quinta-feira, 18 de julho de 2013

MEMORIAL DE ARARAS POR NELSON MARTINS DE ALMEIDA

APRESENTAÇÃO

A razão de nossos escritos sobre a História de Araras, município, em que tivemos a ventura de nascer, está em que nos achamos empenhados, há vários anos, na compilação e pesquisa dos fatos esparsos que a compõe e, que vem sendo compilado neste blog, como fonte de registro e resgate histórico. 

Seguindo a um conselho do saudoso prefeito Francisco Graziano, em cuja gestão tivemos a oportunidade e a honra de escrever e lançar o ÁLBUM DE ARARAS, ed. 1949. (Nelson Martins de Almeida e Mamede de Souza) 

Após intensas pesquisas na Biblioteca Municipal de Araras, e outras fontes a que tivemos acesso, passamos a pesquisar junto aos próprios livros de atas da Câmara Municipal, onde fomos “fuçar” em velhos papeis e amareladas pagina manuscritas, tudo o que os nossos antigos fizeram em prol desta comunidade que hoje se orgulha de sua modelar e organizada urbe.

O livro de atas mais antigo que então encontramos havia sido o de 1892, e demos inicio à nossa perquirição histórica, transportando-nos para aqueles idos do pioneirismo heroico de nossos ancestrais, empolgando-nos com a magnitude de seus gestos de trabalho abnegado e desprovido de qualquer compensação material, mas sempre visando o bem da coletividade do burgo incipiente, e do seu desenvolvimento gradativo.

Ora, o gesto magnânimo de seus fundadores – Bento de Lacerda Guimarães e José de Lacerda Guimarães – doando as terras para o Patrimônio; depois a comissão camarista trabalhando ativamente para a construção de um templo majestoso a ser erguido na imensa praça descampada; os médicos abnegados a combater as epidemias, as febres de mau caráter e fundando a sua santa casa de misericórdia; os heroicos pioneiros da imprensa a enfrentar, no seu idealismo puro, as intempéries de omissão, do descaso e da ignorância, os fundadores de fazendas, plantadores de cana-de-açúcar, da mandioca e do café, que vieram a enriquecer a Nação; os rasgadores de sertões implantando trilhos de aço das estradas de ferro que fomentaram o progresso e trouxerem aos campos a civilização contemporânea.

Havíamos, pois, partido em nossas pesquisas, do livro de 1892; mas, refletindo sobre que o município se instalava a 07 de Janeiro de 1873, ou seja, dezenove anos antes, voltamos a uma procura mais intensa nos velhos arquivos, até que, finalmente, encontramos os almejados livros anteriores, inclusive o primeiro livro de atas, iniciado em 1873.

Somos de parecer que estes livros são históricos, e deveriam estar aos cuidados da Biblioteca Municipal, pois que transcendem ao interesse dos próprios vereadores e da Câmara, para se situarem como uma relíquia pode ser preservada pela própria Biblioteca.

Durante anos, nas horas ociosas, fizemos as nossas pesquisas, uma luta contra o tempo, já que precisávamos viver e, não poderíamos nos fixar apenas neste trabalho, para o qual ninguém nos remunera. E, quanto mais nos aprofundávamos em nosso mister, apesar das restrições caseiras pelo nosso diletantismo, o nosso “hobby” de nenhuma compensação material, mas sumamente espiritual, no silêncio de nossa sala de trabalho, frente a maquina de escrever, íamos nos empolgando cada vez mais com a riqueza dos acontecimentos esparsos, esquecidos entre os arquivos nunca lembrados.

E foi assim que descobrimos fatos interessantes que a maioria dos conterrâneos ararenses desconhece e enriquecemos, sobremaneira com novos fatos aqueles que poucos conhecem. Isto nos possibilitará dar nova dimensão a História de Araras, de que se servirão os ararenses de hoje, e, os vindouros, interessados em melhor conhecer a formação desta cidade.

Estes conhecimentos, que passamos a ter através das documentações pesquisadas, aliados aos que já trazíamos de nossos trabalhos anteriores que, desde 1948, vimos fazendo para esta cidade, nos possibilitaram apresentar a Prefeitura Municipal, quando assessor de imprensa, um trabalho pessoal de que nos orgulhamos: o levantamento da nomenclatura das ruas de Araras.

Desse trabalho, chegamos a conclusão de que mais de 100 vias publicas estavam sem nomes, identificadas apenas por números ou letras, como eram os casos dos bairros Jardim Candida, Jardim Fátima e outros.

Apresentamos um trabalho com mais de 100 nomes de vultos ararenses, esquecidos no tempo, mas legendários na História, pelo que fizeram em prol de sua comunidade, a sua época.

Vultos como: Olympio Portugal, o primeiro cientista a aplicar o soro antiofídico no Brasil; Clementino Canabrava, autor de varias proposições; Ascânio Villasboas, que tanto trabalhou para a implantação da iluminação publica de Araras, ao tempo dos românticos lampiões a querosene.

Neste trabalho, os nomes foram apresentados, seguindo-se ligeiros traços de sua atuação que os justificavam.

Nelson Martins de Almeida
Historiador

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Documento este resgatado em 17 de julho de 2013 e transcrito para este blog. 
Pressupõe-se que fora redigido entre os anos de 2005/2006

quinta-feira, 11 de julho de 2013

CASA DA CULTURA DE ARARAS - Secretaria Municipal de Cultura e Lazer

por Nelson Martins de Almeida

A ideia da defesa do patrimônio cultural dos povos, como conceito universal, foi entregue à UNESCO, como organismo internacional, responsável por sua preservação. No Brasil, criou-se, em 1937, o IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. O conceito cultural na arquitetura teve a cidade de São Paulo como pioneira.

Em 1968, foi criado, na capital paulista - São Paulo - o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo – CONDEPHAAT, que passou a difundir ainda mais o conceito a se obedecer para a preservação do patrimônio arquitetural histórico das cidades paulistas.

Em 1974, chega a São Paulo, Hugues de Varinne Bohan, membro da UNESCO, e desenvolve um curso de restauração na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo, o que iria inspirar a Prefeitura da Capital – a maior cidade brasileira – a preservar com mais cuidado o patrimônio histórico da cidade, contratando os arquitetos e, ao mesmo tempo, historiadores, Benedicto Lima de Toledo e Carlos Lemos, para um estudo sobre as obras arquitetônicas que, pelo seu conteúdo, passado histórico, exemplo de Arte, deveriam ser preservadas como bens culturais.

