quarta-feira, 12 de junho de 2013

EXPOSIÇÕES HISTÓRICAS

Parte do acervo Exposição Histórica Araras - década 1990


Nota-se o trabalho artesanal. Painel escrito a mão. Percebe-se os detalhes nos contornos vermelhos. A foto ilustrativa. 

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EXPOSIÇÃO DE ARARAS NO “O ESTADO” - 20.05.1983 - SUPLEMENTO TURISMO JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO






O Suplemento de Turismo de O Estado foi tema de uma exposição histórica na Casa da Cultura do Município de Araras, na região de Campinas. Desde 1969, o historiador da cidade, Nelson Martins de Almeida, chefe da Casa da Cultura, coleciona todos os cadernos de Turismo do Estado, atualmente publicados nas edições de sexta-feira.


 “Considero essa publicação do Estado a mais completa em termos de turismo no País e com uma riqueza histórica bastante grande”, afirmou o historiador.


Martins de Almeida não sabe dizer quantos cadernos ele conseguiu guardar nesses treze anos – houve alguma perda, também – e que possibilitaram a formação de uma exposição de 230 painéis, com ais de 1.400 fotos e textos, apenas sobre as cidades brasileiras. ‘É uma verdadeira viagem pelo País”, afirmou ele entusiasmado com o sucesso da exposição, que em luma semana foi visitada por mais de quatro mil pessoas.



Quem visitou a exposição do Suplemente de Turismo, teve também UMA SURPRESA: ELA ESTAVA MONTADA NA SALA DO JÚRI DO ANTIGO FÓRUM DA CIDADE, HOJE SEDE DA Casa da Cultura, que está subordinada ao Departamento Municipal de Educação e Cultura. 


É um prédio em estilo medieval, construído em 1896 pelo arquiteto francês Victor du Bugras, onde até 1968 funcionou o Palácio da Justiça de Araras. O edifício ficou abandonado por mais de dez anos, embora tivesse sido tombado pelo CONDEPHAAT em 1977. Somente em 1981 foi iniciada a restauração do prédio, reinaugurado no início desse ano. Foram gastos 25 milhões de cruzeiros para preservar as características originais do edifício, cujas portas e estrutura interna são totalmente em pinho de riga. A restauração foi tão fiel que foram preservadas as duas solitárias e as três celas de presos, com portas e grades de ferro.

Os painéis montados em cartolinas brancas foram catalogados pelos números respectivos aos suplementos nos quais as matérias foram publicadas. Esse trabalho, quase artesanal, demorou cinco meses. Agora, Martins de Almeida pretende levar a exposição a outras cidades e já programou os Municípios vizinhos de Leme, Campinas e São Paulo. 

“O material apresentado transcende o contexto do município de Araras. Portanto, ele deve ser visto também em outras cidades”, justificou o historiador, que já está trabalhando na montagem de uma exposição semelhante, apenas com as cidades internacionais mostradas no mesmo período pelo suplemento do Estado. “A mostra internacional vai estar mais enriquecida porque na Europa, principalmente, as cidades são essencialmente históricas”, comentou. 

(Fonte: Jornal O Estado de São Paulo – 20.5.1983 – Suplemento Turismo).




Nota: As informações aqui postadas fazem parte do material elaborado ao longo dos anos pelo historiador Nelson Martins de Almeida e que aos poucos vem sendo resgatado pela filha que escreve e registra Inajá Martins de Almeida. 

O esmero com que compunha seu trabalho, jamais fora sentido pela dificuldade dos recursos, muitas vezes improvisados, como o caso dos painéis em cartolina, confeccionados com recortes de jornais, fotos algumas, recursos caligráficos inúmeros, paixão que o acompanhou desde a infância. Canetas, tinteiros  e tinta nanquin sempre compunham sua mesa de trabalho. 

Qualquer canto podia ser improvisado à sua paixão. Não dispunha de sala própria, escritório ou o que valesse, porém, jamais se privou de horas dedicadas ao prazer máximo ao resgate da história. 




EXPOSIÇÃO DE ARTES PLÁSTICAS - 1983


Conforme vinha sendo aguardada, realizou-se no dia 19 de março de 1983, a inauguração, no salão nobre da Casa da Cultura, o XI Salão Ararense de Artes Plásticas, que, anualmente, reúne uma gama de artistas paulistas, na apresentação de trabalhos de pintura, escultura, desenho e gravura, promovendo um movimento artístico de alto nível em nosso meio social.



A mostra esteve representada por 187 profissionais e amadores da arte, que para aqui trouxeram 361 magníficos trabalhos, concorrendo aos vários prêmios ofertados pela Municipalidade, comércio, indústria e estabelecimentos de crédito de nossa cidade, como estímulo à difusão da arte em Araras.


