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domingo, 5 de agosto de 2018

TRIBUNA DO POVO EM ÚLTIMA EDIÇÃO


"A história, a memória e parte da identidade dos ararenses estão em nossas páginas, que agora se fecham definitivamente". 

Cento e trinta anos de imprensa em Araras - treze décadas pautadas em divulgar os acontecimentos de uma cidade que se formava no Ribeirão das Araras. Memória registrada. História depositada em suas incontáveis páginas. Tempo imorredouro na mente daqueles que souberam em suas mentes fixar fatos narrados, escritos, passados de geração em geração. Arquivos guardados. Papéis amarelecidos pelo tempo passado que ao presente guarda a luta de bravos que lutaram pela imprensa em todos os tempos.



Nelson Martins de Almeida - historiador e editor do Álbum de Araras (1948) - durante décadas, manteve-se fiel ao registrar os fatos marcantes da história de Araras.

Era o Jornal a Tribuna do Povo, em sua edição de setembro de 1979 e incorporada neste blog que, através da pena do professor  Paulo Gomes Barbosa, assim referenciava o amigo e historiador Nelson Martins de Almeida:


"Sou do número, dos assíduos seguidores das crônicas domingueiras que, prioritárias, estampa nestas colunas. Sou-lhe leitor desde quando, de parceria com Mamede de Souza, ambos presentearam a população com o Álbum de Araras, labor beneditino e demonstrativo do amor que lhes inspirou a pena à pesquisa de causa e efeitos da evolução moral, cultural e material de uma coletividade, nestes dias, apontada como das mais progressistas do Estado. Era a ação da sua inteligência em concomitância à do coração, sua consciência da história, cultura geral, a conduzi-lo no caminho da procura das relevâncias do passado da Terra Natal".  

"Já o disse: "Sou do número dos assíduos seguidores das crônicas domingueiras que, prioritárias, estampa nestas colunas". Comigo, com certeza, hão de estar os leitores desta Tribuna do Povo. Ainda que a História de Araras nos viva na alma e no coração, que a saibamos em sua generalidade, as minúcias do nosso atual Historiador no-la enriquece". 


"A cidade e o município muito devem ao trabalho histórico de Nelson Martins de Almeida. Sua pontualidade, a cada domingo, vem atestando o seu afeto pela Terra dos Barões que a nasceram. Sua colaboração é preciosa, porque espontânea se oferece ao volume das nossas mais caras recordações. É um jornalismo claro e credor da nossa admiração. É a demão literária da distinção de um Historiador de Araras". continue em...

https://nelsonmartinsdealmeida.blogspot.com/2012/11/nelson-martins-de-almeida-historiador.html


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Renata Meneghin escreve no facebook em 4 de agosto de 2018

"Sabe quando as palavras são difíceis de serem escritas? Este é um momento assim. Sou cria da Tribuna do Povo e sempre disse isso com o maior orgulho. Foi lá que eu cheguei uma menina tímida, ainda na época de faculdade. Foi lá que tive os melhores professores que alguém pode ter nesta área e os melhores amigos que me acompanham até os dias de hoje. Foram pautas, eventos, fechamentos, risadas, choros, coletivas, reuniões, conhecimento, projetos e histórias. Nossas e de tantas pessoas que retratamos nas páginas do jornal, com responsabilidade, ética, profissionalismo e seriedade. A Tribuna sempre honrou as missões mais importantes da imprensa: questionar, acompanhar, fiscalizar, buscar dados, opiniões e colocar tudo isso da forma mais democrática possível aos leitores. Foi polêmica, incisiva, inusitada e plural. Testemunhou mudanças na cidade e no mundo ao longo de mais de um século. Registrou e eternizou acontecimentos que podem ser pesquisados em suas milhares de edições. E esta é sempre uma pesquisa enriquecedora. Teve que se reinventar também, mudou e foi nobre, como sempre, até o fim. Impossível não sentir uma tristeza profunda ao saber que chegou a hora do ponto final, de silenciar as máquinas e as vozes. A perda é imensurável em todos os sentidos. Com a Tribuna, vai um pouco de todos os que fizeram parte desta história e um pedaço gigante do meu coração".

Inajá Martins de Almeida em 5 de agosto de 2018 coloca um comentário

"Chorei com você, Renata Meneghin e com a Rebeca Petrucci e com tantos e tantos profissionais guerreiros que permaneceram firmes por uma imprensa bem cuidada... zelosa de sua função. Chorei por meu pai Nelson Martins de Almeida - Araras / Historiador pelos imensuráveis textos publicados em suas páginas, durante décadas... Chorei por todos os ararenses que perderam uma referência centenária... Chorei por mim que, embora não residindo em Araras neste momento, jamais me afastei de minha raiz, de meus vínculos mais fortes. Resta-nos agora continuar nosso vínculo que nascera desse grande e imorredouro veículo de imprensa - nossa amizade ultrapassará esse luto. Guardo as mais singelas lembranças de vocês - Renata e Rebeca".

