÁLBUM DAS BANDAS DE ARARAS

LIVRO CONTA HISTÓRIA DAS BANDAS DE ARARAS

Inajá Martins de Almeida - 
artigo publicado na Tribuna do Povo em 29/04/2017 - caderno Espaço Arte

2017 - No ano em que a Corporação Musical “Maestro Francisco Paulo Russo” comemora 40 anos de sua conquista máxima – Campeã Nacional em Concurso de Bandas / 1977 – a municipalidade ararense é premiada com a edição do Documentário Histórico das Bandas de Araras, o mais completo Álbum editado, dentro do município.
Nelson Martins de Almeida – Historiador – editor do Álbum de Araras em 1949, novamente se faz presente. Falecido em 2012, aos 94 anos, deixa o Álbum, e a maior parte do seu conteúdo.

Previamente esboçado, sete capítulos, como sete notas musicais que, em sons melódicos e harmônicos compõe uma sinfonia, é o Álbum das Bandas a delimitar os primórdios das primeiras manifestações musicais no final do século XIX, numa sequência cronológica a partir de 1879. 

As primeiras décadas do século XX se vêem envolvidas por fatos marcantes que a História registraria. Era o ano de 1922. Os festejos do centenário da Independência do Brasil levariam

o Maestro Francisco Paulo Russo e sua Corporação Musical Carlos Gomes conquistar o primeiro prêmio para Araras, competindo com outras bandas na capital paulista.  

As décadas se compõem; os registros guardam informações sobre os anos que antecedem a grande premiação. Agora no cenário o Maestro Francisco Paulo Russo cede a batuta ao seu discípulo Maestro Alfredo Alexandre Pelegatta, que, em momento algum lhe trairia a entrega.

Os capítulos, são eles que se harmonizam, registram a história de cento e trinta e seis anos de manifestações bandísticas na cidade, apontam Bandas, Conjuntos e Orquestras através dos tempos. Conquistas, premiações e homenagens adentram o cenário quando a referenciar maestros que para Araras conquistaram títulos: Francisco Paulo Russo em 1922 e Pelegatta em 1977; músicos homenageados pela conquista máxima, pelos anos em atividade; músicos em atividade.
  
A contar a criação e entrega da Lira, em praça pública, em 1980, quando a homenagem se fez de todos os munícipes aos músicos que de forma tão brilhante, receberam da crítica musical os mais elogiosos comentários. E como é bom rememorar:

- “Capacidade de domínio instrumental”, dizia Alceu Boschino;

- ”Maior nível técnico em banda que se viu no Brasil... É realmente uma sinfônica”, desta vez o Maestro Julio Medaglia.

E seguimos. Compassados, ritmados seus capítulos e eis que somos surpreendidos por fragmentos biográficos dos maestros eméritos que elevaram Araras a patamares nacionais – Francisco Paulo Russo (1922), Alfredo Alexandre Pelegatta (1977); músicos inspirados e inspiradores como o foram Hugo Montagnolli e família, Luiz Carlos Morgili, José Barbosa de Brito, Carlos Viganó e Marco Antonio Meliscki  que, jovem, reconhece a conquista do campeonato nacional, ingressa na corporação, sem imaginar que o futuro lhe reservaria a batuta. Ademais, sua jovialidade, modernidade e profundo conhecimento e comprometimento musical configura a Banda caráter orquestral e a transforma em Orquestra de Sopros Maestro Francisco Paulo Russo.

Antonio Carlos Gomes que durante longo período emprestara o nome a Corporação em município ararense não se faz esquecido pelo autor/historiador, quando dos apontamentos; como Corporação Musical “Carlos Gomes”, sagra-se campeã na capital paulista, nas festividades em 1922.  

Assim é que o Álbum das Bandas de Araras pode ser dividido em duas fases: a primeira entre 1879 até 1977; a segunda, os anos que seguiram o pós-campeonato nacional até a configuração da Banda a se transformar em Orquestra de Sopros de Araras “Maestro Francisco Paulo Russo” em 2013.

As organizadoras, co-autoras e primas, em parentesco familiar, Inajá Martins de Almeida (filha do Historiador) e Matilde Ap.Salviatto Viganó (filha do músico Carlos Viganó), decorridos os anos entre a conquista e a atualidade, puderam avançar em pesquisas, entrevistas, fotos, fatos curiosos.

A Escola de Música “Carlos Viganó”,  vislumbrada por  um dos jurados, durante as fases eliminatórias, há quatro décadas, concretiza-se em 2013.

Era o músico flautista Celso Woltzenlogel,  emocionado, pois, diante dele,  estava 
- “uma banda que poderia cumprir perfeitamente o papel de uma escola de música em Araras”.

Era também o sonho do maestro Paulo Russo a se concretizar.

Batalhador, este, incansável, desde os primórdios do século XX, criava curso para piano, arregimentava jovens para compor bandas diversas, transformava adolescentes em verdadeira plêiade de músicos os quais, em tempos modernos, vêem no legado a continuidade de um a inspirar outros tantos.