A exposição é promovida pela Prefeitura Municipal de Araras, através de seu Departamento de Educação e Cultura, integrando a Comissão Organizadora, os srs. Angel Rojo Merino, como presidente, Antonio Michielim, Emílio Silvestre Wolff, Luiz Michielim Neto e Maria L.Costa Masseli. A Comissão Julgadora esteve integrada por renomados artistas plásticos de São Paulo sob a presidência de Galina Sheetikoff e a participação dos membros: André Terrazas Retola, Antonio Sérgio Migliaccio, Helene Galina Galenkamp e Inocêncio Borghesi, tendo como coordenador-geral o historiador Nelson Martins de Almeida, da Casa da Cultura.

A abertura dos trabalhos de inauguração foi precedida de grande número de visitantes, que compareceu às 19h30 de sábado, com destaque para a presença do exmo. sr. prefeito municipal, Dr. Milton Severino e esposa, a Primeira Dama Nivalda Batistella Severino, do vice-presidente da Câmara Municipal, Dr. Dorival Marcel Finardi e excelentíssima esposa e demais convidados.

Das 234 obras de arte expostas no XI Salão Ararense de Artes Plásticas, que ora se realiza com extensão até o dia 31 do corrente, 48 trabalhos foram premiados, entre eles dois com Medalha de Ouro – a pintura “Relíquias Ituanas”, de Alberto Thomazi, e o desenho “A Feira” de Humberto Savoya de Alencar. Foram, ainda, concedidas 6 medalhas de prata, 11 medalhas de bronze, 5 menções honrosas e 24 prêmios em dinheiro, oferecidos pelos estabelecimentos locais.

Os dois prêmios maiores, no valor de Cr$50.000,00 cada um, foram oferecidos pela Municipalidade de Araras e pela Nestlé, colaborando ainda para o maior brilhantismo da Exposição, as firmas: Estanífera Rodini, Banco Itaú, Lion Club, Laboratório Zurita, IPAR, Têxtil Simionato, Café Júnior, usina Santa Lucia, Fazenda Palmeiras, Corauto Automóveis, Indústria Colombini, Bebidas Orpinelli, BANESPA, Banco Nacional, Transporte Sopro Divino, Abatedouro Avícola Santa Cruz e Fazenda Santa Cruz.

O XI Salão ficará com suas portas abertas à visitação pública, diariamente das 9 às 21 horas, até o dia 31 do corrente, quando dar-se-á o seu encerramento. 

(Fonte: Jornal A Cidade – quinta-feira 24/3/1983)


EXPOSIÇÃO AERONÁUTICA SANTOS DUMONT - Porto Ferreira - final década 1980



quarta-feira, 24 de abril de 2013

FOTOS ANTIGAS CASA DA MEMÓRIA - DOAÇÃO TRIBUNA DO POVO

Tribuna deu sua contribuição, doando um acervo com cerca de 1.000 fotos já digitalizadas da cidade de Araras, entre antigas e atuais. A pesquisadora da Arquiprom, Berit de Oliveira, esteve na Tribuna na semana passada e recebeu um DVD contendo a coletânea das fotos das mãos do diretor Elpídio Carlos Pesce Storolli.

Na ocasião da visita, Berit também conheceu um pouco mais da história da Tribuna, que completou 121 anos de fundação em janeiro último. Ela também recebeu arquivos digitalizados com a história do jornal.


A maioria das fotos entregues é de autoria desconhecida, pois estavam em poder de vários colecionadores e historiadores de Araras. Porém, muitas das fotos são conhecidas publicamente, e há outras pouco divulgadas, mas de extrema importância para a história da cidade...leia a matéria


http://www.tribunadopovo.com.br/tribuna-doa-fotos-antigas-para-casa-da-memoria/moinho-praca-barao-menor
http://www.tribunadopovo.com.br/tribuna-doa-fotos-antigas-para-casa-da-memoria