A lei nº 8252/75 de 19 de maio de 1975, da Prefeitura Municipal de São Paulo, criou, pela sua Secretaria Municipal de Cultura, o Departamento do Patrimônio Histórico, reunindo elementos para as questões de arquivística, museologia e preservação do patrimônio histórico.

A decisão extendeu-se às cidades do interior, a refletir em suas autoridades e na sua população, não faltando para isso o apoio e o incentivo do governo paulista, que, em 1977, iria instituir o Programa de Preservação e Revitalização do Patrimônio Ambiental Urbano.

EM ARARAS

Este conceito de preservação de bens culturais, iniciou-se em Araras, através de um trabalho muito bem elaborado e apresentado em 1975, à Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, pelo arquiteto ararense Francisco Borges Filho, como trabalho de graduação interdisciplinar.


Seu trabalho visava a preservação do velho edifício do Fórum e Cadeia Pública de Araras, o Solar Benedita Nogueira, então pertencente à Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, e o Teatro Santa Helena, de propriedade particular, prédios esses que se encontravam desativados. 

O projeto visava a desapropriação e a transferência do edifício do Fórum, do Estado para o Município de Araras, e seu tombamento pelo CONDEPHAAT, o que veio a se realizar a 18 de julho de 1976, em solenidade oficial.

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Memória, pesquisa, acervo de Nelson Martins deAlmeida 
Postagem Inajá Martins de Almeida
São Carlos - 11/07/2013

quarta-feira, 10 de julho de 2013

A IMPRENSA DE ARARAS

1.6.1889 - A NEBULOSA, jornal fundado por Francisco Conceição.
Em 2.8.1889 resolve a Câmara de Araras que, “em vista da pouca circulação que tem neste município, o jornal A Nebulosa”, que se oficiasse ao seu redator Francisco Conceição, desistindo da renovação Centro Cultural Ararense.a denominar-se CULTURA, pertendenc Enio Viterbo, Paulo Salomde Araras alasportar a biblioteca que ha

1.3.1890 – CIDADE DE ARARAS, jornal fundado por Pedro Augusto do Carmos. Encerrado em 15 de abril de 1891.

16.1.1892 – TRIBUNA DO POVO, fundado por Pedro Augusto do Carmo.
 Em 1904, passa à propriedade de Virigílio Tavares & Cia, com redação à Rua 8 de Abril, 17 (atual Rua Júlio Mesquita.
10.5.1914 – redator chefe: Júlio Silva
9.1.1921 – o jornal ressurge como propriedade de Francisco Paulo Russo & Cia.
12.3.1922 – passa à propriedade de “uma associação”, sem a citação de seus componentes.
13.1.1924 – Redator-chefe Florindo B.Camargo, gerência de Narino Ghirardello;
20.11.1927 – Florindo B.Camargo deixa a redação, que passa a “redatores diversos”, continuando Narino Ghirardello na gerência;
15.7.1928 – volta a redação a ser exercida por Florindo B.Camargo;
Abril 1929 – Redator-chefe Dr. Oscar Ulson, gerente Narino Ghirardelo;
9.2.1930 – Oscar Ulson deixa a redação, assume Guerino de Salvi;
29.6.1930 – Narino Ghirardelo deixa a gerência, que passa a ser exercida por Sylvino Pontes;
21.12.1939 – José Camargo Schmidt passa a ser o redator-responsável e Narino Ghirardelo volta à gerência;
2.8.1931 – Guerino de Salvi volta a ser o redator, e fica até 31 de janeiro de 1932;
31.1.1932 – Oscar Ulson assume a redação;
27.1.1933 – falece Narino Ghirardello, assumindo a gerência seus filho Orpheu Ghirardello, que exerce esse cago até fevereiro de 1936;
23.2.1936 – a redação passa a ser exercida por Orpheu Ghirardello, acumulando o cargo de gerente.
29.10.1939 – Orpheu Ghirardello vende o jornal Tribuna do Povo a José Zurita Fernandes, que assume a direção a partir de 5.11.1939.
14.10.1945 – José Zurita Fernandes deixa a diração do jronal que passa a responsabilidade de Eliseo Zurita Fernandes.

OUTROS JORNAIS

29.07.1905 - O RECLAME, jornal fundado em 29.7.1905, como órgão da Tipografia e Papelaria de Eduardo Asbahr & Cia. Circula até o nº 23 editado em 23.12.1905.

1.4.1906 –  CIDADE DE ARARAS, circula o primeiro número do jornal fundado pelo dr. Rodolpho Coimbra, médico, político e fazendeiro, proprietário da Fazenda Montevidéo. Edita 200 números, como órgão do Partido dissidente e publica seu último número o de número 200, em 21 de novembro de 1909, encerrando-se com o falecimento de seu fundador e responsávil.

1921 – O OÁSIS

1922 – O CLARIM, fundador por Guerino de Salvi, tem duração efêmera

1933 – COMMERCIO DE ARARAS – “Órgão dedicado aos interesses do município sem ligação partidária”, fundado por R.Chaves & Cia, que tem a gerência de Roque Chaves.
A partir do seu número 4, este jornal passa à propriedade de José Camargo Schmidt, que assume em 31.8.1933. Circulou até o nº 41, de 1 de janeiro de 1938.

1934/1937 – Circula O MUNICIPAL – Órgão do Partido Constitucionalista Paulista.

1937 - O ACADÊMICO – Em 14 de março de 1937, é criado o ACADÊMICO, tendo por diretor Paulo Gomes Barbosa, e como redatores Enio Viterbo, Paulo Salomão, Orley Camargo Schmidt, Joaquim Rocha Junior, Laerte Michielim, José Zurita Fernandes e Alberto Feres.
Era órgão da Academia Literária Estudantina de Araras. A partir de seu nº 22, passa a denominar-se CULTURA, pertenCendo então ao Órgão Centro Cultural Ararense.

1937 – O ARARENSE – Em 25 de setembro de 1938, surge o ARARENSE, dirigido por Guerino de Salvi. Circulou até 1940.

1945 - FOLHA ARARENSE -  É fundado em 22 de abril de 1945,  tendo como diretor-redator Lauro Michielim e como colaboradores Enio Viterbo, Jsé Nello Lorenzon, Helio Q.Arrida, Sylvino Pontes, Oscar Ulson, Arthur Luppi, Paulo Bonfanti e Maximiliano Baruto.

