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domingo, 4 de novembro de 2012

NELSON MARTINS DE ALMEIDA, Historiador de Araras

Transcrição do Artigo de Paulo Gomes Barbosa para a Tribuna do Povo (Araras) - 23 de setembro de 1979

"Seja qual for o método porque é escrita a história ela sempre encanta". Com estas palavras de Plínio, o Moço, escritor romano do século sétimo, dou início a este meu trabalho semanal., hoje, dedicado ao conhecido colaborador da Tribuna do Povo, Nelson Martins de Almeida, cujo interesse dos fatos e vultos antigos da cidade o faz dos mais lidos e admirados entre os ararenses cônscios do passado de Araras.

Sou do número, dos assíduos seguidores das crônicas domingueiras que, prioritárias, estampa nestas colunas. Sou-lhe leitor desde quando, de parceria com Mamede de Souza, ambos presentearam a população com o Álbum de Araras, labor beneditino e demonstrativo do amor que lhes inspirou a pena à pesquisa de causa e efeitos da evolução moral, cultural e material de uma coletividade, nestes dias, apontada como das mais progressistas do Estado. Era a ação da sua inteligência em concomitância à do coração, sua consciência da história, cultura geral, a conduzi-lo no caminho da procura das relevâncias do passado da Terra Natal.  



Nelson Martins de Almeida repete Cícero da velha "Urbe" do mundo, ao sentir que "a história é a testemunha dos tempos, luz da verdade, vida da memória, mestra da vida, mensageira da antiguidade". A constante do conteúdo dos seus escritos é tudo isso, "mutatis mutandis", capaz de converter-se na historiografia da cidade e do município cujas nuances de escala ascendente, em todos os sentidos positivos, tanto o vêm empolgando. A partir do marco do ribeirão das Araras, esboço da nossa primitiva povoação, no princípio do segundo quartel do século dezoito, por "obra de uma expansão demográfica de Mogi-Guaçu, caminho das minas dos Goiases", até o dinamismo das forças atuantes de ararenses da atualidade, a Terra de Nossa Senhora do Patrocínio, através de acontecimentos e seus artífices, tudo tem sido o objetivo precípuo da sua palavra escrita.

Membro do Instituto Histórico e Geográfico do Estado, de pesquisas Genealógicas de Paulistas Ilustras, jornalista integrado à vida da imprensa paulistana, há anos primando pela assiduidade em suas colaborações de idealismo no jornal cuja história quase se emparelha com a dos seus anelos intelectuais, viajado, altamente relacionado com lidimas expressões culturais, em sua personalidade se lê a verdade encerrada nesta afirmação: "O melhor uso que podemos fazer da nossa vida é consumi-la em alguma coisa mais duradoura que a própria vida".

Ele o sabe, nós o sabemos: cultivar a história é percorrer o mundo em todas as suas épocas, é vivê-la na sabedoria de distinguir o bem do mal, é aprender dos seus fatos, das suas personagens, quanto construtivo nos legou, é senti-la, identificando-nos com o pensamento de Cícero, prevenindo gerações: "Ignorardes o que aconteceu antes do vosso nascimento é vos conservardes sempre crianças".  Consintamos: meditar nas passagens da história é pensar bem. "O pensamento bom modifica a saúde, o ambiente, a própria vida. Se quisermos melhorar de sorte, precisamos também melhorar de pensamento, pensando só no bem". A história até se deifica, quando de modo indireto nos propõe exemplos a seguirmos, exemplos dos quais não nos devemos afastar.

Da história dos povos, das nações, nós, de Araras, chegamos a nossa. Tivemo-la, antes, entre outros, na extravasação da inteligência rara, da cultura privilegiada de Oscar Ulson, o saudoso ararense que, erudito e escorreito, minuciou os passos da Terra Natal, Hoje, a temos através da narração periódica da pessoa culta e dedicada de Nelson Martins de Almeida.

Já o disse: "Sou do número dos assíduos seguidores das crônicas domingueiras que, prioritárias, estampa nestas colunas". Comigo, com certeza, hão de estar os leitores desta Tribuna do Povo. Ainda que a História de Araras nos viva na alma e no coração, que a saibamos em sua generalidade, as minúcias do nosso atual Historiador no-la enriquece. (Professor Paulo Gomes Barbosa - foto ao lado)

A cidade e o município muito devem ao trabalho histórico de Nelson Martins de Almeida. Sua pontualidade, a cada domingo, vem atestando o seu afeto pela Terra dos Barões que a nasceram. Sua colaboração é preciosa, porque espontânea se oferece ao volume das nossas mais caras recordações. É um jornalismo claro e credor da nossa admiração. É a demão literária da distinção de um Historiador de Araras.

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Muito me alegro das palavras do professor e caro amigo Paulo Gomes Barbosa. O carinho ímpar por meu pai Nelson Martins de Almeida. A amizade sólida compartilhada entre a história e seus registros.  Aos poucos este veículo irá resgatar lembranças que a memória não permite apagar.

Inajá Martins de Almeida
São Carlos, 04/11/2012

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

RETALHOS DA VELHA CAMPINAS - Geraldo Sesso Junior

A história em retalhos agora faz parte de uma outra história, quando os retalhos se encontram.
O autor Geraldo Sesso Junior agracia Nelson Martins de Almeida com um exemplar.
   

Nelson Martins de Almeida, Historiador de Araras, Membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, ano dia 8 de maio de 2012 deixa seu legado para a filha que passa a recolher retalhos, papéis avulsos, envelhecidos pelo tempo e dá início a uma nova história.
O livro editado na década de 1970, obra preciosa para quem recebeu, cuja dedicatória é registrada. Carinho especial de quem está a dedicar estas linhas e registro.     

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fotos: Elvio Antunes de Arruda
comentários e postagem: Inajá Martins de Almeida 


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