domingo, 21 de abril de 2013

PATRIMÔNIOS HISTÓRICOS


“Povo sem memória vira fantasma de si mesmo.” 
Elton Medeiros

Reportagem: Rafael Faria

O povo brasileiro é sempre acusado de não ter memória sobre os fatos do passado. Pior que isso é depredar o que a história construiu. Quantas vezes lamentamos pichações em prédios, monumentos, bancos de praça… Claro que existem aqueles que valor nenhum dão a esses espaços, mas basta pichar o muro da própria casa para uma tempestade de fúria se armar.
Porém, pessoas esquecem que o que é público, é de todos. Aliás, essa é a essência da palavra “público”: de origem latina, refere-se ao que é do povo e serve para todos. Como forma de resgatar esses espaços, preservando, temos órgãos com plenos poderes para tombar os chamados patrimônios públicos.
O termo parece estranho. No entanto, a palavra tombamento, tem origem portuguesa e significa fazer um registro do patrimônio de alguém em livros específicos num órgão de Estado que cumpre tal função. Ou seja, utilizamos a palavra no sentido de registrar algo que é de valor para uma comunidade protegendo-o por meio de legislação específica. O seu ato é administrativo realizado pelo poder público com o objetivo de preservar, através da aplicação da lei, bens de valor histórico, cultural, arquitetônico e ambiental para a população, impedindo que venham a ser destruídos ou descaracterizados.
Assim, com a reforma do Cine Santa Helena, tomando em 1991, pelo Comphac (Conselho Municipal do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural) de Araras, e já anunciada pela atual administração pública, toda a sua fachada é imexível, inclusive com o dever de resgatar as cores originais do prédio, preservando sua memória.
“Eu vejo que tombar um espaço que teve uma importante atuação na história de uma cidade é um ato de cidadania. Você está resgando valores de um momento da sociedade e preservando a memória da cidade. Além disso, preserva as ideias de quem um dia pensou naquele espaço. Pro seu criador, um prédio é uma obra de arte”, opina o arquiteto Felipe Beloto, atual presidente do Comphac de Araras.
Os patrimônios de Araras

Não é apenas o Comphac que tem o poder de tombar patrimônio de uma cidade. O Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico) também atua na mesma política. Com a diferença que o segundo é órgão estadual e agiu em Araras em duas ocasiões, tombando a nossa Casa da Cultura, construída inicialmente para ser Fórum e cadeia e, mais recentemente, em 2002, tombando o prédio da Escola Estadual “Justiniano Witaker de Oliveira”.


Na ocasião, foi o próprio governador do Estado, Geraldo Alckmin, que esteve na cidade, durante o centenário da Festa das Árvores, para assinar o decreto. É na praça da escola que se encontra, segundo os registros históricos, uma das únicas árvores remanescentes da primeira festa da árvore da cidade, da espécie macaúba.
Agora, por um instante, corra para a lista dos bens tombados ao longo destes 150 anos de fundação de Araras. A relação é curiosa… pronto, pode voltar para o texto. Temos de prédios suntuosos, como o Solar “Benedita Nogueira”, até os paralelepípedos da região central da cidade – logo o asfalto não tomará o lugar deles, e túmulos no cemitério municipal, como os dos fundadores da cidade e do médico Narciso Gomes, que registra caravanas de visitantes.
Mas em alguns casos, infelizmente, o tempo correu e a deterioração foi inevitável, como é o caso da estação ferroviária do Bairro Elihu Root. O espaço pertence ao Governo do Estado e, há menos de dois anos, o município conseguiu a posse do local, comprometendo-se a revitalizá-lo.
E a lei de tombamentos é clara: “aquele que ameaçar ou destruir um bem tombado está sujeito a processo legal que poderá definir multas, medidas compensatórias ou até mesmo a reconstrução do bem como estava na data do tombamento dependendo do veredicto final do processo”. Está dado o recado.
“Vamos preservar o que ainda temos diante dos nossos olhos. Infelizmente, muita coisa já se perdeu. E Araras, comparada a outros municípios do país, é rica nesse quesito.  E mesmo que um local não seja tombado, não significa que não lhe cabe preservação. Quando um bem público se perde, é parte da memória do povo que vai embora”, completa Felipe Beloto.
Bens Tombados Pelo Comphac
  • Escola “Cel. Justiniano Witaker De Oliveira”
  • Escola “Ignácio Zurita Júnior”
  • Igreja do Sagrado Coração de Jesus
  • Praça Barão de Araras
  • Solar “Benedita Nogueira”
  • Edifício “Antonio Lotto”
  • Casarão na esquina da Praça Barão de Araras com rua Senador Lacerda Franco
  • Estação Ferroviária do Bairro Elihu Root
  • Fazenda Candelária – parte do Lago Bartira e avenida de bambu
  • Fazenda Santo Antonio
  • Fazenda Miraluna – parte do Lago Bartira, mais faixa de 30 metros no contorno
  • Igreja Matriz Nossa Senhora do Patrocínio
  • Igreja Santa Cruz
  • Igreja Presbiteriana de Araras
  • Teatro Estadual “Maestro Francisco Paulo Russo”
  • Biblioteca e Praça “Narciso Gomes”
  • Instituto Nossa Senhora Auxiliadora – Insa
  • Cine Teatro Santa Helena
  • Casa Sede da Fazenda São Joaquim
  • Casa Sede da Fazenda Montevidéo
  • Centro Espírita “Caibar Schutel”
  • Casa Sede da Fazenda Morro Alto
  • Casa Sede da Fazenda Campo Alto
  • Praça Monsenhor Quércia
  • Prédio ao lado do Solar Benedita Nogueira
  • Estação da Antiga Fepasa
  • Busto de Pedro do Carmo, na Praça Monsenhor Quércia
  • Busto do Monsenhor Quércia, na Praça Monsenhor Quércia
  • Busto do Cel. Justiniano, na frente da escola
  • Busto do Prof. Milton Severino, no Lago Municipal
  • Monumento ao Centenário da República, na Praça Narciso Gomes
  • Cruzeiro, na Avenida do Café
  • Monumento Zumbi dos Palmares, na Praça do José Ometto II
  • Cristo, na Rua Campinas – Jardim Santa Rosa
  • Monumento na Praça da Bíblia
  • Estátua de Nossa Senhora, na Praça da Igreja São Benedito
  • Onze Estátuas de Mármore Branco, localizadas na Casa da Cultura, Centro Cultural e Lago Municipal
  • Jazigos do Padre Atílio Cosci e Padre Casimiro C. Ros, do Dr. Luiz Narciso Gomes, Cel. Justiniano W. de Oliveira, Lourenço Dias, Barão de Araras, Barão de Arary, Família Alves e Família Leite, do Padre Antonio Augusto D’Alkimin, do prefeito Alberto Feres
  • Conjunto de Jazigos na Via Anhanguera, em área da Fazenda São João
  • Impressora Plana do Jornal “Tribuna do Povo”
  • Cristo da Fazenda São José
  • Árvores do Município
  • Jequitibás da Fazenda Campo Alto
  • Árvore Óleo de Copaíba – Jd. São Luiz e Jd. São Nicolau
  • Santa Casa de Misericórdia de Araras
  • Paralelepípedos das ruas centrais da cidade