1951 – JORNAL DE ARARAS – “Órgão independente de Caráter Municipalista”, fundado em 26.8.1951, tendo por redator-responsável Joaquim Rocha Junior e como redatr Jorge Orfale;
28.8.1952 – sai Jorge Orfale e o jornal fica redatado por “colaboradores diversos”;
12.11.1952 – Max Baruto assume a redação do jornal e permanece até 5.11.1953;
12.11.1953 – Redator-chefe Nelson Martins de Almeida, que permanece até 10 de junho de 1954, transferindo-se para São Paulo;
17.6.1954 – redador-chefe Francisco Salles Nogueira.

1962 – SEMANÁRIO DE ARARAS – É editado o primeiro número do SEMANÁRIO DE ARARAS, fundado por Olavo Marques, tendo como redator Fritz Hartes.
29.2.1964 – Assume a direção Milton Severino, tendo como redator Jayr Olindo Russolo;
6.7.1964 – o jornal tem como secretário de redação Ibrahim Wagner Severino;
31.10.1964 – O jornal passa a direção-geral de Milton Severino.

1969 – OPINIÃO JORNAL – fundado por Valentim Viola. Em circulação até a atualidade


 Nota: informação atualizada até novembro de 2005 


ARARAS POR SÃO PAULO - 9 DE JULHO DE 1932

A REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932

Na madrugada de 26 de fevereiro de 1932, a imprensa, que não se havia mancomunado com as ideais daqueles que haviam implantado o regime ditatorial, sofre o primeiro golpe com o empastelamento do Diário Carioca, cuja violência provocou o protesto solidário dos jornais do Rio e de São Paulo, com a suspensão de suas publicações.

A “Tribuna do Povo”, em artigo de fundo, lança então um artigo sob o título “A José de Lacerda Guimarães, fundador de Araras. Casado duas vezes, a primeira com uma prima-irmã, e a segunda, com uma sobrinha que se tornou Baronesa, teve uma prole de 17 filhos. Era sobrinho e genro do Alferes Franco, grande latifundiário de seu tempo e precursor da fundação e Araras.experiência da ditadura”, dizendo:

“... No dever de não ficar em silencio nesta hora grave e decisiva, bastar-nos-á transcrever as insuspeitas palavras de um desses jornais, “A Razão: “infelizmente, essa é a verdade. O povo, sem rumos, sem sentir por si o interesse do Governo Provisório; o Povo que confiou tanto na Revolução, que dela tudo esperou, encontra-se hoje num estado de desilusão, que degenera em atos e atitudes desesperados ...”


A 9 de julho os primeiros clamores se levantam e Araras , munida de sua tradição de civismo endereça telegrama ao Dr. Pedro de Toledo, Governador do Estado, no seguinte texto:

“Infra-assinados, representando população ararense, hipotecam integral apoio V.Excia, intérprete aspiração unânime povo paulista reintegração país regime da lei. Respeitosas saudações. (a) Oscar Ulson, Dr.B.Carvalho Franco, Ignácio Zurita Junior, André Ulson Jr., Luiz Delamain Jr., Dr. Leôncio da Costa Galvão, Sebastião C.Duarte, José Câmara Matos, Ovídio Padula, Francisco Graziano, Eolo Camargo Preto, Afonso Bueno, Sebastião C.Schimidt, Jorge Luiz”.

A 15 de julho, às 17 horas, em trem especial, no qual também seguiram voluntários de Pirassununga e outras localidades do ramal, partiu a primeira leva de voluntários ararenses, da qual declinam-se os nomes de:   Dr. Leôncio da Costa Galvão, Luiz Delamain Jr., Ovídio Carlos Padula, Arrideu Marcicano, Vitorino Simões Fortuna, Guilherme Terciotti, Américo de Campos, Silvino S.Pontes, Atílio Imolezi, Oto Ulderico Luca, Júlio Pereira, Fernando Afonso, João Giacomini Sobrinho, Paulo Russolo, Mario Bocayuva, João de Oliveira, Antonio Morais Rego, Francisco Marcicano Jr., Adhemar Corrêa, Lauro Reis, Antenor Elias, Paulo Silva, Belmiro Vitalino, Sebastião Iolando Logli, João Kammer Filho, José Xavier, Pedro Chagas, Paulo Vasconcelos Pinto, Antonio Kammer, Monoel Mani, Natalino Montagnolli, Belmiro Bento Marques, José Ferreira dos Santos, Trajano Leme, Francisco Ribeiro Scartezini, Adão José da Luz, Aristóteles Luz, Francisco Gonçalves, Luiz Gonzaga, Henrique Affonso, José Antonio dos Santos, Ovídio Bernardes da Cunha e Joaquim Filadelfo Machado Junior.

No dia 23 do mesmo mês, seguiu uma segunda leva de voluntários ararenses, composta por: Narciso Franzini, Benedito Ribeiro Martins, Mamede de Souza, José Bueno, Luiz Rodail, Luiz França, Antonio Carnier, Luiz Lucas Silva, Leocadio Alves, Rui S.Morais, Primo Bonadio, Manoel Mani, Acrisio Passos, José Ferreira Peixoto, Antonio Narciso Faber, Geraldo de Paula, Manoel Anacleto, Fernando Madalon, Aníbal Lopes, João Lopes, Domingos Júlio, José Galante Martins, Domingos Moreira, Jaime Bueno, Flosino Silva, Sebastião Alves, Marcelino Coelho, Sebastião Luiz, Antonio Camilo, José Bueno, Antonio Mazetto, Francisco de Oliveira, Euflosino Tangerino, João Amaro, Osvaldo Landgraf, João Gregório, Carlos Brunzetti, Manoel Navarro, Liberato Barra Mansa, Vergílio Serafim, Francisco Garofalo, Olindo Bagio, Antonio Moreira, Moacir Samuel, Luiz Santos, José Laureano, Prof. Vicente dos Santos, Afonso Schmidt, Eolo de Camargo Preto, Ovídio Leonardi, Juvenal Pesse, cabo reservista sr. José Câmara Mattos, Francisco Costa, Alaor Franco, Lázaro L.Lima, Domingos Moreira, José Rodrigues e outros nomes não encontrados durante a pesquisa.

DR. CESÁRIO COIMBRA – constitucionalista de 1932

Agricultor, advogado, político, um dos maiores vultos da vida pública, nasceu em Araras aos 13 de maio de 1891, filho do Dr. Rodolfo Coimbra e sra. Clotilde de Lacerda Coimbra e neto dos Barões de Araras. Formou-se em 1914, pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.

Em Araras foi fundador do Partido Municipal, ocupando a vereança em várias legislaturas, com acentuado brilho.