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A IMPRENSA EM ARARAS - por Nelson Martins de Almeida 
https://nelsonmartinsdealmeida.blogspot.com/search/label/imprensa

FLAGRANTES DE UMA BIOGRAFIA - Nelson Martins de Almeida
https://nelsonmartinsdealmeida.blogspot.com/2016/05/flagrantes-de-uma-biografia.html




domingo, 4 de novembro de 2012

NELSON MARTINS DE ALMEIDA, Historiador de Araras

Transcrição do Artigo de Paulo Gomes Barbosa para a Tribuna do Povo (Araras) - 23 de setembro de 1979

"Seja qual for o método porque é escrita a história ela sempre encanta". Com estas palavras de Plínio, o Moço, escritor romano do século sétimo, dou início a este meu trabalho semanal., hoje, dedicado ao conhecido colaborador da Tribuna do Povo, Nelson Martins de Almeida, cujo interesse dos fatos e vultos antigos da cidade o faz dos mais lidos e admirados entre os ararenses cônscios do passado de Araras.

Sou do número, dos assíduos seguidores das crônicas domingueiras que, prioritárias, estampa nestas colunas. Sou-lhe leitor desde quando, de parceria com Mamede de Souza, ambos presentearam a população com o Álbum de Araras, labor beneditino e demonstrativo do amor que lhes inspirou a pena à pesquisa de causa e efeitos da evolução moral, cultural e material de uma coletividade, nestes dias, apontada como das mais progressistas do Estado. Era a ação da sua inteligência em concomitância à do coração, sua consciência da história, cultura geral, a conduzi-lo no caminho da procura das relevâncias do passado da Terra Natal.  



Nelson Martins de Almeida repete Cícero da velha "Urbe" do mundo, ao sentir que "a história é a testemunha dos tempos, luz da verdade, vida da memória, mestra da vida, mensageira da antiguidade". A constante do conteúdo dos seus escritos é tudo isso, "mutatis mutandis", capaz de converter-se na historiografia da cidade e do município cujas nuances de escala ascendente, em todos os sentidos positivos, tanto o vêm empolgando. A partir do marco do ribeirão das Araras, esboço da nossa primitiva povoação, no princípio do segundo quartel do século dezoito, por "obra de uma expansão demográfica de Mogi-Guaçu, caminho das minas dos Goiases", até o dinamismo das forças atuantes de ararenses da atualidade, a Terra de Nossa Senhora do Patrocínio, através de acontecimentos e seus artífices, tudo tem sido o objetivo precípuo da sua palavra escrita.

Membro do Instituto Histórico e Geográfico do Estado, de pesquisas Genealógicas de Paulistas Ilustras, jornalista integrado à vida da imprensa paulistana, há anos primando pela assiduidade em suas colaborações de idealismo no jornal cuja história quase se emparelha com a dos seus anelos intelectuais, viajado, altamente relacionado com lidimas expressões culturais, em sua personalidade se lê a verdade encerrada nesta afirmação: "O melhor uso que podemos fazer da nossa vida é consumi-la em alguma coisa mais duradoura que a própria vida".

Ele o sabe, nós o sabemos: cultivar a história é percorrer o mundo em todas as suas épocas, é vivê-la na sabedoria de distinguir o bem do mal, é aprender dos seus fatos, das suas personagens, quanto construtivo nos legou, é senti-la, identificando-nos com o pensamento de Cícero, prevenindo gerações: "Ignorardes o que aconteceu antes do vosso nascimento é vos conservardes sempre crianças".  Consintamos: meditar nas passagens da história é pensar bem. "O pensamento bom modifica a saúde, o ambiente, a própria vida. Se quisermos melhorar de sorte, precisamos também melhorar de pensamento, pensando só no bem". A história até se deifica, quando de modo indireto nos propõe exemplos a seguirmos, exemplos dos quais não nos devemos afastar.

Da história dos povos, das nações, nós, de Araras, chegamos a nossa. Tivemo-la, antes, entre outros, na extravasação da inteligência rara, da cultura privilegiada de Oscar Ulson, o saudoso ararense que, erudito e escorreito, minuciou os passos da Terra Natal, Hoje, a temos através da narração periódica da pessoa culta e dedicada de Nelson Martins de Almeida.

Já o disse: "Sou do número dos assíduos seguidores das crônicas domingueiras que, prioritárias, estampa nestas colunas". Comigo, com certeza, hão de estar os leitores desta Tribuna do Povo. Ainda que a História de Araras nos viva na alma e no coração, que a saibamos em sua generalidade, as minúcias do nosso atual Historiador no-la enriquece. (Professor Paulo Gomes Barbosa - foto ao lado)

A cidade e o município muito devem ao trabalho histórico de Nelson Martins de Almeida. Sua pontualidade, a cada domingo, vem atestando o seu afeto pela Terra dos Barões que a nasceram. Sua colaboração é preciosa, porque espontânea se oferece ao volume das nossas mais caras recordações. É um jornalismo claro e credor da nossa admiração. É a demão literária da distinção de um Historiador de Araras.

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Muito me alegro das palavras do professor e caro amigo Paulo Gomes Barbosa. O carinho ímpar por meu pai Nelson Martins de Almeida. A amizade sólida compartilhada entre a história e seus registros.  Aos poucos este veículo irá resgatar lembranças que a memória não permite apagar.

Inajá Martins de Almeida
São Carlos, 04/11/2012

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