sexta-feira, 5 de abril de 2013

CENTRO CULTURAL LENI DE OLIVEIRA ZURITA

Visita a esse magnífico espaço em 12 de março de 2013







segunda-feira, 1 de abril de 2013

ÁLBUM DE ARARAS - imagens



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Álbum de Araras digitalizado em 26/03/2017 - acesse o link


domingo, 24 de março de 2013

CASA DA MEMÓRIA DE ARARAS

 EDUCANDÁRIO BENEDITA NOGUEIRA

No dia 21 de março de 1921, era noticiado, em Portugal, na cidade de Lisboa, o falecimento da sra. Benedita Galvão de Melo Nogueira, nascida em Araras, da família Alves Camargo, e casada com o médico Dr. João Ferreira de Mello Nogueira, que aqui clinicou por vários anos, atuando também como vereador à Câmara Municipal, durante três legislaturas (1883-1900).

Cinco anos mais tarde, passou-se a se preparar a instalação desse Asilo, no antigo Solar de Dª Benedita Nogueira, em terreno que ocupava a quadra compreendida pelo canto da Praça Barão de Araras, a Rua Sete de Setembro, Rua Júlio Mesquita e a Rua que passou a denominar-se dª Benedita Nogueira.

No dia 20 de dezembro de 1926, o provedor Antonio Pádua Telles, da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, enviava ao prefeito municipal de Araras, sr. Antonio Alfredo Matthiesen, ofício respondendo a sua consulta, escusando se de conceder o nome de Asilo Dona Benedita Nogueira à instituição filantrópica que se estava em Araras, por doação testamentária da benemérita ararense, explicando que um dispositivo testamentário determinava que a denominação fosse a de “Asilo Santo Antonio para Órfãs”.

O testamento de Benedita Nogueira determinava ainda que: Este Asilo denominar-se-á Asilo Santo Antonio para Órfãs” e que, “no mesmo Asilo será colocado o meu quadro representando a imagem do ECCE HOMO que está no escritório de minha casa em São João do Estoril (Portugal), que será exposto à veneração das asiladas”.

Não sabemos se este quadro chegou a vir de Portugal para Araras, conforme desejo da doadora. Teria ele, hoje, um valor histórico muito grande, destinado a figurar como peça rara no Museus Histórico que se projeta.

O documento testamentário concluía por desejar “que as educandas que receberem abrigo e proteção neste Asilo, que instituo por muito amor a Dês, sejam educadas com sentimentos, como eu sempre, toda a minha vida professei, que lhes ensinem a religião do devedor, amando a Dês sobre todas as coisas e, ao próximo, como a nós mesmos, e que elas na sua vida sigam sempre o caminho da virtude”.