Na política destacou-se como um dos fundadores do Partido Democrático, ocupando vários cargos de direção; ao lado dos organizadores do Movimento Constitucionalista, combateu o bom combate, resultando para si o exílio; de volta à Pátria, figura junto aos fundadores do Partido Constitucionalista, sendo também um de seus dirigentes.

Foi Presidente do Instituo do Café, no Governo de Armando de Salles Oliveira, prestando inestimáveis serviços à lavoura. No jornal paulista “O Estado de São Paulo,  foi o responsável pela política cafeeira preconizada por esse jornal, tendo todos trabalhos publicados sob sua orientação.


Cesário Coimbra que a história haveria de perpetuar com um dos maiores vultos de Araras, faleceu em São Paulo, a 11 de dezembro de 1948. Era casado com a sra. Maria Sabino Coimbra, sendo seus filhos: sra. Maria América Andrade, casada com o engº Walter de Sá Andrade, Rodolfo Coimbra, casado com a sra. Cecília Camargo Coimbra, Horácio Coimbra, casado com a sra. Yolanda Cerqueira César Coimbra e Srta. Celina Coimbra.

Pesquisa e redação de Nelson Martins de Almeida


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Pesquisa complementar
O Texto está inserido no link que segue, com esses dados que registramos aqui com os devidos créditos a 

http://maisararas.com/como-araras-teve-participacao-na-revolucao-de-1932/

No dia 09 de julho, São Paulo comemora a Revolução Constitucionalista de 1932. A data, transformada em feriado civil em 1997, marcou o início de um dos principais episódios da história do estado. A Revolução foi um levante armado da população de São Paulo que, nos meses de julho e outubro de 1932, combateu as tropas do governo federal. O objetivo central do movimento era a queda do governo provisório de Getúlio Vargas, que dois anos antes assumira o poder no país, fechando o Congresso Nacional e abolindo a Constituição. O levante é chamado de “constitucionalista” porque São Paulo pedia a decretação de uma nova constituição Federal.
O movimento militar paulista do estado perderam a guerra, pela superioridade e técnicas do exército brasileiro. Mas sua luta não foi completamente em vão, depois de dois anos, em 1934, o governo central decreta uma nova constituição, mostrando que a revolta conseguiu alcançar seu principal objetivo declarado.
Confira a seguir o texto que mostra as pesquisas da participação da cidade no ato constitucionalista de 32 feita por Nelson Martins de Almeida, um dos maiores historiadores de Araras .

Forças
Força Pública Paulista :
  • 10.000 combatentes
  • 4 Aviões
  • 5 Trens blindados (construídos ao longo do conflito)
  • Número incerto de veículos blindados (construídos ao longo do conflito)
Voluntários:
  • 40.000 combatentes
  • 200.000 alistados
  • Número incerto de aviões
Frente Única Gaúcha :
* 450 combatentes
Estado de Maracajú :
por volta de 3.000 combatentes
Forças Armadas:
Todo o exército, marinha e aviação disponível no país.
Forças Públicas Estaduais
Total: Aproximadamente 100.000 homens ao fim do conflito.
Baixas
São Paulo: – 634 no mausoléu oficial
– 2.000 estimativas sobre todos os combates
– Sem-número de baixas civis
Frente Única Gaúcha:
cerca de 200
Estado de Maracajú:
mais de 300
Forças Armadas Brasileiras:
1050 Mortos
3800 Feridos
Forças Públicas Estaduais:
sem número.


Créditos
– Nelson Martins de Almeida,  ARARAS POR SÃO PAULO – 9 DE JULHO DE 1932: Disponível em: Acesso em 08 de julho de 2015.
– MANSO, M. Costa. São Paulo e a Revolução: 1932. São Paulo: scp. 1977. 11p.
– PUIGGARI, Umberto. Nas Fronteiras de Mato Grosso. São Paulo: scp, 1933.
– O Governo Provisório nunca revelou publicamente as baixas de seu lado da guerra civil. No entanto, um relatório militar enviados aos Estados Unidos possuía tal informação. Cf. VILLA, Marco Antônio – 1932:Imagens de uma Revolução. São Paulo, IOESP, 2009.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

EXPOSIÇÕES HISTÓRICAS

Parte do acervo Exposição Histórica Araras - década 1990


Nota-se o trabalho artesanal. Painel escrito a mão. Percebe-se os detalhes nos contornos vermelhos. A foto ilustrativa. 

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EXPOSIÇÃO DE ARARAS NO “O ESTADO” - 20.05.1983 - SUPLEMENTO TURISMO JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO






O Suplemento de Turismo de O Estado foi tema de uma exposição histórica na Casa da Cultura do Município de Araras, na região de Campinas. Desde 1969, o historiador da cidade, Nelson Martins de Almeida, chefe da Casa da Cultura, coleciona todos os cadernos de Turismo do Estado, atualmente publicados nas edições de sexta-feira.


 “Considero essa publicação do Estado a mais completa em termos de turismo no País e com uma riqueza histórica bastante grande”, afirmou o historiador.


Martins de Almeida não sabe dizer quantos cadernos ele conseguiu guardar nesses treze anos – houve alguma perda, também – e que possibilitaram a formação de uma exposição de 230 painéis, com ais de 1.400 fotos e textos, apenas sobre as cidades brasileiras. ‘É uma verdadeira viagem pelo País”, afirmou ele entusiasmado com o sucesso da exposição, que em luma semana foi visitada por mais de quatro mil pessoas.



Quem visitou a exposição do Suplemente de Turismo, teve também UMA SURPRESA: ELA ESTAVA MONTADA NA SALA DO JÚRI DO ANTIGO FÓRUM DA CIDADE, HOJE SEDE DA Casa da Cultura, que está subordinada ao Departamento Municipal de Educação e Cultura. 


É um prédio em estilo medieval, construído em 1896 pelo arquiteto francês Victor du Bugras, onde até 1968 funcionou o Palácio da Justiça de Araras. O edifício ficou abandonado por mais de dez anos, embora tivesse sido tombado pelo CONDEPHAAT em 1977. Somente em 1981 foi iniciada a restauração do prédio, reinaugurado no início desse ano. Foram gastos 25 milhões de cruzeiros para preservar as características originais do edifício, cujas portas e estrutura interna são totalmente em pinho de riga. A restauração foi tão fiel que foram preservadas as duas solitárias e as três celas de presos, com portas e grades de ferro.

Os painéis montados em cartolinas brancas foram catalogados pelos números respectivos aos suplementos nos quais as matérias foram publicadas. Esse trabalho, quase artesanal, demorou cinco meses. Agora, Martins de Almeida pretende levar a exposição a outras cidades e já programou os Municípios vizinhos de Leme, Campinas e São Paulo. 