Cria-se então a Escola de Música Carlos Viganó,  com o objetivo de formar músicos para as corporações vindouras.

Assim é que, não há como separar o Álbum de seus personagens, protagonistas que enredaram o tecer dos registros elencados,destas co-cooperadoras da obra, testemunhas dos bastidores.


Se de um lado o escritor/historiador Nelson Martins de Almeida (foto) entre registros, apontamentos e notas amealhou toda a gama de informações possíveis para compor este trabalho, de outro, Carlos Viganó, veterano em atividade bandística, pode ultrapassar décadas,  aprender com seus maestros, ousar a batuta, fazer escola, emprestar o nome à Escola e ao Álbum das Bandas, em uníssono a tantos nomes que o compõe – separação impossível.




E, num momento festivo, nestes quarenta anos decorridos entre 1977 e 2017, as organizadoras entregam a obra que demandou anos de pesquisa, paixão e envolvimento, como num concerto a quatro mãos harmoniosamente executado.

Legado este que se espera continuidade de propósito, uma vez que o trabalho há que se perpetuar através dos que a frente segue.

Que a este breve encontro outros tantos possam vir somar, porque ao leitor o cenário se mantém aberto. Gavetas possam ser abertas. Caminhos outros possam ser percorridos. Porque a História não se permite ponto final. Cabem-lhe as reticências.

A nós, até aqui pudemos chegar e ao entregar este Documentário Histórico sobre as Bandas de Araras em forma de álbum, também podemos nos expressar:

“vivemos o Álbum, durante todo esse tempo, em sua plenitude, agora o Álbum, não há como negar, vive em nós”.

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As Organizadoras

INAJÁ MARTINS DE ALMEIDA


Nasceu em Rio Claro em 1950, momento em que o pai Nelson Martins de Almeida editava o Álbum de Rio Claro. Na capital paulista faz seus primeiros estudos e, na adolescência, junto aos pais e irmão, volta a residir no interior; desta vez Araras e São Carlos; nesta última gradua-se em Biblioteconomia e Documentação, título este que lhe facultaria desenvolver inúmeros trabalhos, em bibliotecas públicas, privadas e universitárias. Os livros a levariam a projetos de implantação de bibliotecas e às salas de aulas em dias atuais.   O gosto e o prazer por livros, leitura, música e artesania, vieram pelos pais que desde cedo a conduziria às linhas – dos livros – pelo pai; das agulhas, pela mãe Dalila Salviato de Almeida, ambos nascidos em terras ararense.
A música lhe fora incutida desde o ventre materno, quando o pai, hábil e amante da divina arte, envolvia a bebê em enlevos musicais. E crescia a menina a se aplicar ao piano, estudo que por algum tempo lhe faz conhecer o universo da teoria, dos compassos, das melodias a dedilhar, ora ao violão, ora ao piano e teclado. Mas não lhe tornaria estudante regular: entre idas e vindas não se completou o estudo, mas jamais a fez apartar do instrumento, piano digital, que arrisca em manter presente, dando-lhe como hobby. A música lhe presentearia o filho David, a nora Patrícia – Musicoterapeutas – a neta Rafaela. Na editoração, seus primeiros passos quando a organizar, junto à prima Matilde este ensaio em forma de documentário histórico, que o pai a ela deixa como legado maior por uma existência entre livros, história e memórias que o tempo perpetua em edição.       

MATILDE APARECIDA SALVIATO VIGANÓ


Nasceu em Araras, em 15 de outubro de 1955. Filha de Carlos Viganó e Olga Salviato Viganó. Formada em Ciências Sociais, com especialização em Sociologia. Trabalhou durante 25 anos na Prefeitura Municipal de Araras.
Não exerceu a profissão de Socióloga, mas sempre aplicou seu conhecimento em suas atividades profissionais, em trabalhos voluntários.
 Hoje, aposentada, tem seu tempo dividido entre trabalhos voluntários e estudo de música. No trabalho voluntário, procura ajudar com trabalhos manuais – tricô e crochê, arte manual que aprendeu com sua mãe.
Cresceu ouvindo seu pai tocar. Estudou violão clássico por 7 anos, depois teclado. Passou o tempo, e desde 2014 voltou estudar música, agora piano, instrumento encantador que preenche  momentos livres.

O encontro com a prima Inajá lhe fora interessante e desafiador. As duas tinham algo em comum: o parentesco próximo, o envolvimento com a divina arte, os pais. De um lado, o pai, Carlos Viganó e seu longo percurso na arte bandística em Araras, de outro lado o tio, Nelson Martins de Almeida, Historiador de Araras, que parte aos 94 anos, mas deixa inédita obra sobre as Bandas da cidade de Araras. Pronto, formava-se assim dueto que, em uníssono passam a organizar e co-autorar – o Álbum das Bandas de Araras – Documentário Histórico.

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Artigo de Inajá Martins de Almeida, publicado no Jornal Tribuna do Povo - caderno  Espaço Arte em 29 de abril de 2017 - jornalista Rebeca Petrucci



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