A inauguração do Educandário, ou melhor, do Asilo Santo Antonio para Órfãs, aconteceu no dia 28 de dezembro de 1929, com as presenças de destacados membros da Mesa da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, que, por essa ocasião, era integrada por destacadas personalidades paulistas, entre as quais se encontravam o Dr. Washington Luiz Pereira de Souza, presidente do Estado, Dr. Antonio Pádua Salles provedor, Augusto de Meirelles Reis, Jayme Loureiro Martins Costa, Plínio Barreto, Alberto da Silva e Souza, João Maurício de Sampaio Vianna, José dos Santos Azevedo, Alberto de Menezes Borba, Horácio Spindola, José Carlos de Macedo Soares, Roberto Simonsen, Numa de Oliveira, Antonio de Lacerda Franco, Manoel Afonso Marques Martins Costa, Reynaldo Porchat, Cantídio de Moura Campos, Olympio Portugal, Sinésio Rangel Pestana, Carlos Leôncio de Magalhães e o bispo Diocesano Dom Barreto.

Os estatutos da nova entidade filantrópica foram elaborados pelos srs. Plínio Barreto e J.C.Macedo Soares, ficando a sua direção entregue às Madre Missionárias Lúcia de Jesus Crucificado, Delmira de Santa Cruz, Francisca das Cinco Chagas, Maria do Espírito Santo, Lídia de Santa Rosa de Lima e Cândida de São José.

Pesquisas e redação de Nelson Martins de Almeida
postagem - Inajá Martins de Almeida
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04.04.1948 - Jornal Tribuna do Povo - O sargento Palma, comandante do destacamento local, escreve ao jornalista Nelson Martins de Almeida: 

"Tenho acompanhado os vossos escritos em a "Tribuna do Povo", principalmente sobre o que diz respeito ao interesse da nossa terra. 

Gostei do último artigo, referente às Instituições de Utilidade Pública de Araras. 

Dentre as instituições de Caridade existentes em Araras, está, em primeiro lugar o Asilo Santo Antonio para Órfãos, porque olhar pela infância de hoje é amparar a velhice de amanhã. 

Senhor Jornalista "Asilo para Órfãos" -   com um nome desses, hoje em dia não se faz mais caridade. A criança, nele abrigada, cresce e... cresce também nela, o complexo de inferioridade, que não a largará pelo resto de sua vida. De quem a culpa ? Dela? Não! Nossa? Sim!...

Porquê não trocar para "Casa das Meninas"; "Lar das Meninas"; "Lar das Moças"; "Casa das Crianças" ou "Abrigo Dona Fulana". Esse terrível "Asilo". Trocar o nome atual de "Asilo por um mais brando é nossa obrigação.

Conheço diversas ex-internadas. Já apreciei o que de belo aprenderam e aprenderam naquela Casa de Caridade. Tem elas vexame em dizer que foram criadas num "Asilo". Por quê? Porque são meninas-moças e desejam poder dizer como as outras, que foram educadas nesta ou naquela Escola. Sem ideia de esmoleres, de caridade pública, ou de desprotegidas da sorte, que não tiveram pais. 

Sr. Nelson Martins de Almeida, aí fica a mina sugestão. Que ela frutifique na vossa pena, como árvore benfazeja e boa, ou que cresça na vossa mente tal qual agudos e dolorosos espinhos. São os meus desejos" - (a) Sargento Palma" 

Atendendo ao apelo do sargento Palma, e o fizemos julgando das mais justas a sua explanação. Sua carta a transcrevemos com comentários em a "Tribuna do Povo". Nossa parte foi feita; mudou-se o nome do Asilo, que passou a ostentar a denominação "Educandário Dona Benedita Nogueira".

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21/04/2010 

Solar Benedita Nogueira abrigará Casa da Memória
Primeira reunião aconteceu na manhã da última quarta-feira (21), no gabinete do prefeito

A cidade de Araras terá em breve mais um espaço cultural, trata-se da Casa da Memória, local onde serão destacados fatos históricos do município. Esta primeira reunião, que aconteceu na manhã da última quarta-feira (21/04/2010), envolveu representantes do Poder Público e da sociedade.
A Casa da Memória, que será uma espécie de museu, vai ser instalada no Solar Benedita Nogueira...  acompanhe toda a matéria 
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19/09/2011  
Comissão vai definir acervo que fará parte da Casa da Memória
A Casa da Memória, espécie de museu que será instalado no Solar Benedita Nogueira, já começou a ganhar forma. Historiadores e pessoas ligadas ao patrimônio público do município estão se reunindo para discutir o acervo que será exposto do museu.