“O material apresentado transcende o contexto do município de Araras. Portanto, ele deve ser visto também em outras cidades”, justificou o historiador, que já está trabalhando na montagem de uma exposição semelhante, apenas com as cidades internacionais mostradas no mesmo período pelo suplemento do Estado. “A mostra internacional vai estar mais enriquecida porque na Europa, principalmente, as cidades são essencialmente históricas”, comentou. 

(Fonte: Jornal O Estado de São Paulo – 20.5.1983 – Suplemento Turismo).




Nota: As informações aqui postadas fazem parte do material elaborado ao longo dos anos pelo historiador Nelson Martins de Almeida e que aos poucos vem sendo resgatado pela filha que escreve e registra Inajá Martins de Almeida. 

O esmero com que compunha seu trabalho, jamais fora sentido pela dificuldade dos recursos, muitas vezes improvisados, como o caso dos painéis em cartolina, confeccionados com recortes de jornais, fotos algumas, recursos caligráficos inúmeros, paixão que o acompanhou desde a infância. Canetas, tinteiros  e tinta nanquin sempre compunham sua mesa de trabalho. 

Qualquer canto podia ser improvisado à sua paixão. Não dispunha de sala própria, escritório ou o que valesse, porém, jamais se privou de horas dedicadas ao prazer máximo ao resgate da história. 




EXPOSIÇÃO DE ARTES PLÁSTICAS - 1983


Conforme vinha sendo aguardada, realizou-se no dia 19 de março de 1983, a inauguração, no salão nobre da Casa da Cultura, o XI Salão Ararense de Artes Plásticas, que, anualmente, reúne uma gama de artistas paulistas, na apresentação de trabalhos de pintura, escultura, desenho e gravura, promovendo um movimento artístico de alto nível em nosso meio social.



A mostra esteve representada por 187 profissionais e amadores da arte, que para aqui trouxeram 361 magníficos trabalhos, concorrendo aos vários prêmios ofertados pela Municipalidade, comércio, indústria e estabelecimentos de crédito de nossa cidade, como estímulo à difusão da arte em Araras.


A exposição é promovida pela Prefeitura Municipal de Araras, através de seu Departamento de Educação e Cultura, integrando a Comissão Organizadora, os srs. Angel Rojo Merino, como presidente, Antonio Michielim, Emílio Silvestre Wolff, Luiz Michielim Neto e Maria L.Costa Masseli. A Comissão Julgadora esteve integrada por renomados artistas plásticos de São Paulo sob a presidência de Galina Sheetikoff e a participação dos membros: André Terrazas Retola, Antonio Sérgio Migliaccio, Helene Galina Galenkamp e Inocêncio Borghesi, tendo como coordenador-geral o historiador Nelson Martins de Almeida, da Casa da Cultura.

A abertura dos trabalhos de inauguração foi precedida de grande número de visitantes, que compareceu às 19h30 de sábado, com destaque para a presença do exmo. sr. prefeito municipal, Dr. Milton Severino e esposa, a Primeira Dama Nivalda Batistella Severino, do vice-presidente da Câmara Municipal, Dr. Dorival Marcel Finardi e excelentíssima esposa e demais convidados.

Das 234 obras de arte expostas no XI Salão Ararense de Artes Plásticas, que ora se realiza com extensão até o dia 31 do corrente, 48 trabalhos foram premiados, entre eles dois com Medalha de Ouro – a pintura “Relíquias Ituanas”, de Alberto Thomazi, e o desenho “A Feira” de Humberto Savoya de Alencar. Foram, ainda, concedidas 6 medalhas de prata, 11 medalhas de bronze, 5 menções honrosas e 24 prêmios em dinheiro, oferecidos pelos estabelecimentos locais.

Os dois prêmios maiores, no valor de Cr$50.000,00 cada um, foram oferecidos pela Municipalidade de Araras e pela Nestlé, colaborando ainda para o maior brilhantismo da Exposição, as firmas: Estanífera Rodini, Banco Itaú, Lion Club, Laboratório Zurita, IPAR, Têxtil Simionato, Café Júnior, usina Santa Lucia, Fazenda Palmeiras, Corauto Automóveis, Indústria Colombini, Bebidas Orpinelli, BANESPA, Banco Nacional, Transporte Sopro Divino, Abatedouro Avícola Santa Cruz e Fazenda Santa Cruz.

O XI Salão ficará com suas portas abertas à visitação pública, diariamente das 9 às 21 horas, até o dia 31 do corrente, quando dar-se-á o seu encerramento. 

(Fonte: Jornal A Cidade – quinta-feira 24/3/1983)


EXPOSIÇÃO AERONÁUTICA SANTOS DUMONT - Porto Ferreira - final década 1980



quarta-feira, 24 de abril de 2013

FOTOS ANTIGAS CASA DA MEMÓRIA - DOAÇÃO TRIBUNA DO POVO

Tribuna deu sua contribuição, doando um acervo com cerca de 1.000 fotos já digitalizadas da cidade de Araras, entre antigas e atuais. A pesquisadora da Arquiprom, Berit de Oliveira, esteve na Tribuna na semana passada e recebeu um DVD contendo a coletânea das fotos das mãos do diretor Elpídio Carlos Pesce Storolli.

Na ocasião da visita, Berit também conheceu um pouco mais da história da Tribuna, que completou 121 anos de fundação em janeiro último. Ela também recebeu arquivos digitalizados com a história do jornal.


A maioria das fotos entregues é de autoria desconhecida, pois estavam em poder de vários colecionadores e historiadores de Araras. Porém, muitas das fotos são conhecidas publicamente, e há outras pouco divulgadas, mas de extrema importância para a história da cidade...leia a matéria


http://www.tribunadopovo.com.br/tribuna-doa-fotos-antigas-para-casa-da-memoria/moinho-praca-barao-menor
http://www.tribunadopovo.com.br/tribuna-doa-fotos-antigas-para-casa-da-memoria

domingo, 21 de abril de 2013

PATRIMÔNIOS HISTÓRICOS


“Povo sem memória vira fantasma de si mesmo.” 
Elton Medeiros

Reportagem: Rafael Faria

O povo brasileiro é sempre acusado de não ter memória sobre os fatos do passado. Pior que isso é depredar o que a história construiu. Quantas vezes lamentamos pichações em prédios, monumentos, bancos de praça… Claro que existem aqueles que valor nenhum dão a esses espaços, mas basta pichar o muro da própria casa para uma tempestade de fúria se armar.
Porém, pessoas esquecem que o que é público, é de todos. Aliás, essa é a essência da palavra “público”: de origem latina, refere-se ao que é do povo e serve para todos. Como forma de resgatar esses espaços, preservando, temos órgãos com plenos poderes para tombar os chamados patrimônios públicos.
O termo parece estranho. No entanto, a palavra tombamento, tem origem portuguesa e significa fazer um registro do patrimônio de alguém em livros específicos num órgão de Estado que cumpre tal função. Ou seja, utilizamos a palavra no sentido de registrar algo que é de valor para uma comunidade protegendo-o por meio de legislação específica. O seu ato é administrativo realizado pelo poder público com o objetivo de preservar, através da aplicação da lei, bens de valor histórico, cultural, arquitetônico e ambiental para a população, impedindo que venham a ser destruídos ou descaracterizados.
Assim, com a reforma do Cine Santa Helena, tomando em 1991, pelo Comphac (Conselho Municipal do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural) de Araras, e já anunciada pela atual administração pública, toda a sua fachada é imexível, inclusive com o dever de resgatar as cores originais do prédio, preservando sua memória.
“Eu vejo que tombar um espaço que teve uma importante atuação na história de uma cidade é um ato de cidadania. Você está resgando valores de um momento da sociedade e preservando a memória da cidade. Além disso, preserva as ideias de quem um dia pensou naquele espaço. Pro seu criador, um prédio é uma obra de arte”, opina o arquiteto Felipe Beloto, atual presidente do Comphac de Araras.
Os patrimônios de Araras

Não é apenas o Comphac que tem o poder de tombar patrimônio de uma cidade. O Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico) também atua na mesma política. Com a diferença que o segundo é órgão estadual e agiu em Araras em duas ocasiões, tombando a nossa Casa da Cultura, construída inicialmente para ser Fórum e cadeia e, mais recentemente, em 2002, tombando o prédio da Escola Estadual “Justiniano Witaker de Oliveira”.


Na ocasião, foi o próprio governador do Estado, Geraldo Alckmin, que esteve na cidade, durante o centenário da Festa das Árvores, para assinar o decreto. É na praça da escola que se encontra, segundo os registros históricos, uma das únicas árvores remanescentes da primeira festa da árvore da cidade, da espécie macaúba.
Agora, por um instante, corra para a lista dos bens tombados ao longo destes 150 anos de fundação de Araras. A relação é curiosa… pronto, pode voltar para o texto. Temos de prédios suntuosos, como o Solar “Benedita Nogueira”, até os paralelepípedos da região central da cidade – logo o asfalto não tomará o lugar deles, e túmulos no cemitério municipal, como os dos fundadores da cidade e do médico Narciso Gomes, que registra caravanas de visitantes.
Mas em alguns casos, infelizmente, o tempo correu e a deterioração foi inevitável, como é o caso da estação ferroviária do Bairro Elihu Root. O espaço pertence ao Governo do Estado e, há menos de dois anos, o município conseguiu a posse do local, comprometendo-se a revitalizá-lo.
E a lei de tombamentos é clara: “aquele que ameaçar ou destruir um bem tombado está sujeito a processo legal que poderá definir multas, medidas compensatórias ou até mesmo a reconstrução do bem como estava na data do tombamento dependendo do veredicto final do processo”. Está dado o recado.
“Vamos preservar o que ainda temos diante dos nossos olhos. Infelizmente, muita coisa já se perdeu. E Araras, comparada a outros municípios do país, é rica nesse quesito.  E mesmo que um local não seja tombado, não significa que não lhe cabe preservação. Quando um bem público se perde, é parte da memória do povo que vai embora”, completa Felipe Beloto.
Bens Tombados Pelo Comphac
  • Escola “Cel. Justiniano Witaker De Oliveira”
  • Escola “Ignácio Zurita Júnior”
  • Igreja do Sagrado Coração de Jesus
  • Praça Barão de Araras
  • Solar “Benedita Nogueira”
  • Edifício “Antonio Lotto”
  • Casarão na esquina da Praça Barão de Araras com rua Senador Lacerda Franco
  • Estação Ferroviária do Bairro Elihu Root
  • Fazenda Candelária – parte do Lago Bartira e avenida de bambu
  • Fazenda Santo Antonio
  • Fazenda Miraluna – parte do Lago Bartira, mais faixa de 30 metros no contorno
  • Igreja Matriz Nossa Senhora do Patrocínio
  • Igreja Santa Cruz
  • Igreja Presbiteriana de Araras
  • Teatro Estadual “Maestro Francisco Paulo Russo”
  • Biblioteca e Praça “Narciso Gomes”
  • Instituto Nossa Senhora Auxiliadora – Insa
  • Cine Teatro Santa Helena
  • Casa Sede da Fazenda São Joaquim
  • Casa Sede da Fazenda Montevidéo
  • Centro Espírita “Caibar Schutel”
  • Casa Sede da Fazenda Morro Alto
  • Casa Sede da Fazenda Campo Alto
  • Praça Monsenhor Quércia
  • Prédio ao lado do Solar Benedita Nogueira
  • Estação da Antiga Fepasa
  • Busto de Pedro do Carmo, na Praça Monsenhor Quércia
  • Busto do Monsenhor Quércia, na Praça Monsenhor Quércia
  • Busto do Cel. Justiniano, na frente da escola
  • Busto do Prof. Milton Severino, no Lago Municipal
  • Monumento ao Centenário da República, na Praça Narciso Gomes
  • Cruzeiro, na Avenida do Café
  • Monumento Zumbi dos Palmares, na Praça do José Ometto II
  • Cristo, na Rua Campinas – Jardim Santa Rosa
  • Monumento na Praça da Bíblia
  • Estátua de Nossa Senhora, na Praça da Igreja São Benedito
  • Onze Estátuas de Mármore Branco, localizadas na Casa da Cultura, Centro Cultural e Lago Municipal
  • Jazigos do Padre Atílio Cosci e Padre Casimiro C. Ros, do Dr. Luiz Narciso Gomes, Cel. Justiniano W. de Oliveira, Lourenço Dias, Barão de Araras, Barão de Arary, Família Alves e Família Leite, do Padre Antonio Augusto D’Alkimin, do prefeito Alberto Feres
  • Conjunto de Jazigos na Via Anhanguera, em área da Fazenda São João
  • Impressora Plana do Jornal “Tribuna do Povo”
  • Cristo da Fazenda São José
  • Árvores do Município
  • Jequitibás da Fazenda Campo Alto
  • Árvore Óleo de Copaíba – Jd. São Luiz e Jd. São Nicolau
  • Santa Casa de Misericórdia de Araras
  • Paralelepípedos das ruas centrais da cidade