Criação do grupo foi discutida durante reunião entre membros nomeados para acompanhar a implantação do local, Poder Público e integrantes da Arquipron...

Segundo o secretário municipal de Planejamento, Gestão e Mobilidade, Felipe Dezotti Beloto, o encontro serviu para apresentar essa possibilidade aos historiadores e pessoas ligadas ao patrimônio público do município... acompanhe toda a matéria


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16/11/2011
Munícipe doa livro histórico para o acervo da Casa da Memória

Aposentado Élio Arruda entregou a obra “Álbum de Araras” ao prefeito Dr. Nelson Dimas Brambilla.
O prefeito Dr. Nelson Dimas Brambilla recebeu a doação de um material histórico para o acervo da Casa da Memória. O livro “Álbum de Araras” – 1862/1949, escrito por Nelson Martins de Almeida com a colaboração do jornalista Mamede de Souza, foi entregue pelo aposentado Élio Arruda... acompanhe toda a matéria... 

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02/03/2012

Casa da Memória será implantada por meio da Lei Rouanet
Projeto encaminhado ao Ministério da Cultura foi aprovado; Prefeitura poderá captar recursos junto a empresas.
Graças aos esforços da Secretaria de Ação Cultural e Cidadania, da Secretaria Municipal de Planejamento, Gestão e Mobilidade, de um grupo de historiadores e membros da comissão formada por integrantes indicados pelo poder público, a implantação da Casa da Memória, no Solar Benedita Nogueira, será viabilizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, mais conhecida como Lei Rouanet.
O acervo que ficará disponível no espaço está sendo definido por membros de comissão nomeada pelo prefeito Dr. Brambilla. A comissão é composta pelos secretários Felipe Beloto (Planejamento, Gestão e Mobilidade), Milton José Triano (Segurança Pública e Defesa Civil) e Marcelo Daniel (Ação Cultural e Cidadania), além de João Ferreira, João de Melo, Antônio N. Inocente, Pedro Pessoto Filho, Cárita Rosalin, Luis Della Coletta e também os historiadores Alcyr Mathiesen, Tadeu Viganó, Wenilton Daltro e José Carlos Victorello.... acompanhe toda a matéria

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12/03/2013 
Começa pesquisa para formação do acervo da Casa da Memória
Pesquisadores da empresa Arquiprom, responsável pela instalação do local, vão realizar levantamento de dados históricos e coleta do material que ficará em exposição.
O início dos trabalhos de pesquisa foi discutido em reunião realizada na última terça-feira (12/03/2013), no Centro Cultural “Leny de Oliveira Zurita”. O encontro contou com a presença do prefeito Nelson Dimas Brambilla, dos secretários Felipe Beloto (Planejamento, Gestão e Mobilidade) e Marcelo Daniel (Ação Cultural e Cidadania), além dos membros da comissão responsável pela escolha do acervo Milton Triano, João de Melo, Antônio N. Inocente, Pedro Pessoto Filho, Cárita Rosalin, Wenilton Daltro, Inajá Martins de Almeida, Matilde Viganó, Alcyr Mathiesen e José Carlos Victorello.
Espécie de museu que preservará a história do município, a Casa da Memória será instalada no Solar Benedita Nogueira, no Calçadão “Monsenhor Quércia” e contará com salas para apresentação de workshop, estudo e pesquisas. O acervo coletado durante a pesquisa documental será digitalizado e poderá ser acessado no local de forma interativa. O público poderá ouvir depoimentos e assistir aos vídeos, resultado das entrevistas e pesquisa documental...       acompanhe toda matéria

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ARARAS 142 ANOS DE EMANCIPAÇÃO - 24/03/2013

“A Casa da Memória terá como objetivo resgatar e preservar a memória de Araras e disponibilizar isso para o público, de forma digitalizada e organizada para pesquisa”, declarou o secretário de Ação Cultural e Cidadania Marcelo Daniel, o Mussa. 


Parabéns pela belíssima reportagem. A memória sim deve ser resgatada. Perpetuada. Eu como filha de historiador posso afirmar a importância dessa iniciativa. No bloghttp://nelsonmartinsdealmeida.blogspot.com.br/ capturei algumas informações e ali as registrei.
Abraços / Inajá Martins de Almeida




Os espaços voltados ao lazer e cultura sempre foram reivindicados pela população de Araras ... Após a implantação da Casa da Memória no prédio do Solar Benedita Nogueira, e a restauração do antigo Cine Santa Helena, juntamente com a Casa da Cultura já existente na praça Barão de Araras, a ideia da administração municipal é transformar a região num conjunto de edificações direcionadas à promoção de atividades e eventos culturais... acompanhe a matéria...