sexta-feira, 5 de abril de 2013

CENTRO CULTURAL LENI DE OLIVEIRA ZURITA

Visita a esse magnífico espaço em 12 de março de 2013







segunda-feira, 1 de abril de 2013

ÁLBUM DE ARARAS - imagens



clique sobre as imagens

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Álbum de Araras digitalizado em 26/03/2017 - acesse o link


domingo, 24 de março de 2013

CASA DA MEMÓRIA DE ARARAS

 EDUCANDÁRIO BENEDITA NOGUEIRA

No dia 21 de março de 1921, era noticiado, em Portugal, na cidade de Lisboa, o falecimento da sra. Benedita Galvão de Melo Nogueira, nascida em Araras, da família Alves Camargo, e casada com o médico Dr. João Ferreira de Mello Nogueira, que aqui clinicou por vários anos, atuando também como vereador à Câmara Municipal, durante três legislaturas (1883-1900).

Cinco anos mais tarde, passou-se a se preparar a instalação desse Asilo, no antigo Solar de Dª Benedita Nogueira, em terreno que ocupava a quadra compreendida pelo canto da Praça Barão de Araras, a Rua Sete de Setembro, Rua Júlio Mesquita e a Rua que passou a denominar-se dª Benedita Nogueira.

No dia 20 de dezembro de 1926, o provedor Antonio Pádua Telles, da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, enviava ao prefeito municipal de Araras, sr. Antonio Alfredo Matthiesen, ofício respondendo a sua consulta, escusando se de conceder o nome de Asilo Dona Benedita Nogueira à instituição filantrópica que se estava em Araras, por doação testamentária da benemérita ararense, explicando que um dispositivo testamentário determinava que a denominação fosse a de “Asilo Santo Antonio para Órfãs”.

O testamento de Benedita Nogueira determinava ainda que: Este Asilo denominar-se-á Asilo Santo Antonio para Órfãs” e que, “no mesmo Asilo será colocado o meu quadro representando a imagem do ECCE HOMO que está no escritório de minha casa em São João do Estoril (Portugal), que será exposto à veneração das asiladas”.

Não sabemos se este quadro chegou a vir de Portugal para Araras, conforme desejo da doadora. Teria ele, hoje, um valor histórico muito grande, destinado a figurar como peça rara no Museus Histórico que se projeta.

O documento testamentário concluía por desejar “que as educandas que receberem abrigo e proteção neste Asilo, que instituo por muito amor a Dês, sejam educadas com sentimentos, como eu sempre, toda a minha vida professei, que lhes ensinem a religião do devedor, amando a Dês sobre todas as coisas e, ao próximo, como a nós mesmos, e que elas na sua vida sigam sempre o caminho da virtude”.

A inauguração do Educandário, ou melhor, do Asilo Santo Antonio para Órfãs, aconteceu no dia 28 de dezembro de 1929, com as presenças de destacados membros da Mesa da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, que, por essa ocasião, era integrada por destacadas personalidades paulistas, entre as quais se encontravam o Dr. Washington Luiz Pereira de Souza, presidente do Estado, Dr. Antonio Pádua Salles provedor, Augusto de Meirelles Reis, Jayme Loureiro Martins Costa, Plínio Barreto, Alberto da Silva e Souza, João Maurício de Sampaio Vianna, José dos Santos Azevedo, Alberto de Menezes Borba, Horácio Spindola, José Carlos de Macedo Soares, Roberto Simonsen, Numa de Oliveira, Antonio de Lacerda Franco, Manoel Afonso Marques Martins Costa, Reynaldo Porchat, Cantídio de Moura Campos, Olympio Portugal, Sinésio Rangel Pestana, Carlos Leôncio de Magalhães e o bispo Diocesano Dom Barreto.

Os estatutos da nova entidade filantrópica foram elaborados pelos srs. Plínio Barreto e J.C.Macedo Soares, ficando a sua direção entregue às Madre Missionárias Lúcia de Jesus Crucificado, Delmira de Santa Cruz, Francisca das Cinco Chagas, Maria do Espírito Santo, Lídia de Santa Rosa de Lima e Cândida de São José.

Pesquisas e redação de Nelson Martins de Almeida
postagem - Inajá Martins de Almeida
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04.04.1948 - Jornal Tribuna do Povo - O sargento Palma, comandante do destacamento local, escreve ao jornalista Nelson Martins de Almeida: 

"Tenho acompanhado os vossos escritos em a "Tribuna do Povo", principalmente sobre o que diz respeito ao interesse da nossa terra. 

Gostei do último artigo, referente às Instituições de Utilidade Pública de Araras. 

Dentre as instituições de Caridade existentes em Araras, está, em primeiro lugar o Asilo Santo Antonio para Órfãos, porque olhar pela infância de hoje é amparar a velhice de amanhã. 

Senhor Jornalista "Asilo para Órfãos" -   com um nome desses, hoje em dia não se faz mais caridade. A criança, nele abrigada, cresce e... cresce também nela, o complexo de inferioridade, que não a largará pelo resto de sua vida. De quem a culpa ? Dela? Não! Nossa? Sim!...

Porquê não trocar para "Casa das Meninas"; "Lar das Meninas"; "Lar das Moças"; "Casa das Crianças" ou "Abrigo Dona Fulana". Esse terrível "Asilo". Trocar o nome atual de "Asilo por um mais brando é nossa obrigação.

Conheço diversas ex-internadas. Já apreciei o que de belo aprenderam e aprenderam naquela Casa de Caridade. Tem elas vexame em dizer que foram criadas num "Asilo". Por quê? Porque são meninas-moças e desejam poder dizer como as outras, que foram educadas nesta ou naquela Escola. Sem ideia de esmoleres, de caridade pública, ou de desprotegidas da sorte, que não tiveram pais. 

Sr. Nelson Martins de Almeida, aí fica a mina sugestão. Que ela frutifique na vossa pena, como árvore benfazeja e boa, ou que cresça na vossa mente tal qual agudos e dolorosos espinhos. São os meus desejos" - (a) Sargento Palma" 

Atendendo ao apelo do sargento Palma, e o fizemos julgando das mais justas a sua explanação. Sua carta a transcrevemos com comentários em a "Tribuna do Povo". Nossa parte foi feita; mudou-se o nome do Asilo, que passou a ostentar a denominação "Educandário Dona Benedita Nogueira".

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21/04/2010 

Solar Benedita Nogueira abrigará Casa da Memória
Primeira reunião aconteceu na manhã da última quarta-feira (21), no gabinete do prefeito

A cidade de Araras terá em breve mais um espaço cultural, trata-se da Casa da Memória, local onde serão destacados fatos históricos do município. Esta primeira reunião, que aconteceu na manhã da última quarta-feira (21/04/2010), envolveu representantes do Poder Público e da sociedade.
A Casa da Memória, que será uma espécie de museu, vai ser instalada no Solar Benedita Nogueira...  acompanhe toda a matéria 
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19/09/2011  
Comissão vai definir acervo que fará parte da Casa da Memória
A Casa da Memória, espécie de museu que será instalado no Solar Benedita Nogueira, já começou a ganhar forma. Historiadores e pessoas ligadas ao patrimônio público do município estão se reunindo para discutir o acervo que será exposto do museu.

Criação do grupo foi discutida durante reunião entre membros nomeados para acompanhar a implantação do local, Poder Público e integrantes da Arquipron...

Segundo o secretário municipal de Planejamento, Gestão e Mobilidade, Felipe Dezotti Beloto, o encontro serviu para apresentar essa possibilidade aos historiadores e pessoas ligadas ao patrimônio público do município... acompanhe toda a matéria


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16/11/2011
Munícipe doa livro histórico para o acervo da Casa da Memória

Aposentado Élio Arruda entregou a obra “Álbum de Araras” ao prefeito Dr. Nelson Dimas Brambilla.
O prefeito Dr. Nelson Dimas Brambilla recebeu a doação de um material histórico para o acervo da Casa da Memória. O livro “Álbum de Araras” – 1862/1949, escrito por Nelson Martins de Almeida com a colaboração do jornalista Mamede de Souza, foi entregue pelo aposentado Élio Arruda... acompanhe toda a matéria... 

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02/03/2012

Casa da Memória será implantada por meio da Lei Rouanet
Projeto encaminhado ao Ministério da Cultura foi aprovado; Prefeitura poderá captar recursos junto a empresas.
Graças aos esforços da Secretaria de Ação Cultural e Cidadania, da Secretaria Municipal de Planejamento, Gestão e Mobilidade, de um grupo de historiadores e membros da comissão formada por integrantes indicados pelo poder público, a implantação da Casa da Memória, no Solar Benedita Nogueira, será viabilizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, mais conhecida como Lei Rouanet.
O acervo que ficará disponível no espaço está sendo definido por membros de comissão nomeada pelo prefeito Dr. Brambilla. A comissão é composta pelos secretários Felipe Beloto (Planejamento, Gestão e Mobilidade), Milton José Triano (Segurança Pública e Defesa Civil) e Marcelo Daniel (Ação Cultural e Cidadania), além de João Ferreira, João de Melo, Antônio N. Inocente, Pedro Pessoto Filho, Cárita Rosalin, Luis Della Coletta e também os historiadores Alcyr Mathiesen, Tadeu Viganó, Wenilton Daltro e José Carlos Victorello.... acompanhe toda a matéria

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12/03/2013 
Começa pesquisa para formação do acervo da Casa da Memória
Pesquisadores da empresa Arquiprom, responsável pela instalação do local, vão realizar levantamento de dados históricos e coleta do material que ficará em exposição.
O início dos trabalhos de pesquisa foi discutido em reunião realizada na última terça-feira (12/03/2013), no Centro Cultural “Leny de Oliveira Zurita”. O encontro contou com a presença do prefeito Nelson Dimas Brambilla, dos secretários Felipe Beloto (Planejamento, Gestão e Mobilidade) e Marcelo Daniel (Ação Cultural e Cidadania), além dos membros da comissão responsável pela escolha do acervo Milton Triano, João de Melo, Antônio N. Inocente, Pedro Pessoto Filho, Cárita Rosalin, Wenilton Daltro, Inajá Martins de Almeida, Matilde Viganó, Alcyr Mathiesen e José Carlos Victorello.
Espécie de museu que preservará a história do município, a Casa da Memória será instalada no Solar Benedita Nogueira, no Calçadão “Monsenhor Quércia” e contará com salas para apresentação de workshop, estudo e pesquisas. O acervo coletado durante a pesquisa documental será digitalizado e poderá ser acessado no local de forma interativa. O público poderá ouvir depoimentos e assistir aos vídeos, resultado das entrevistas e pesquisa documental...       acompanhe toda matéria

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ARARAS 142 ANOS DE EMANCIPAÇÃO - 24/03/2013

“A Casa da Memória terá como objetivo resgatar e preservar a memória de Araras e disponibilizar isso para o público, de forma digitalizada e organizada para pesquisa”, declarou o secretário de Ação Cultural e Cidadania Marcelo Daniel, o Mussa. 


Parabéns pela belíssima reportagem. A memória sim deve ser resgatada. Perpetuada. Eu como filha de historiador posso afirmar a importância dessa iniciativa. No bloghttp://nelsonmartinsdealmeida.blogspot.com.br/ capturei algumas informações e ali as registrei.
Abraços / Inajá Martins de Almeida




Os espaços voltados ao lazer e cultura sempre foram reivindicados pela população de Araras ... Após a implantação da Casa da Memória no prédio do Solar Benedita Nogueira, e a restauração do antigo Cine Santa Helena, juntamente com a Casa da Cultura já existente na praça Barão de Araras, a ideia da administração municipal é transformar a região num conjunto de edificações direcionadas à promoção de atividades e eventos culturais... acompanhe a matéria...


Parabéns pela iniciativa de resgatar tão magnífico patrimônio ararense.
Meu pai, historiador Nelson Martins de Almeida – falecido ano passado aos 94 anos – estaria compartilhando o brilhantismo desse empreendimento político cultural e histórico.
No blog http://nelsonmartinsdealmeida.blogspot.com.br/ faço menção ao aludido nesse veículo informacional.
Parabéns duplamente : pelo aniversário da cidade e pelas reportagens.
Inajá Martins de Almeida




Tribuna do Povo - 12/03/2013

A comissão que auxilia a Prefeitura na implantação da Casa da Memória, um museu com acervo sobre a história de Araras e que vai funcionar no Solar Benedita Nogueira, se reúne hoje, terça, para discutir a implantação do espaço museológico...continue em


Álbum de Araras - Nelson Martins de Almeida, 1948
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Matérias:


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20.08.2017 - Casa da Memória Araras, SP, colhe depoimentos de moradores










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