Parabéns pela iniciativa de resgatar tão magnífico patrimônio ararense.
Meu pai, historiador Nelson Martins de Almeida – falecido ano passado aos 94 anos – estaria compartilhando o brilhantismo desse empreendimento político cultural e histórico.
No blog http://nelsonmartinsdealmeida.blogspot.com.br/ faço menção ao aludido nesse veículo informacional.
Parabéns duplamente : pelo aniversário da cidade e pelas reportagens.
Inajá Martins de Almeida




Tribuna do Povo - 12/03/2013

A comissão que auxilia a Prefeitura na implantação da Casa da Memória, um museu com acervo sobre a história de Araras e que vai funcionar no Solar Benedita Nogueira, se reúne hoje, terça, para discutir a implantação do espaço museológico...continue em


Álbum de Araras - Nelson Martins de Almeida, 1948
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Matérias:


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20.08.2017 - Casa da Memória Araras, SP, colhe depoimentos de moradores










quinta-feira, 21 de março de 2013

TEATRO ESTADUAL DE ARARAS - FRANCISCO PAULO RUSSO


Teatro Estadual de Araras Maestro Francisco Paulo Russo
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Oscar Niemeyer


"Trata-se de um teatro de porte médio elaborado dentro da técnica mais apurada. Para isso organizamos nossa equipe: Hélio Penteado, Hélio Pasta e eu na arquitetura; Promon nos problemas estruturais; Nepomuceno na acústica, Mingrone na luminotécnica; Ripper na cenotécnica; Luís Fernando na ventilação e ar-condicionado; e Afonso Assump
ção no controle diário dos problemas arquitetônicos da construção. matéria em...

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LOCALIZAÇÃO:

Av. Dona Renata, 401 – Araras
CEP 13600-001

Telefone: (19) 3541-5969 – Fax







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pesquisa, captura e montagem de imagens, postagem por Inajá Martins de Almeida

quarta-feira, 20 de março de 2013

GALERIA DE OBRAS DE NELSON MARTINS DE ALMEIDA

Em 19 de março de 2013 Nelson Martins de Almeida completaria 95 anos. 
Em maio de 2012 deixava seu legado histórico e biográfico para as gerações vindouras.
A esta sua filha coube resgatar parte de uma vida entre linhas e fatos históricos.
A página traz algumas obras da sua produção.

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Nos idos de 1918 Alfredo Martins de Almeida, avô desta que registra, prestava serviços como Contador (Guarda Livros - termo da época) ocasião em que a esposa Aida Colavisa de Almeida (avó), agracia-lhe com o filho Nelson.

Criança ainda, Nelson acompanha os pais para a capital paulista, onde inicia seus estudos, afastando-se desta feita da cidade natal.

O tempo passa a ser contado. Jovem, estudando, trabalhando, vê o destino aproximar aquela que iria tecer pontos para  retornar às suas memórias, jamais apartadas do seus retalhos de infância na fazenda Campo Alto.

A jovem, Dalila,  da família ararense Salviatto, em férias na casa do tio paterno Primo Salviatto, encontra-se com o rapaz Nelson. 

Início da década de 40 - ano 1941 - o encontro.  O casamento aconteceria em 1944, marco este que se perpetuaria numa longa e frutífera união contada em seis décadas. Sessenta anos. Mais poderiam ser agregados, não fora o desenlace desta em 2004.

Aquela bela jovem - Dalila Salviatto de Almeida - pode então compactuar como cúmplice entre lãs, linhas e livros, como esta filha costuma registrar.

Dalila - artesã das lãs. Nelson - artesão das linhas, dos fatos históricos registrados nas obras que se contam em dezenas. Inajá - a filha - não há como negar: artesã das linhas, das linhas e dos livros.     
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  • 1946 - O FORASTEIRO
Edição única sobre a arquitetura de Santos, em fotos. Prédios, casas suntuosas. Eram os idos de 1946.  
  • 1948 - ÁLBUM DE ARARAS


digite o link e obtenha a obra em pdf

https://araras.sp.gov.br/im/album_de_araras.pdf - Álbum de Araras digitalizado


Salvador Baggio Jr., Nelson Martins de Almeida, Arnando Russo e Américo Venâncio Padula

Usina Palmeiras - cidade de Araras/SP - 1949

foto do arquivo particular do prof. Wenilton Daltro
captura, tratamento imagem e postagem: Inajá Martins de Almeida
foto enviada via facebook - São Carlos - 20/3/2013


Jornal A Tribuna do Povo - datado de 6 de junho de 1948 - escreve sobre o "Álbum de Araras"
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  • 1948 - ÁLBUM DE ARARAQUARA 


A elaboração de um trabalho dessa natureza, geralmente denominado “álbum” ou “almanaque”, que era muito comum no passado ( muito embora Araraquara só tenha editado dois, este e aquele de 1.915) objetivava traçar um retrato do momento de sua edição, no que diz respeito às autoridades constituídas, vida política, produção rural, comercial e industrial. Era comum também reviver a história, publicar crônicas, poemas, acrósticos, refletindo a evolução cultural. Este álbum de 1.948 não foge à regra e, assim, apresenta um quadro bastante completo e favorável dessa Araraquara de meados do século XX. 

AUTOR: Nelson Martins de Almeida , redator-produtor do “Álbum de Araraquara”, edição de 1.948, nasceu a 19 de março de 1918, em Araras-SP, na Fazenda Campo Alto, sendo criado em S.Paulo, onde estudou comércio, publicidade, taquigrafia e jornalismo. Aos 19 anos, prestou serviço militar na Aeronáutica, no Campo dos Afonsos, Rio de Janeiro, saindo em outubro de 1938. Foi taquígrafo da Associação Paulista de Medicina e trabalhou em outras empresas. Organizou e publicou várias revistas de engenharia e arquitetura. Chegou a Araraquara em julho de 1.947, com plano de estudar e escrever o histórico da cidade.

ÁLBUM DIGITALIZADO 

https://www.dropbox.com/s/crx12s2ekayyufp/ALBUM-1948.PDF?dl=0

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  • 1951 - ÁLBUM DE RIO CLARO







Álbum de Rio Claro digitalizado 

https://aphrioclaro.sp.gov.br/wp-content/uploads/2022/10/APHRC_BRC_199_Album-de-Rio-Claro-1817-1951_Nelson-Martins-de-Almeida.pdf
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  • 1952 - ISTO É SÃO CAETANO DO SUL 



  • 1953 - RETRATOS ARARAS ANTIGA




  • 1953 - MUNICIPALIDADES PAULISTAS 


  • 1954 - ELES CONSTRUÍRAM A GRANDEZA DE SÃO PAULO

ALMEIDA, N. MARTINS; Eles Construiram a Grandeza de São Paulo - in memeorian; 1a. Ed.,Ed.Soc.Brasileira de Expansão Comercial Ltda,SP,1954,V.1,318p
Biblioteca do Departamento do Patrimônio Histórico da Secretaria Municipal de Cultura do Município de São Paulo. 
Hemeroteca da Sessão de Documentação Jornalística do Departamento de Documentação e Informação da Câmara Municipal de São Paulo.
Sistema de Informação ao Cidadão da Biblioteca Municipal Mário de Andrade.





  • KORYBUT-WORONIECK, Jan. Eles construiram a grandeza de São Paulo (in memoriam). São Paulo: Sociedade Brasileira de Expansão Comercial, 1954. 317 p.


OBS:-
  • As informações foram encontradas através da internet. 
  • A obra fora editada em parceria Nelson Martins de Almeida e Jan Korybut-Woronieck
  • A obra pode ser consultada na Biblioteca Municipal Mário de Andrade - segundo informações encontradas nesta data 13\04\2013 por esta que escreve - Inajá Martins de Almeida  

  • 1957 - ÁLBUM FUTEBOLÍSTICO DE SÃO PAULO


  • 1957 - CLUBES DO FUTEBOL PAULISTA - v.1


Álbum em capa dura, 300 páginas, ricamente ilustrado. Raro exemplar deste álbum que traz um amplo mapeamento dos clubes de futebol profissionais e amadores da capital paulista. Com a história de suas fundações desde o século XIX.
  • 1958 - NASCE UMA METRÓPOLE - participação 


  • 1959 - GALERIA BIOGRÁFICA PAULISTA


  • 1966 / 1968 - REVISTA DE ARARAS - 12 edições 

REVISTA DE ARARAS - Araras - 1966 / 1968 - doze edições


  • 1968 - ARARAS ADMINISTRAÇÃO Ivan Estevam Zurita


Publicação Prefeitura Municipal de Araras Assessoria de Imprensa - 1968
Coordenação e Redação de Nelson Martins de Almeida


  • 1975 - REVISTA DO REBANHO - edição única


REVISTA DO REBANHO - São Paulo / 1975 - edição única
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Fotos dos álbuns : Elvio Antunes de Arruda
Montagem e postagem : Inajá Martins de Almeida

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